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Brasília

Australiana é presa suspeita de racismo contra manicures

Australiana é presa suspeita de racismo contra manicures

G1

16/02/2014 - 16h52
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Uma australiana foi presa em Brasília na noite desta sexta-feira (14) suspeita de agredir e ofender duas funcionárias e uma cliente negras de um salão de beleza da superquadra 115 Sul, além de desacatar o policial militar, também negro, que a conduziu à delegacia. Na delegacia, ela também ofendeu o agente responsável por atender a ocorrência. Parte da situação foi gravada pela recepcionista do local. O caso é investigado pela 1ª DP.

Segundo testemunhas, a suposta agressora tem cerca de 30 anos e entrou no estabelecimento para fazer as unhas do pé. A primeira pessoa que ela ofendeu foi uma manicure, que preferiu não se identificar por se sentir envergonhada. A profissional foi contratada pelo salão há uma semana.

A suposta agressora foi levada para a delegacia e foi transferida neste sábado (15) para a Penitenciária Feminina do Gama (Colmeia). Segundo a Polícia Civil, ela vive regularmente no Brasil há cinco anos e já foi detida por dirigir sob efeito de álcool.

A Polícia Civil informou que mulher foi presa por racismo e não por injúria racial porque disse que não poderia ser atendida pela funcionária negra. Ela cometeu segregação racial ao afirmar que a profissional não poderia executar o serviço por ser de "raça ruim".

O encaminhamento para a penitenciária da Colmeia comprova que ela foi enquadrada por racismo, segundo a polícia. Se fosse por injúria, ela teria assinado um termo de comparecimento à Justiça e deixaria a delegacia. O crime de racismo é inafiançável. A suspeita pode permanecer presa por até um ano.

"Ela chegou e perguntou se havia alguém que pudesse fazer o pé dela. A recepcionista disse que sim, então ela sentou. Quando ela viu que seria eu, disse que não queria", lembra a manicure. "Fiquei sem graça. Aí a menina disse que tinha então outra pessoa, e ela respondeu que podia ser a outra, porque ela era um pouco mais clara. Ela disse que eu era escura demais para fazer a unha dela."

Minutos depois, a suposta agressora teria se incomodado com a presença da manicure e pedido que ela se retirasse. "Ela disse: 'dá para você se retirar? Sua presença está me incomodando. Eu não quero que você fique perto de mim'. Subi na hora, não conseguia parar de chorar", conta a profissional.

Dona do salão, Eliete Lima de Carvalho cuidava do cabelo de uma cliente e só percebeu o problema quando viu a manicure chorando. A proprietária subiu as escadas para o banheiro atrás dela para saber o que havia acontecido e, depois, voltou ao salão para exigir que a cliente se desculpasse.

"Ela disse que não ia se desculpar, que não tinha feito nada de errado. E aí começou a falar do trabalho da outra manicure, dizendo que ficou uma porcaria, que não ia pagar. Outra cliente, que é morena, ficou irritada e pediu para ela abaixar o tom, então ela disse 'eu não sei por que essas pessoas de raça ruim insistem em falar comigo'. Precisei segurar a menina, que queria bater nela", conta Eliete.

A discussão evoluiu para bate-boca e gritaria. A dona do salão acionou a Polícia Militar, mas a suposta agressora tentou fugir. Eliete afirma que pediu mais uma vez que ela se desculpasse, que a situação poderia ser contornada se ela reconhecesse que errou. "Ela disse que queria ver quem iria prendê-la por isso", diz a proprietária.

Abordada por um PM negro, a australiana ainda teria gritado para que ele não dirigisse a palavra a ela. A cliente ofendida, as funcionárias, a dona do salão e a cliente de quem ela cuidava, que é advogada, foram para a delegacia prestar depoimento.

Assustada e desconfortável, a manicure que não quis se identificar disse que nunca passou por isso antes. "Ela insistiu que não queria nenhum de nós, pretos, falando com ela. Disse que éramos raça ruim", conta.

De acordo com os dados mais atualizados disponíveis no site da Secretaria de Segurança Pública, houve 409 crimes raciais em 2012 no DF.

