Cidades

Após Morte

Árvores do Parque dos Poderes passarão por pente-fino

Imasul avaliará a vegetação do Parque Estadual do Prosa, que está próximo a vias de circulação de pessoas

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As árvores do Parque Estadual do Prosa, que margeiam o Parque dos Poderes, em Campo Grande, deverão passar por um pente-fino nos próximos dias para saber em que condições se encontram e se há risco de queda. A medida tomada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) acontece após uma jovem de 23 anos morrer ao ser atingida pelo tronco de uma árvore.

De acordo com nota do Imasul, técnicos do instituto farão vistorias em locais de circulação de pessoas, como pistas de caminhada e de ciclismo, ruas, pontos de ônibus, estacionamentos e demais áreas de uso público.

“O Imasul irá priorizar a executar um plano de ações voltado à avaliação e ao manejo da vegetação nas áreas de interface entre o Parque Estadual do Prosa e os locais de circulação e permanência de pessoas. As equipes irão avaliar aspectos como comprometimento estrutural, inclinação, cavidades, danos no sistema radicular, deterioração, morte de galhos ou árvores e outros fatores que possam representar risco, considerando também as condições ambientais e meteorológicas”, diz nota do Imasul.

O órgão ainda frisou que realiza “periodicamente medidas preventivas”, como podas seletivas, retirada de galhos comprometidos e remoção de árvores que apresentem risco à segurança da população.

“Esclarecemos que o Parque Estadual do Prosa é uma unidade de conservação de proteção integral e, por essa razão, o manejo da vegetação deve observar critérios técnicos, ambientais e legais específicos. Qualquer intervenção deve considerar os objetivos de conservação da unidade e os possíveis impactos sobre a fauna, a flora, o solo e os demais componentes do ecossistema”, salienta o órgão estadual.

Criado em 1981 como Reserva Ecológica do Parque dos Poderes, e posteriormente enquadrado como Unidade de Conservação pelo Decreto Estadual nº 10.783/2002 e pela Lei Estadual nº 3.350/2008, o Parque Estadual do Prosa tem uma área de 135,2573 hectares. Cercado por espécies da flora e fauna do Cerrado, também abriga a nascente do Córrego Prosa.

ACIDENTE

No fim da tarde de quarta-feira, Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, morreu após ter sido atingida por um tronco de árvore que caiu na ciclovia da Avenida do Poeta, no Parque dos Poderes.

A jovem andava pelo local em um patinete elétrico ao lado de uma parente, que não se feriu com a queda da árvore.

A perícia científica foi acionada para fazer os levantamentos que vão auxiliar na investigação. 
Logo após o acidente, técnicos do Imasul também estiveram no local para avaliar as condições da queda da árvore.

Segundo o Imasul, “a avaliação técnica realizada após o acidente identificou processos naturais que ocorrem no ambiente, associados à dinâmica ecológica e às condições próprias da vegetação”.

“No local da ocorrência, conforme a avaliação realizada pelas equipes técnicas, o aceiro encontrava-se limpo e não foram identificados cipós comprometendo a árvore. Também não foram constatadas, na avaliação visual, evidências externas que permitissem antecipar de forma inequívoca a queda da árvore. Ressalta-se que fatores naturais e ambientais podem alterar as condições estruturais de uma árvore ao longo do tempo, inclusive sem que necessariamente existam sinais externos evidentes de comprometimento”, completa a nota.
O órgão também afirmou que as condições climáticas constituem outro fator relevante para o acidente.

Acidente Fatal

Motorista morre após carro bater de frente com carreta na BR-163 em Campo Grande

Carro capotou após a colisão e vazamento de GNV exigiu cuidados durante o atendimento; acidente provocou congestionamento na rodovia

20/08/2026 20h18

Equipes de resgate trabalham no local onde a Chevrolet Spin ficou destruída após colisão frontal com uma carreta na BR-163, em Campo Grande.

Equipes de resgate trabalham no local onde a Chevrolet Spin ficou destruída após colisão frontal com uma carreta na BR-163, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Um motorista morreu após uma colisão frontal entre uma Chevrolet Spin e uma carreta-baú na tarde desta quinta-feira (20), na BR-163, em Campo Grande. O acidente ocorreu na altura do km 471, no sentido sul da rodovia, nas proximidades do entroncamento com a MS-040 e do acesso à região das Moreninhas.

