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Aula em casa não é evasão escolar, diz Ministério

Aula em casa não é evasão escolar, diz Ministério

ESTADÃO CONTEÚDO

13/07/2019 - 16h15
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Ainda sem a aprovação de lei que regulamente o ensino domiciliar no País, o Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos (MMFDH), comandado por Damares Alvares, orientou os conselhos tutelares a não considerar como evasão escolar os casos de crianças e adolescentes que não estejam matriculadas em escolas e são educadas em casa, o homeschooling. O Ministério Público Federal (MPF) pediu imediata suspensão da ordem por entender que desrespeita a legislação. 

O ofício com a orientação aos conselhos foi enviado no fim de maio, um mês após a gestão Jair Bolsonaro ter encaminhado projeto de lei (PL) sobre o tema ao Congresso - ainda não há previsão para que a matéria seja apreciada. Segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2018, a regulamentação do homeschooling deve ser aprovada pelo Legislativo, já que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. 

A pasta orientou que, enquanto o projeto estiver em tramitação, os casos não sejam considerados como abandono intelectual. Também pede aos conselheiros que procedimentos em apuração sejam interrompidos até a votação do projeto. 

Anteontem, o MPF recomendou a suspensão imediata por considerar que "nenhuma norma do ordenamento jurídico pátrio que define a obrigação dos responsáveis legais de zelar pelo bem-estar do educando foi revogada, principalmente aquela que determina a obrigatoriedade de promover a matrícula".

Deborah Duprat, procuradora federal dos Direitos do Cidadão, diz que também encaminhou ofício a todos os conselhos orientando sobre a ação correta nesses casos. [O OFÍCIO]Questionado pelo Estado sobre o pedido do MPF, a pasta não respondeu até as 21 horas.

Promessa

Bandeira de campanha de Bolsonaro, a regulamentação do homeschooling foi colocada como uma das ações prioritárias dos cem primeiros dias de governo - a liberação da modalidade é demanda antiga de grupos conservadores religiosos. A ideia inicial do governo era editar uma medida provisória (MP), que tem tramitação mais rápida. Com receio de a MP ser rejeitada, o governo recuou e enviou o PL. 

A proposta prevê o cadastro de alunos e avaliações anuais do Ministério da Educação. Caso o aluno seja reprovado por dois anos seguidos, perderá o direito de estudar nesse modelo. Segundo o projeto de lei, as famílias terão de apresentar documentos como antecedentes criminais, caderneta de vacinação atualizada e plano pedagógico individual.

Quem defende o modelo diz que os pais têm o direito de decidir como e onde os filhos vão receber o ensino. Já especialistas em educação veem prejuízo em privar a criança do convívio à diversidade. Também dizem que a prática não tem eficácia comprovada nem em países onde foi regulamentada, como os Estados Unidos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

 

VIOLÊNCIA

Jovem é morto em "tribunal do crime" e grupo é preso em MS

Vítima de 23 anos foi sequestrada e executada em estrada vicinal; ação conjunta das polícias levou à prisão dos suspeitos

29/04/2026 08h45

Grupo foi preso após operação integrada das polícias; vítima foi localizada em estrada vicinal de Pedro Gomes

Grupo foi preso após operação integrada das polícias; vítima foi localizada em estrada vicinal de Pedro Gomes Divulgação PM/MS

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Uma operação integrada entre forças de segurança resultou na prisão de um grupo criminoso suspeito de matar um jovem de 23 anos, em Pedro Gomes, município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu na segunda-feira (28) e teria ligação com organização criminosa.

De acordo com o portal Rio Verde News, o caso começou a ser investigado após o desaparecimento da vítima, o que levantou suspeitas entre os policiais. Diante da gravidade, equipes das polícias Militar, Civil, Científica e Rodoviária Federal passaram a atuar de forma conjunta, compartilhando informações para localizar o jovem.

Durante diligências, uma equipe da Força Tática do 5º Batalhão da Polícia Militar abordou uma caminhonete suspeita na entrada da cidade. Dentro do veículo, foi encontrada uma munição calibre .32, o que reforçou a suspeita de envolvimento dos ocupantes no desaparecimento.

Ainda durante a abordagem, uma ligação recebida por um dos suspeitos indicava que a vítima já havia sido executada. Confrontados, os envolvidos, com idades entre 18 e 21 anos, confessaram participação no crime e apontaram o local onde o corpo havia sido deixado.

Segundo relato dos próprios autores, o jovem foi sequestrado sob ameaça, levado até uma estrada vicinal e submetido a um chamado “tribunal do crime”. No local, ele foi morto por enforcamento.

Com as informações, os policiais localizaram o corpo da vítima, que apresentava sinais de violência. A perícia técnica foi acionada para realizar os procedimentos no local.

