Cidades

EDUCAÇÃO

Aulas nas escolas municipais retornam no dia 8 de fevereiro, mas sem previsão de volta presencial

O plano de biossegurança para o retorno das aulas está sendo elaborado, e deve ser publicado ainda neste mês

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As aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme) estão previstas para retornar no dia 8 de fevereiro, no entanto, ainda não há confirmação do retorno presencial dos alunos. 

Todas as escolas deverão atender os protocolos de biossegurança para o início do ano letivo de 2021.

A secretária de Educação de Campo Grande, Elza Fernandes, disse, em nota, que “o plano de biossegurança que será válido para a Rede Municipal de Ensino (REME) está em processo de elaboração, e deverá ser publicado no mês de dezembro. Ainda não há previsão de retorno das aulas presenciais, para os alunos da REME, no ano letivo de 2021".

A nota ainda afirma que para definir sobre o retorno presencial, será necessário avaliar a situação da pandemia próximo à data do início do ano letivo, considerando o atual cenário.

Sobre o direito dos pais em escolher o ensino remoto ou presencial para seus filhos no próximo ano letivo, ainda não há definição.

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O Conselho Nacional de Educação deu autonomia aos municípios para decidirem de que forma os alunos serão avaliados no encerramento do ano letivo. 

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) determinou que os estudantes que tiveram participação nas aulas  on-line têm aprovação automática.

Na Rede Estadual de Educação, as aulas presenciais foram paralisadas 23 de março, após os primeiros casos de Covid-19 serem registrados no Estado. De acordo com o calendário escolar de 2021, a volta às aulas será no dia 4 de fevereiro. 

O governo estadual apresentou um protocolo de retorno no fim de novembro, e prevê ensino híbrido a partir do ano que vem. Ou seja, com atividades presenciais e remotas, a critério dos pais ou responsáveis pelo aluno.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entre 2019 e 2020 a evasão escolar em Mato Grosso do Sul chegou a 2,2% no ensino fundamental e 6,8% no ensino médio.

Assassinato

Homens invadem residência e executam mulher na frente do filho em MS

Mulher de 36 anos foi assassinada com tiro na cabeça após criminosos invadirem residência pelos fundos; Polícia Civil investiga motivação

21/06/2026 14h48

Foto: Divulgação Policia Civil

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Uma mulher de 36 anos foi assassinada dentro da própria residência na noite deste sábado (20), em Maracaju, em um crime que mobilizou forças de segurança e deixou familiares em estado de choque.

A vítima, identificada como Kátia Lima Chimenes, foi atingida por um disparo na cabeça após a invasão do imóvel por homens armados.

O homicídio ocorreu em uma casa localizada na Vila Juquita. Conforme as informações apuradas pelas autoridades, os suspeitos teriam acessado o terreno pelos fundos da propriedade e surpreendido os moradores.

A ação criminosa aconteceu diante do filho da vítima, que estava na residência no momento do ataque.

Segundo os relatos colhidos pela polícia, dois homens utilizando roupas escuras e capacetes participaram da execução. Um deles teria entrado na casa por uma janela da cozinha, enquanto o comparsa permaneceu na parte externa dando apoio à ação.

Kátia estava na sala quando foi alvejada. O tiro atingiu a região da cabeça e provocou sua morte ainda no local. O companheiro da vítima, que se encontrava em outro cômodo da residência, relatou ter ouvido o disparo e, ao verificar o que havia acontecido, encontrou a mulher caída.

Ainda de acordo com o depoimento prestado às autoridades, o criminoso teria apontado a arma para o homem logo após o assassinato. O invasor tentou efetuar um novo disparo, mas a arma apresentou falha. Em seguida, os autores fugiram rapidamente sem levar qualquer objeto da residência.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas apenas puderam confirmar o óbito. A área foi isolada para o trabalho da perícia criminal, que recolheu vestígios e iniciou a análise da cena do crime.

Durante os levantamentos periciais, foram encontradas cápsulas de munição calibre .380. Os peritos constataram que a vítima foi atingida por um único disparo fatal, embora haja indícios de que outro tiro tenha sido efetuado durante a invasão.

A Polícia Civil trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades estão sendo analisadas e podem ajudar a reconstituir a rota de fuga dos suspeitos.

Até o momento, ninguém foi preso. A principal linha de investigação busca determinar se a vítima era alvo específico dos criminosos ou se existem outras circunstâncias relacionadas ao caso.

Educação

Diploma universitário cresce 87% em MS e mulheres ampliam liderança na formação superior

Levantamento do IBGE mostra que número de adultos com ensino superior completo saltou de 227 mil para 426 mil em menos de uma década; participação feminina segue acima da masculina

21/06/2026 14h28

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul vive uma transformação silenciosa, mas significativa, em seu perfil educacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (19), mostram avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses.

O levantamento aponta que o número de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior saltou de 227 mil, em 2016, para 426 mil, em 2025.