A violência da colisão deixou o automóvel completamente destruído. Depois do choque contra a carreta, a Spin saiu da pista, capotou e terminou com as rodas para cima, junto ao guardrail instalado às margens da BR-163.

Parte da estrutura que estava fixada sobre o teto do veículo se desprendeu durante o acidente e atingiu o para-brisa do caminhão.

O condutor da Spin estava sozinho no veículo e sofreu ferimentos graves. Ele não resistiu e morreu ainda no local. O motorista da carreta, por sua vez, não ficou ferido.

A Motiva Pantanal, concessionária responsável pela administração do trecho da BR-163, informou que o Centro de Controle Operacional (CCO) recebeu o chamado para atendimento da ocorrência às 16h46.

Equipes de emergência foram deslocadas até o ponto do acidente. A ocorrência mobilizou profissionais da concessionária, Corpo de Bombeiros e PRF (Polícia Rodoviária Federal). Policiais penais que transitavam pela região também auxiliaram no atendimento.

Vazamento de gás exigiu cuidados

Além da gravidade da colisão, as equipes encontraram uma situação que exigiu atenção adicional durante o resgate. A Chevrolet Spin era equipada com sistema de GNV (Gás Natural Veicular) e houve vazamento de gás depois do impacto.

Por causa do risco, os profissionais que atuavam no local precisaram adotar cuidados específicos para garantir a segurança durante os trabalhos. O automóvel permaneceu às margens da rodovia, bastante danificado, enquanto eram realizados os procedimentos necessários.

A carreta também sofreu avarias, principalmente na região dianteira. A dimensão dos danos nos dois veículos evidencia a força do choque ocorrido na rodovia.

Testemunha relata ultrapassagem antes da colisão

Uma pessoa que presenciou os momentos anteriores à colisão relatou às autoridades que um dos veículos realizava uma sequência de ultrapassagens pela BR-163. Conforme o relato, durante uma das manobras, o veículo teria avançado pela pista enquanto um caminhão seguia no sentido contrário.

Ainda conforme a testemunha, o motorista do caminhão que vinha pela direção oposta chegou a tentar uma manobra para evitar a batida, mas não conseguiu impedir a colisão.

A dinâmica exata do acidente, entretanto, deverá ser determinada pelas autoridades responsáveis a partir dos vestígios encontrados na pista, da posição dos veículos e dos demais elementos reunidos durante o atendimento da ocorrência.

Acidente provoca congestionamento

O trecho da BR-163 precisou ser interditado para o trabalho das equipes de emergência e para garantir a segurança de quem passava pela região. A interrupção do tráfego provocou congestionamento superior a um quilômetro nos dois sentidos da rodovia.

A ocorrência aconteceu justamente no período de aumento do movimento de veículos, o que contribuiu para ampliar as filas. O trecho é utilizado tanto por motoristas que trafegam pela BR-163 quanto por quem segue em direção às Moreninhas e a outras regiões de Campo Grande.

Além do atendimento à vítima, as equipes permaneceram no local para controlar o tráfego e realizar os procedimentos relacionados à ocorrência. As circunstâncias que levaram à colisão deverão ser apuradas.

Até o momento, a identidade do motorista que morreu no acidente não foi divulgada pelas autoridades. A vítima estava sozinha na Chevrolet Spin e morreu ainda no local em razão da gravidade dos ferimentos.

Violência contra mulher

Família de Vanessa espera que política do MPT inspire ações também fora do órgão

Medida passa a orientar a atuação dos Ministérios Públicos do Trabalho de todo o país

20/08/2026 18h50

Família de Vanessa Ricarte em lançamento de politica nacional no MPT

Família de Vanessa Ricarte em lançamento de politica nacional no MPT Foto: Paulo Ribas

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A família da jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio em fevereiro de 2025, participou nesta quinta-feira (20), em Campo Grande, do lançamento da Política Nacional Vanessa Ricarte de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, criada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Mais do que uma homenagem, o momento foi marcado pela expectativa de que a iniciativa ultrapasse os limites institucionais e consiga chegar à vida real de mulheres que enfrentam situações de violência.

