Cidades

Investigação

Polícia de MS abre ofensiva contra guerra entre facções

Operação quer impedir a vinda de integrantes do Comando Vermelho de Mato Grosso para dominar o tráfico no Estado

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As forças de segurança de Mato Grosso do Sul abriram uma ofensiva para impedir que a guerra entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) por domínio de território se instale no Estado.

Segundo o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), ação realizada esta semana foi apenas a primeira da ofensiva contra o crime organizado.

“Trata-se de uma ofensiva integrada entre todas as forças de segurança do Estado de Mato Grosso do Sul no combate às organizações criminosas”, afirmou o delegado em coletiva.

A Operação Leviatã, deflagrada na segunda-feira, cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão em Coxim, na região norte do Estado, que faz divisa com Mato Grosso.

“Todos esses alvos são faccionados e as investigações indicam que eles estão migrando de Mato Grosso para Mato Grosso do Sul na tentativa de promover o domínio territorial e social, resultando em mortes, caos, temor da população, insegurança social e jurídica, razão pela qual, por determinação do secretário de Segurança Pública e da administração superior estamos já implementando operações para sufocar essas investidas no estado de Mato Grosso do Sul”, continuou Hoffman.

Durante a ação, inclusive, um dos investigados, identificado como Fabrício Troch Soares, de 33 anos, vulgo Branco do CV, alvo de mandado de busca a apreensão, teria reagido na chegada da polícia e acabou morto em confronto.

Segundo o delegado, o principal motivo desta operação é manter a segurança de pessoas que não estão envolvidas com o crime organizado, porque, nas palavras dele, algumas das execuções promovidas pelos grupos ocorreram na frente de mulheres e crianças.

A região norte foi escolhida para a primeira ofensiva porque, de acordo com o delegado, é por lá que os membros do Comando Vermelho entrariam em Mato Grosso do Sul, vindos de Mato Grosso, para se estabelecer aqui.

As investigações apontam que a facção criminosa de origem carioca, que tem amplo domínio em Mato Grosso, também tentaria dominar MS, porém, por meio do uso da violência, já que em Mato Grosso do Sul há um amplo domínio criminoso do PCC, de origem paulista.

“As investigações apontam que há seis meses eles estão tentando, por meio de confronto com outras facções e também investidas contra o Estado, porque as forças de Segurança representam o Estado, se infiltrar e se estabelecer no Estado de Mato Grosso do Sul, por conta da posição topográfica, região fronteiriça com o Paraguai e a Bolívia. Isso provoca um caos social e a intenção desses faccionados é implementar domínio de território e promover o tráfico de drogas, isso causa uma insegurança, não só no Estado de Mato Grosso do Sul, mas em todo o País e até em outros continentes, porque aqui é rota, inclusive, para o tráfico internacional”, declarou em entrevista.

“Eles estão levando a cabo homicídios, violência urbana, inclusive na presença de crianças, na presença de mulheres, a população está amedrontada, por isso essa primeira investida, não só nossa, mas de todas as forças policiais, da PM, da Polícia Civil.

Criamos um ambiente saudável de integração e de troca de informações para que possamos atuar em nome do Estado para combater essas investidas dessas facções criminais”, completou o delegado.

O delegado afirmou que ao entrar em Mato Grosso do Sul os membros do CV fazem a cooptação de pessoas e tentam se estabelecer nas cidades alugando imóveis.

Após isso, eles mapeiam quem são os outros faccionados de grupos rivais e os pressionam para mudarem de lado, por meio de ameaça de morte. 

“Estão tentando estabelecer o caos e o Estado não permitirá”, finalizou Hoffman.

MORTES

Antes mesmo da operação, forças de segurança haviam entrado em confronto e matado três homens, membros do PCC. O caso ocorreu na noite de domingo, em Costa Rica. Eles estariam planejando um ataque na cidade ligado à disputa entre facções. (Colaborou Leo Ribeiro)

* Saiba

O fim da trégua entre PCC e Comando Vermelho já havia sido noticiado pelo Correio do Estado em maio do ano passado. Desde então, crimes de execução entre grupos rivais têm sido mais frequentes na fronteira.