O crescimento de 87,7% em menos de uma década revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre a população.

O crescimento de 87,7% revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre os sul-mato-grossenses.

O avanço acompanha uma tendência nacional de ampliação do acesso às universidades, mas em Mato Grosso do Sul ocorreu em ritmo superior ao registrado no país. Em 2016, apenas 14,5% da população adulta possuía diploma universitário.

Em 2025, o percentual alcançou 23,1%, ficando acima da média nacional, de 21,4%. O crescimento reflete mudanças importantes no perfil da mão de obra estadual e amplia as perspectivas de inserção profissional em áreas que exigem maior qualificação.

Ensino superior completo em 2025

As mulheres seguem liderando a formação universitária em Mato Grosso do Sul. Em 2025, elas representavam 256 mil dos 426 mil moradores com diploma de ensino superior, o equivalente a cerca de 60% dos graduados do Estado.

  • Mulheres: 27%
  • Homens: 19%

A diferença em relação aos homens reforça uma tendência observada nos últimos anos de maior presença feminina nas universidades e na conclusão dos cursos superiores.

O protagonismo feminino tem contribuído diretamente para a elevação dos indicadores educacionais do Estado. Especialistas apontam que a maior permanência das mulheres nos estudos e a busca crescente por qualificação profissional ajudam a explicar a diferença observada entre os sexos.

Apesar de apresentarem maior nível de escolaridade, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens em Mato Grosso do Sul. Dados da PNAD Contínua mostram que, em 2025, o rendimento médio feminino foi de R$ 3.210, enquanto os homens receberam, em média, R$ 4.127 por mês.

A diferença supera R$ 900 mensais e evidencia que o avanço educacional das mulheres não tem sido acompanhado pela mesma evolução na remuneração.

Mesmo representando a maioria entre os graduados e registrando maior participação no ensino superior, elas continuam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho.

Desigualdade racial ainda marca acesso à educação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, revelam avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses, mas mostram que as desigualdades raciais ainda permanecem presentes no acesso ao ensino superior.

Em 2025, 23,1% da população branca de Mato Grosso do Sul com 25 anos ou mais possuía diploma universitário, enquanto entre pretos e pardos o percentual era de 17,2%.

Embora a diferença tenha diminuído ao longo dos últimos anos, a conclusão da graduação continua sendo mais frequente entre os brancos.

Por outro lado, a população preta e parda foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no período analisado. Em nove anos, o percentual de graduados praticamente dobrou, passando de 9,8% em 2016 para 17,2% em 2025.

O resultado demonstra uma ampliação do acesso às universidades, mas também evidencia que a igualdade de oportunidades no ensino superior ainda não foi plenamente alcançada no Estado.

Ensino superior completo em 2025

  • Brancos: 23,1%
  • Pretos e pardos: 17,2%

Ensino superior completo em 2016

  • Brancos: 20%
  • Pretos e pardos: 9,8%

Baixa escolaridade

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2025

  • Brancos: 27,7%
  • Pretos e pardos: 35,7%

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2016

  • Brancos: 37,9%
  • Pretos e pardos: 49,2%

Outro dado relevante da Pnad Contínua é a redução da população com baixa escolaridade. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 44,1% em 2016 para 32,2% em 2025.

A melhora foi registrada em todos os grupos raciais. Entre pretos e pardos, a taxa recuou mais de 13 pontos percentuais no período, enquanto entre os brancos a queda foi de pouco mais de 10 pontos.

Apesar da evolução, mais de um terço da população preta e parda adulta ainda permanece nos níveis mais baixos de escolaridade, evidenciando desafios históricos relacionados ao acesso e à permanência na educação.

Ensino médio completo

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2025

  • Brancos: 31%
  • Pretos e pardos: 32,6%

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2016

  • Brancos: 28,9%
  • Pretos e pardos: 26,6%

A pesquisa também identificou crescimento da parcela da população que concluiu o ensino médio ou ingressou no ensino superior sem finalizar a graduação.

Em Mato Grosso do Sul, esse grupo passou de 27,7% para 31,9% entre 2016 e 2025, indicando que um número maior de pessoas está avançando na trajetória educacional.

Os números sugerem que mais sul-mato-grossenses estão chegando às portas da universidade, embora parte deles ainda encontre dificuldades para concluir os cursos.

Fatores como renda, necessidade de conciliar estudo e trabalho, distância dos centros universitários e evasão acadêmica continuam entre os principais obstáculos apontados por especialistas.

Os dados da Pnad Contínua mostram que Mato Grosso do Sul alcançou um patamar inédito de formação universitária, impulsionado principalmente pelas mulheres e pelo avanço educacional da população preta e parda.

Ao mesmo tempo, revelam que o desafio não está apenas em ampliar o acesso às universidades, mas em garantir condições para que mais estudantes concluam a graduação e para que as diferenças raciais observadas nos indicadores educacionais continuem diminuindo nos próximos anos.

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