Artigos e Opinião

Editorial

Quem tem nota ruim não passa de ano

Em casos como o da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, não basta investir em visibilidade, é preciso garantir que esse investimento se traduza em inclusão real

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Uma campanha publicitária, seja no setor privado, seja na administração pública, deve partir de objetivos claros e mensuráveis. Não se trata apenas de divulgar uma marca, um serviço ou uma instituição, mas de estabelecer metas, acompanhar indicadores, medir alcance e, principalmente, avaliar resultados concretos.

Em qualquer estratégia de comunicação, o investimento precisa estar diretamente ligado à efetividade. Quando isso não acontece, o gasto deixa de ser estratégico e passa a ser questionável.

Nesta edição, mostramos que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) é a instituição pública de Ensino Superior que mais investe em publicidade no Brasil. Em si, o dado não é necessariamente negativo.

É legítimo que uma universidade busque ampliar sua visibilidade, divulgar seus processos seletivos e atrair novos estudantes. De fato, campanhas relacionadas ao vestibular, ao Sisu e à avaliação seriada são perceptíveis nas redes sociais e em parte da mídia.

O problema surge quando se observa o resultado prático desse investimento. Se o objetivo central dessas campanhas é incentivar o ingresso no Ensino Superior público, os números indicam que há falhas nesse processo.

O volume significativo de vagas ociosas em cursos ofertados pela UFMS sugere que a comunicação não está atingindo plenamente sua finalidade. Em outras palavras, há um descompasso entre o que se gasta e o que se alcança.

Diante disso, a pergunta é inevitável: a UFMS está gastando bem esses recursos? O questionamento é ainda mais pertinente quando se considera que milhares de jovens e adultos brasileiros têm o sonho de concluir um curso superior.

No caso de uma universidade pública, esse sonho se torna mais acessível, já que não há cobrança de mensalidades. Ainda assim, vagas permanecem abertas, o que indica falhas não apenas de comunicação, mas, possivelmente, de estratégia.

É fundamental que a universidade avalie com mais rigor a efetividade de suas campanhas. Isso passa por revisar estratégias, identificar públicos-alvo, entender os canais mais eficientes e, sobretudo, medir conversões, ou seja, quantas pessoas efetivamente se inscrevem e ingressam a partir dessas ações. Publicidade sem retorno mensurável não se sustenta, ainda mais quando financiada com recursos públicos.

Nesse contexto, ganha relevância a atuação de órgãos de controle. Uma análise por parte da Controladoria-Geral da União poderia trazer maior transparência ao processo, avaliando se os investimentos realizados estão alinhados com os resultados obtidos. Não se trata de restringir a comunicação institucional, mas de garantir que ela seja eficiente e cumpra seu papel social.

A universidade pública tem uma missão que vai além da formação acadêmica: ela deve ampliar oportunidades e democratizar o acesso ao conhecimento.

Para isso, não basta investir em visibilidade, é preciso garantir que esse investimento se traduza em inclusão real.

Caso contrário, a publicidade deixa de ser ferramenta de acesso e passa a ser apenas um custo elevado, difícil de justificar diante das necessidades da própria educação pública.

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ARTIGOS

Aos astronautas da cápsula Orion

Reentrada na atmosfera a 40.000 km/h e a uma temperatura de 2.760ºC

22/04/2026 07h45

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Este artigo está sendo escrito mesmo antes da chegada ao planeta Terra dos astronautas da cápsula Orion, que terão o maior desafio antes da chegada à Mãe Terra.

Na reentrada na atmosfera a 40.000 km/h e a uma temperatura de 2.760ºC, torcemos pelo sucesso em seu retorno a nosso Earth planet.

De lá, nos 10 dias que orbitaram a Lua, nos enviaram imagens do “pôr da Terra”, que foram juntadas com as do “nascer da Terra” da Apollo 8, e também presenciaram um eclipse lunar, em que a Lua escondeu o astro-rei, o Sol, que nos fornece a luz diária para os 8 bilhões de terráqueos apinhados na espaçonave Terra.

