Cidades

CONCURSO

Assembleia Legislativa lança concurso com salário de 8 mil

Prova tem vagas para ensino médio técnico e ensino superior; inscrições começam em janeiro de 2026

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Por meio do Diário Oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o órgão divulgou o 2º concurso público de provas para provimento de cargos efetivos. Com salário base de quase R$ 2 mil para ensino médio e R$ 3 mil para ensino superior completo, inscrições começam a partir de janeiro.

Com 35 vagas para quem possui o ensino médio completo, há vagas para técnico legislativo nos cargos/áreas/especialidades: administrativa, audiovisual, fotografia, informática, motorista, operação de áudio, polícia legislativa, refrigeração e climatização, e tradução de libras.

Para todos os cargos é necessário ter certificado de conclusão em nível médio profissionalizante ou médio completo reconhecido pelo MEC + curso técnico na área.

Nos cargos com requisito de ensino superior completo, há 45 vagas para analista legislativo para cargo de: administrador, arquiteto, arquivista, assistente social, biblioteconomista, cerimonialista, contador, enfermeiro, engenheiro civil, engenheiro eletrônico e de telecomunicações, engenheiro mecânico, jornalista,  museólogo, nutricionista, pedagogo psicólogo, publicitário e revisor/redator.

Além desses, ainda há vagas para quem possui especialidade ou está na área: administrativa, controle interno, design gráfico, jurídico (com formação em direito), Rádio e TV, e Tecnologia e Informação.

Tanto para as vagas de técnico, quanto para as de analistas legislativos, são necessárias à comprovação da escolaridade no ato da posse do cargo com reconhecimento do MEC.

Ainda no edital, foi divulgado que o salário base para candidatos do ensino médio é de R$ 1.964,88, com remuneração inicial de 4.912,20. Para quem tentará a vaga do ensino superior, a base salarial é R$ 3.212,26, com remuneração inicial de 8.030,65. 

Para realizar a prova é necessário pagar taxa, com valor de inscrição de RS 180 para vagas de analista (ensino superior completo), e R$ 140 para as vagas de técnico (ensino médio completo). A data limite para pagar a taxa é um dia após o encerramento das inscrições, em 03 de fevereiro. 

Quem pode se inscrever

Além dos requisitos referente a escolaridade, é necessário que aquela ou aquele que deseja se candidatar atenda as seguintes características:

a) ter nacionalidade brasileira ou estar dentro do que estabelece o decreto nº 70.391/72 e nº 70.436/72 e da Constituição Federal, artigo 12, parágrafo 1º;
b) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
c) estar em dia com as obrigações eleitorais;
d) estar em dia com os deveres do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino;
e) não registrar antecedentes criminais, achando-se no pleno exercício de seus direitos civis e políticos;
f) Aptidão Física e Mental para o exercício do cargo.

A princípio, as inscrições são de forma remota e serão abertas a partir das 10h do dia 12 de janeiro de 2026 até as 23h59 do dia 02 de fevereiro de 2026, no horário oficial de Brasília. Segundo o edital, ela poderá ser prorrogada por necessidade de ordem técnica e/ou operacional, a critério da ALEMS ou da Fundação responsável.

Fundação Carlos Chagas e concursos

Com sede em São Paulo, a Fundação Carlos Chagas firmou contrato com a Assembleia Legislativa divulgado no Diário Oficial da ALMS na última sexta-feira (12). Anteriormente, a fundação foi responsável pelo último concurso da Assembleia de 2016.

Neste concurso, a organização das provas, bem como todo o concurso, está novamente sob responsabilidade da Fundação. Com isso, as inscrições devem ser realizadas pelo site https://www.concursosfcc.com.br/, até o dia 02 de fevereiro de 2026.

O concurso contará com prova de caráter habilitatório e classificatório, todas serão divididas em conhecimentos gerais e específicos, com exceção da vaga de técnico legislativo em Tradução de Libras, que será apenas a prova prática.