As investigações continuaram e levaram à identificação e prisão de outros envolvidos. Durante a ação, também foram apreendidos um revólver calibre .32, munições e aparelhos celulares.

Os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Pedro Gomes. Eles devem responder por homicídio qualificado, sequestro seguido de morte e posse irregular de arma de fogo.

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Investigação

Polícia de MS abre ofensiva contra guerra entre facções

Operação quer impedir a vinda de integrantes do Comando Vermelho de Mato Grosso para dominar o tráfico no Estado

29/04/2026 08h00

Delegado titular do Garras, Hoffman D'Ávila, em entrevista coletiva

Delegado titular do Garras, Hoffman D'Ávila, em entrevista coletiva Marcelo Victor/Correio do Estado

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As forças de segurança de Mato Grosso do Sul abriram uma ofensiva para impedir que a guerra entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de território se instale no Estado.

Segundo o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), ação realizada esta semana foi apenas a primeira da ofensiva contra o crime organizado.

“Trata-se de uma ofensiva integrada entre todas as forças de segurança do Estado de Mato Grosso do Sul no combate às organizações criminosas”, afirmou o delegado em coletiva.

A Operação Leviatã, deflagrada na segunda-feira, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão em Coxim, na região norte do Estado, que faz divisa com Mato Grosso.

“Todos esses alvos são faccionados e as investigações indicam que eles estão migrando de Mato Grosso para Mato Grosso do Sul na tentativa de promover o domínio territorial e social, resultando em mortes, caos, temor da população, insegurança social e jurídica, razão pela qual, por determinação do secretário de Segurança Pública e da administração superior estamos já implementando operações para sufocar essas investidas no estado de Mato Grosso do Sul”, continuou Hoffman.

Durante a ação, inclusive, um dos investigados, identificado como Fabrício Troch Soares, de 33 anos, vulgo Branco do CV, alvo de mandado de busca a apreensão, teria reagido na chegada da polícia e acabou morto em confronto.

Segundo o delegado, o principal motivo desta operação é manter a segurança de pessoas que não estão envolvidas com o crime organizado, porque, nas palavras dele, algumas das execuções promovidas pelos grupos ocorreram na frente de mulheres e crianças.

A região norte foi escolhida para a primeira ofensiva porque, de acordo com o delegado, é por lá que os membros do Comando Vermelho entrariam em Mato Grosso do Sul, vindos de Mato Grosso, para se estabelecer aqui.

As investigações apontam que a facção criminosa de origem carioca, que tem amplo domínio em Mato Grosso, também tentaria dominar MS, porém, por meio do uso da violência, já que em Mato Grosso do Sul há um amplo domínio criminoso do PCC, de origem paulista.

“As investigações apontam que há seis meses eles estão tentando, por meio de confronto com outras facções e também investidas contra o Estado, porque as forças de Segurança representam o Estado, se infiltrar e se estabelecer no Estado de Mato Grosso do Sul, por conta da posição topográfica, região fronteiriça com o Paraguai e a Bolívia. Isso provoca um caos social e a intenção desses faccionados é implementar domínio de território e promover o tráfico de drogas, isso causa uma insegurança, não só no Estado de Mato Grosso do Sul, mas em todo o País e até em outros continentes, porque aqui é rota, inclusive, para o tráfico internacional”, declarou em entrevista.

“Eles estão levando a cabo homicídios, violência urbana, inclusive na presença de crianças, na presença de mulheres, a população está amedrontada, por isso essa primeira investida, não só nossa, mas de todas as forças policiais, da PM, da Polícia Civil.

Criamos um ambiente saudável de integração e de troca de informações para que possamos atuar em nome do Estado para combater essas investidas dessas facções criminais”, completou o delegado.

O delegado afirmou que ao entrar em Mato Grosso do Sul os membros do CV fazem a cooptação de pessoas e tentam se estabelecer nas cidades alugando imóveis.

Após isso, eles mapeiam quem são os outros faccionados de grupos rivais e os pressionam para mudarem de lado, por meio de ameaça de morte. 

“Estão tentando estabelecer o caos e o Estado não permitirá”, finalizou Hoffman.

MORTES

Antes mesmo da operação, forças de segurança haviam entrado em confronto e matado três homens, membros do PCC. O caso ocorreu na noite de domingo, em Costa Rica. Eles estariam planejando um ataque na cidade ligado à disputa entre facções. (Colaborou Leo Ribeiro)

* Saiba

O fim da trégua entre PCC e Comando Vermelho já havia sido noticiado pelo Correio do Estado em maio do ano passado. Desde então, crimes de execução entre grupos rivais têm sido mais frequentes na fronteira.

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