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APREENSÃO

PRF apreende equipamentos de som irregulares no interior de Mato Grosso do Sul

Homem transportava mais de 30 caixas de itens da marca JBL e fugiu a pé depois de abandonar o carro

17/06/2026 10h00

PRF / Divulgação

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu durante a manhã desta quarta-feira (17) uma carga de mercadorias sem documentação fiscal no município de Nova Alvorada do Sul, no interior do Estado, a 115 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a PRF, os policiais realizavam fiscalizações na BR-267 no posto na saída para São Paulo, quando deram ordem de parada para uma GM/Trailblazer branca. O motorista que conduzia o veículo não obedeceu a ordem e fugiu da abordagem.

Após acompanhamento tático dos agentes, o condutor abandonou o carro e continuou a fuga a pé. Os agentes realizaram buscas pelo local, mas não localizaram o homem.

Em vistoria no veículo, foram encontradas 31 caixas com fones, microfones e caixas de som da marca JBL. Todas as mercadorias não possuíam documentação fiscal e foram apreendidas. Assim como o veículo, toda a apreensão foi encaminhada à Receita Federal.

MPMS

MPMS recomenda anulação de contratos de R$ 792 mil para consultorias contábeis

Promotoria aponta possível ilegalidade em contratações feitas por inexigibilidade de licitação e afirma que serviços poderiam ser executados por servidores efetivos do município

17/06/2026 09h30

Recomendação publicada pelo MPMS dá prazo de 10 dias úteis para que prefeitura informe se irá anular os contratos questionados.

Recomendação publicada pelo MPMS dá prazo de 10 dias úteis para que prefeitura informe se irá anular os contratos questionados. Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que a Prefeitura de Nova Andradina anule dois contratos de consultoria contábil e tributária que, juntos, somam R$ 792 mil. A medida foi publicada nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial do Ministério Público e estabelece prazo de 10 dias úteis para que o município informe se acatará ou não a orientação.

A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça em substituição legal João Augusto Arfeli Panucci, no âmbito de inquérito civil que apura a legalidade das contratações realizadas pela administração municipal.

Os contratos questionados foram firmados com as empresas MKJ Assessoria Contábil Sociedade Simples Ltda., no valor global de R$ 360 mil, e AEG Assessoramento e Consultoria Empresarial Eireli, no valor de R$ 432 mil. 

Ambas foram contratadas por meio de inexigibilidade de licitação para prestar serviços de consultoria, assessoria e orientação contábil e tributária ao município.

Na recomendação, o MPMS sustenta que os serviços contratados não apresentam características que justifiquem a inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto na Lei nº 14.133/2021 apenas para situações em que a competição seja inviável e o contratado possua notória especialização em atividade de natureza predominantemente intelectual.

Segundo o órgão ministerial, os objetos dos contratos descrevem atividades consideradas rotineiras e comuns ao exercício profissional de contadores e auditores fiscais, sem demonstração de singularidade capaz de afastar a concorrência entre empresas do setor.

O documento também destaca que a estrutura administrativa do município possui cargos efetivos de contador, auditor fiscal de tributos municipais e fiscal de tributos municipais, cujas atribuições seriam compatíveis com os serviços contratados.

Além disso, a Promotoria aponta que a carreira de Administração Tributária de Nova Andradina prevê, entre suas funções, a prestação de assessoria e consultoria técnica em matéria tributária aos órgãos da administração pública.

Outro ponto levantado pelo MPMS refere-se ao processo que resultou na contratação da empresa AEG Assessoramento e Consultoria Empresarial. Conforme a recomendação, a pesquisa de preços teria sido realizada com apenas um fornecedor, embora a legislação federal de licitações determine a consulta a, no mínimo, três referências para composição do orçamento.

A Promotoria também menciona que há candidatos aprovados em cadastro reserva para o cargo de auditor de tributos municipais em concurso público vigente. Para o Ministério Público, a terceirização de atividades típicas da carreira pode caracterizar preterição indevida de candidatos aprovados.

Diante das conclusões da investigação, o MPMS recomendou ao prefeito de Nova Andradina, Leandro Ferreira Luiz Fedossi, e ao secretário municipal de Finanças e Gestão, Hernandes Ortiz, a anulação dos contratos nº 056/2025 e nº 062/2025, além da abstenção de novas contratações para serviços de consultoria e assessoria contábil tributária que façam parte da rotina administrativa do órgão.

O documento adverte que, em caso de descumprimento da recomendação, poderão ser adotadas medidas judiciais para correção das supostas irregularidades e eventual responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

A recomendação tem caráter orientativo e não possui efeito imediato de anulação dos contratos. Caberá à administração municipal decidir se acolhe ou não a manifestação do Ministério Público.

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