As demais vagas terão 4 horas de prova, e em sua maioria, contará com 40 questões para cada área de conhecimento, com peso 1 para gerais e 2 para específicos. As únicas vagas com exceção e especificidade, além da Tradução em Libras são:

  • Técnico Legislativo, para a Área Administrativa;
  • Analista Legislativo, para especialidade em Jurídico;
  • Técnico Legislativo, para cargo de Polícia Legislativa;

As duas primeiras estão dentro do padrão de 4 horas de prova, mas terão 20 questões direcionadas a área de conhecimento geral, com peso 1, e 60 questões para a área de conhecimentos específicos, com peso 4.

Para a vaga de Polícia Legislativa, será necessário que as candidatas e candidatos façam o Teste de Aptidão Física (TAF), antes da realização da prova, também com caráter habilitatório

As informações sobre o TAF com as descrições de cada atividade a ser executada a depender do sexo masculino ou feminino, bem como outras características de participação está disponível e é possível conferir a partir da página 38 do edital.

Quanto a carga horária que deverá ser cumprida é previsto 40 horas semanais, conforme o documento. Confira aqui o edital completo.

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2° turno

No transporte público, eleitores acreditam que abstenção recue em MS

Gratuidade é ofertada em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá

25/10/2026 10h30

Gratuidade é ofertada em cinco municípios do Estado

Gratuidade é ofertada em cinco municípios do Estado Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Eleitores que utilizaram o transporte público para exercer o direito ao voto neste 2°turno acreditam que a gratuidade é um fator determinante para reduzir o alto índice de abstenção do primeiro turno em Mato Grosso do Sul. Além da Capital, o transporte coletivo é gratuito em Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá, pleito iniciado às 7h e encerrado às 16h.  

Ao todo, o Estado conta com 2.024.884 pessoas aptas a votar neste segundo turno. Deste universo, 640.427 estão em Campo Grande; 166.148 em Dourados;  88.668 em Três Lagoas; 70.104 em Ponta Porã e 67.791 em Corumbá. 

Somados, os municípios concentram 1.033.138 eleitores, 51% do total de votantes sul-mato-grossenses que definem entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) o próximo presidente do país.

Paulistano de Itaquera, zona leste de São Paulo, Renato Cardoso, 48 anos, vive em Campo Grande há 24 anos e saiu da Vila Popular para votar na região do Hércules Maymone na manhã deste domingo (25). 

"O transporte publico é otimo para quem não tem condições de se deslocar por conta de questões financeiras. Por mais que o transporte seja gratuito, essa é uma forma de nos colocarem, ate pelo imposto que nós pagamos. Campo Grande é um acidade populosa, grande, mas alguns conhecidos meus sequer sabem quem é o senador do Estado, não sei se é por desinteresse, ou algo assim", destacou ao Correio do Estado enquanto aguardava o ônibus no Pegue Fácil da Avenida Afonso Pena.

Bolsonarista, acredita que o acirramento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro será um fator determinante para reduzira abstenção recorde registrada em Mato Grosso do Sul no primeiro turno. 

"O medo de ver o seu adversário vencer vai fazer com que as pessoas votem. Sendo alguem de Itaquera, e morador do bairro da (Vila) Popular, vejo que a diferença entre paulistas e sul-mato-grossenses é que aqui o pessoal da região periférica é um pouco mais desleixado com relação a politica, enquanto lá as pessoas são mais interessadas e centradas, mesmo que votem no candidato que não vá favorecer elas. Claro que isso não é 100%", destacou Renato. 

Conforme a Justiça Eleitoral, 483.210 pessoas das 2.024.430 aptas a votar não compareceram às urnas no no último dia 4, isso equivale a exatos 23,87% do eleitorado estadual. 

Em comparação com as eleições presidenciais anteriores, o pleito do primeiro turno trouxe a maior abstenção da história.

Em 2022, por exemplo, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Jair Bolsonaro. 

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam adequados a votar pela Justiça Eleitoral.

Nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Há um ano e meio no Brasil, o contador boliviano Juan Carlos Hurtado, de 63 anos não votará neste domingo, contudo disse que a gratuidade prevista em lei em todo o país garante que os eleitores possam votar com mais tranquilidade.

Segundo Hurtado, que vive junto do sobrinho na Capital, o recurso não existe no país vizinho. Vejo o tranporte gratuito com muita importância justamente por conta da alta abstenção no primeiro turno, acho qe agora neste domingo as pessoas vão votar mais. Na Bolívia não existe isso, e a maioria das pessoas vão à pé", disse Hurtado, que lia jornal em um dos pontos rápidos da Praça Ary Coelho.    