Parabéns ao comandante Reid Wiseman pela condução sem acidentes em pleno espaço sideral. Tivemos também palavras da astronauta Christina Koch, que sentiu falta de nossas imagens da Terra, como nossos oceanos e nossas florestas, já o astronauta Victor Glover citou que as obras do Criador têm que ser cuidadas para todas as gerações e o astronauta canadense Jeremy Hansen vibrou muito com uma de suas fotos, o “pôr da Terra”, e citou que devemos cuidar, porque ela é a nossa casa.

No seu retorno, vamos entrar em contato com eles para se juntarem à nossa causa maior, que é a plataforma pela regeneração do planeta Terra, porque, aqui, a natureza e a vida têm sido muito prejudicadas, principalmente pelas guerras sem fim.

Nesses 10 dias, milhares de bombas, mísseis e drones explodiram nas terríveis guerras de EUA-Israel e Irã, Rússia e Ucrânia, onde milhões de agentes, oriundos das explosões que tiraram a vida das pessoas, contaminaram nosso meio ambiente e a atmosfera.

Vamos aguardar o retorno desses grandes heróis para lhes propor a viagem mais longa que o ser humano fará no planeta Terra, “para dentro de nós mesmos”.

Juntem-se a nós, o tempo da mudança chegou.

ARTIGOS

Participação social a chave na virada dos serviços públicos

A virada para que os serviços públicos pudessem ser prestados com impactos positivos, foi fruto da reestruturação do sistema de regulação e da implementação de uma gestão de resultados

22/04/2026 07h30

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Os serviços públicos essenciais em Mato Grosso do Sul atendem à finalidade de satisfazer as necessidades básicas da população e têm compromisso com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Essa deveria ser uma constatação óbvia, afinal, todos nós pagamos pelos serviços, tarifas de água e esgoto, de energia, transporte, limpeza urbana, coleta de lixo e assim por diante.

Se olharmos para o cenário de cinco anos atrás, o atendimento não correspondia à finalidade de suprir nossas necessidades básicas.

Mas hoje podemos dizer que os nossos direitos de serviços eficientes, seguros e de qualidade estão garantidos, graças à efetividade do sistema regulatório gerido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

A virada para que os serviços públicos pudessem ser prestados de foma eficiente e segura, com impactos positivos, foi fruto da reestruturação do sistema de regulação e da implementação de uma gestão de resultados, com foco em eficiência e transparência, planejamento e participação social.

Além de restabelecermos o papel institucional da regulação de serviços delegados, buscamos implementar uma gestão inovadora, capaz de induzir práticas sustentáveis, ancorada nos princípios socioambientais e governança.

A par dos resultados que asseguram a qualidade e a eficiência dos serviços públicos, a Agems está liderando um processo estratégico no reposicionamento do papel da regulação diante da inovação e da incorporação de tecnologias emergentes pelas concessionárias, especialmente nos segmentos de saneamento básico e ambiental, transporte intermunicipal de passageiros, transição energética e rodovias.

Quero ressaltar que essas conquistas não seriam possíveis sem o nosso corpo técnico. Um grupo altamente capacitado que muito nos orgulha.

Coube à Agems assumir a coordenação da primeira Câmara Técnica de Inteligência Artificial, Inovação Tecnológica e Mudanças Climáticas no âmbito da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (Abar), fato que, para nós, como gestores, é motivo de comemoração, não só pela representação, que marca a presença de Mato Grosso do Sul nos grandes debates da era digital, mas por nos credenciar e reconhecer nossa capacidade de responder a uma agenda tão desafiadora no processo de modernização e inovação tecnológica, soluções digitais e mudanças climáticas. Eventos que impactam a economia, os serviços públicos e o desenvolvimento social.

Ao cabo de cinco anos e três meses da nova estrutura regulatória de MS, relatório de todas as ações e atividades da Agems demonstra que o modelo de gestão implementado, buscando efetividade na fiscalização e a participação social em todos os processos de melhoria dos serviços públicos, foi capaz de obter ganhos socioambientais e a adesão das nossas comunidades às práticas sustentáveis, avançando na qualidade de vida das pessoas, nosso objetivo maior.

Evoluímos ano a ano, numa trajetória marcada pela implementação de soluções inovadoras, fortalecimento da governança e ampliação da atividade regulatória. Avançamos além do ambiente normativo, fazendo da regulação um instrumento de transformação social e desenvolvimento econômico.

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