Para o irmão de Vanessa, Walker Ricarte, a política representa um passo importante, mas seu verdadeiro resultado dependerá da capacidade de envolver diferentes setores da sociedade. Ele defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ficar restrito a órgãos públicos e deve alcançar também famílias, escolas, ambientes de trabalho e relações pessoais.

Durante a cerimônia, ele resumiu uma das ideias que considera centrais para essa mudança: mulheres não pertencem a ninguém e sim são donas de si mesmas.“Quando nós nos relacionamos, estamos com alguém. Não somos de alguém”, afirmou. Para ele, reconhecer esse princípio é também enfrentar comportamentos de posse e controle que podem estar presentes nas relações abusivas.

Walker disse ainda esperar que o lançamento não se limite ao âmbito isntitucioal do órgão público. “A gente tem a esperança, a expectativa de que isso se torne uma realidade”, afirmou, ao destacar a importância de iniciativas que busquem prevenir o feminicídio.

Em seu discurso, Maria Madalena da Glória Ricarte, mãe da jornalista, chamou a atenção para uma rede que começa antes mesmo da chegada da vítima aos órgãos resposáveis.Segundo ela, uma mulher que esteja em situação de vulnerabilidade ou risco não deve enfrentar o problema sozinha. Procurar familiares, amigos ou colegas de confiança também pode ser um primeiro passo para romper o silêncio e buscar ajuda. “Que ela não se cale, que se encoraje a buscar apoio nos colegas e nos familiares. É um pequeno gesto, mas que pode salvar a vida delas”, disse.

A fala ganha um peso especial diante da história de Vanessa, que procurou ajuda antes de ser assassinada. O caso provocou debates sobre o atendimento oferecido às mulheres em situação de violência e sobre a capacidade da rede de proteção de identificar e interromper situações de risco.

Para a família, a prevenção também passa pela capacidade de pessoas próximas perceberem mudanças de comportamento e sinais de que alguém pode estar enfrentando uma situação de violência, uma cvez, que, segundo dona Maria, a família não tinha conhecimento de toda a violência que a filha sofria.

PRESENÇA DA MINISTRA 

Durante o lançamento, a ministra substituta das Mulheres, Eutália Barbosa, afirmou que o combate ao feminicídio precisa ser tratado como uma política permanente de Estado. Segundo ela, a violência doméstica não termina quando a mulher atravessa a porta de casa e chega ao trabalho. O impacto pode atingir a saúde física e mental, a renda, a segurança e até a permanência da vítima no emprego. “A violência não fica do lado de fora do trabalho”, diz ministra.

A ministra destacou que trabalho e renda podem ser caminhos para romper o ciclo de violência, mas ressaltou que oportunidades precisam vir acompanhadas de sigilo, segurança, respeito, escuta qualificada e suporte para que a mulher consiga permanecer no emprego.

Eutália também defendeu o fortalecimento das políticas públicas e pediu cuidado para que eventuais falhas dos serviços não levem à descredibilização de toda a rede de proteção.

O QUE MUDA

A Política Nacional Vanessa Ricarte passa a orientar a atuação do Ministério Público do Trabalho em todo o país, mas não altera a legislação trabalhista nem cria, por si só, novas obrigações para empresas e trabalhadores. A mudança está na forma como o próprio órgão deverá incorporar o enfrentamento à violência doméstica em sua atuação.

Na prática, o MPT passa a contar com diretrizes nacionais para acolher mulheres em situação de violência, capacitar seus integrantes, promover ações de prevenção e estimular a autonomia econômica dessas vítimas. A política também prevê o incentivo à reserva de vagas para mulheres em situação de violência em contratos de prestação de serviços.

A iniciativa, portanto, pode alcançar a sociedade civil de forma indireta, principalmente por meio das ações e parcerias desenvolvidas pelo MPT. A iniciativa também pretende servir de referência para empregadores, entes públicos e instituições que desejem aprimorar suas próprias políticas de enfrentamento à violência de gênero, contribuindo para a construção de ambientes laborais mais seguros e livres de violência contra a mulher.

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