Morador da região central, o estudante Juan Jesus Honório de 21 anos também utilizou o transporte público nesta manhã para exercer o direito ao voto. Disse acreditar na virada do presidente Lula e destacou que apesar de viver em uma cidade amplamente bolsonarista, fez questão de renovar o voto neste domingo no petista, visto que o pleito será decidido, segundo ele, "voto a voto". 

"Eu vou votar cedo, sempre. Sei que o bolsonarismo é maioria em nosso estado e por esse motivo fiz questão de renovar o voto do primeiro turno em Lula. Vai ser no voto a voto, muito apertado", destacou ao Correio do Estado o jovem que vota na Escoal Estadual Vespasiano Martins e também aguardava o transporte público nas imediações da Praça Ary Coelho. 

Flávio Bolsonaro (PL) foi o preferido em 73 municípios de Mato Grosso do Sul, ao passo que Lula (PT) foi o escolhido apenas em seis cidades ao fim da apuração deste domingo (4). 

De acordo com o portal de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o atual presidente foi o preferido do eleitorado sul-mato-grossense apenas nas cidades de Miranda, Dois Irmãos de Buriti, Vicentina, Japorã, Tacuru, Paranhos. 

barbárie

Briga de trânsito após carreata política acaba em morte em MS

Adolescente de 16 anos teria feito uma séria de disparos depois de ver o pai sendo agredido depois da manifestação bolsonarista na região central de Bonito

25/10/2026 09h46

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

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Atingido com pelo menos três disparos de revólver em meio a uma suposta briga de trânsito ao final de uma carreata bolsonarista na região central de Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu na noite deste sábado (23) momentos depois de receber atendimento médico no hospital da cidade.

Um outro homem, identificado como Alex Machado Leite, também foi atingido e por conta da gravidade dos ferimentos teve de ser transferido para Campo Grande.  Conforme boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 20 horas para atender uma briga generalizada nas imediações de um posto de combustíveis, na região central da cidade.

De acordo com as informações iniciais da Guarda Municipal e divulgadas pelo site Jardim Msnews, o caso teria ocorrido após o término da carreata, depois que uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizada, na qual vários pessoas participaram das agressões. 

Ao perceber que seu pai estava sendo espancado, um adolescente que teria 17 anos conseguiu pegar uma arma que estava no veículo do pai e fez uma série de disparos contra os supostos agressores. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e outro na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax. 

Depois de fazer os disparos, pai e filho teriam fugido em uma caminhonete e até o começo da manhã deste domingo eles não haviam sido localizados. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil, o pai foi identificado como Márcio Cossari, de 47 anos. 

Embora não haja indícios de que tenha sido uma confusão com motivações políticas, nas redes sociais o caso descambou imediatamente para este lado.

“O povo mais feliz do mundo, se tornou em um povo agressivo e intolerante consumindo e reproduzindo discursos de ódio propagados pela extrema direita. Qual país você quer para os seus filhos?? Um país com armas entrando nas escolas, nas festas, na cintura do vizinho que vive irritado?? Escolham o lado do diálogo, dos livros, da ciência, do desenvolvimento pessoal através da educação e do trabalho. Ignorem quem promete melhorias atacando e difamando as minorias. Nós brasileiros queremos paz, amor e dignidade para todos”, escreveu internauta.

“O bolsonarismo é o suprassumo da violência e da intolerância. Armados e perigosos”, escreveu outro.

“Não foi durante a carreata, foi uma briga de trânsito após a carreata que terminou horas antes! A polícia já apresentou o BO, o menor que efetuou os disparos, foi buscar a arma após a primeira discussão, retornado ao local, iniciando nova discussão , briga e disparos. Que o pai seja responsabilizado como regem as Leis, e seu filho infelizmente terá apenas medidas “socioeducativas” , pois os mesmos que estão aqui esbravejando indignação, foram a mesma esquerda que votou contra a redução da maioridade penal, e deixarão mais esse criminoso impune! Quanto as “armas”, se houvesse uma única pessoa com direito ao porte legal, o “lírio do campo” que daqui a alguns meses estará solto ao completar 18 anos, talvez não teria essa chance não é mesmo?”, opinou outro internauta.

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