Mês da mulher: mulher no mundo de hoje - Você sabe o que é um mundo Vuca? É o mundo da Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade.
Nesse contexto, para quem está acostumado a ter segurança e estabilidade será necessário repensar a vida e aprimorar algumas habilidades.
Pela própria sua própria condição, a mulher está apta e sempre se reinventa.
Diante do mundo que a oprime constantemente, é forçada a recomeçar e criar novas situações, constantemente, renascendo, cada vez mais forte.
Aprendeu a ser corajosa e destemida, e assim, conseguiu ultrapassar os séculos de exploração.
É preciso resiliência para que o ser humano se mantenha inteiro e tenha ânimo para se adaptar a novos cenários que estão em construção.
É o recomeçar. Para a mulher isso é comum, pois vem do exercício de ser mulher, como sempre foi impedida a prosseguir, teve que treinar saber caminhar por outros trajetos, para conseguir seu lugar na sociedade.
A adaptação a esse novo mundo faz o indivíduo se tornar mais flexível diante da realidade do dia- a- dia.
Por muitos séculos, a mulher foi apenas mãe e como tinha muitos filhos, aprendeu a negociar e compor todas as nuances da convivência familiar, tornando -se assim, uma grande negociadora. Sabe compor, retroceder, barganhar, convencer, dissuadir estrategicamente em prol de todos.
É muito humana, pela própria natureza e assim, claro que é mais flexível que o homem, pois possui maior inteligência emocional.
Quanto maior a visão, mais ampla também a possibilidade de se encontrar soluções.
Mulher tem esse olhar global.
Justamente pela urgência de saber lidar com todas as novas questões deste mundo Vuca que se instalou entre nós, a gestão feminina é a voga do momento. Chama-se Lateralidade, que é composta pela cooperatividade, liderança compartilhada. Novos tempos e novos comportamentos.
O verdadeiro líder é mais eficaz porque tem empatia e intuição, sabe se colocar no lugar do outro, falar sua língua e prever o melhor caminho, virtudes tão necessárias no mercado de trabalho hoje, e a mulher é dona dessas habilidades e ainda com grande capacidade de negociação e resultados.
E é inclusive amorosa. A mulher lidera hoje os lares, é a chefe de família, na maioria deles, pois no amor, assume mais responsabilidades que o homem.
Enquanto ele vai embora, ela fica. Anda carente com este sistema de relações líquidas e frívolas que se instalou em nosso mundo, mas é movida pela crença de um amor que a satisfaça e a faça feliz.
A mulher está descobrindo finalmente seu lugar e entendeu que se unindo a outras mulheres, irmãs da mesma dor, fica mais forte e chega mais longe.
Está se organizando em grupos, associações, grupos políticos, feministas, verdadeiros clãs, para efetivamente alcançarem mais condições e direitos.