Protesto
Indignada com a situação, Eliete decidiu trabalhar com o cabelo o mais volumoso possível neste sábado. "Não admito funcionário tratar mal cliente, nem cliente tratar mal funcionário. E não admito preconceito, de forma alguma", afirmou. "Ela me machucou profundamente. Agiu como se fosse melhor por não ser negra ou porque acha que ser manicure é ser inferior. Não aceito."

No momento da confusão, havia cinco clientes e nove funcionárias no salão - quatro delas, negras. O estabelecimento funciona há dez anos.

Eliete disse ainda que, pela manhã, comentou com as funcionárias que achou absurdo o ocorrido com o jogador Tinga, do Cruzeiro, vítima de racismo durante partida contra o Real Garcilaso, pela Taça Libertadores, no Peru. "Ainda falei que era inadmissível, que esse era o tipo de coisa que eu não conseguia acreditar que ainda existia."

O episódio de racismo contra o jogador ocorreu na cidade peruana de Huancayo. Tinga, que é negro, entrou no segundo tempo. Sempre que ele tocava na bola, a torcida do time da casa, fazia sons que imitavam um macaco.

FÉ E DEVOÇÃO

Fiéis celebram São Carlo Acutis em santuário onde ocorreu milagre em Campo Grande

Celebrações nesta segunda-feira (12) marcam os 20 anos da morte do jovem italiano e reúnem devotos para missas, orações e veneração de relíquias

12/10/2026 12h15

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano Divulgação

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Fiéis se reúnem nesta segunda-feira (12) no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis, no Jardim Marabá, em Campo Grande, para celebrar a memória do jovem italiano que se tornou o primeiro santo da geração millennial. A data marca os 20 anos de sua morte e tem significado especial para a Capital, onde ocorreu o primeiro milagre reconhecido pelo Vaticano e atribuído à sua intercessão.

A programação religiosa começou às 6h, com a Hora da Graça dedicada ao santo, seguida de um café da manhã partilhado, às 7h. Às 8h30, os devotos participaram de uma missa em homenagem a Carlo Acutis, dando continuidade às atividades que integram a 36ª Festa da Padroeira e São Carlo Acutis.

Um dos momentos de destaque é a veneração do pulôver azul utilizado pelo jovem italiano em vida. A peça, doada por sua mãe, Antonia Salzano, permanece exposta para visitação dos fiéis das 8h30 às 17h.

Além das celebrações religiosas, o santuário recebe devotos que buscam agradecer por graças alcançadas e renovar a fé. O local se tornou referência para peregrinos após o reconhecimento do milagre ocorrido na Capital, que contribuiu para a beatificação de Carlo Acutis, em 2020.

A programação também prevê missa no rito tridentino, às 11h, e atividades dedicadas a Nossa Senhora Aparecida durante a tarde. Às 17h30, está prevista uma procissão com a imagem da padroeira do Brasil, seguida de missa solene, às 18h, e coroação da imagem no santuário.

Milagre na Capital

A ligação de Carlo Acutis com Mato Grosso do Sul começou em 12 de outubro de 2013, quando Matheus Lins Vianna, então com três anos, participou de uma celebração religiosa na comunidade.

O menino sofria de pâncreas anular, uma anomalia congênita que provocava vômitos frequentes e dificuldades de alimentação. Durante a celebração, a criança tocou uma relíquia de Carlo Acutis e pediu para parar de vomitar.

Segundo os relatos apresentados à Igreja Católica, Matheus voltou a se alimentar normalmente após o episódio. Exames posteriores não identificaram mais a alteração anteriormente diagnosticada.

O caso passou por investigação e foi reconhecido pelo Vaticano como milagre atribuído à intercessão de Carlo Acutis, permitindo sua beatificação em outubro de 2020.

A canonização ocorreu em 7 de setembro de 2025, durante cerimônia presidida pelo papa Leão XIV, no Vaticano, após o reconhecimento de um segundo milagre, relacionado à recuperação de uma jovem da Costa Rica que sofreu um grave acidente.

Em 12 de outubro de 2025, a antiga Capela Nossa Senhora Aparecida, ligada ao primeiro milagre, foi elevada à condição de santuário arquidiocesano dedicado à padroeira do Brasil e a São Carlo Acutis.

Santo da geração millennial

Nascido em Londres, em 1991, e criado em Milão, na Itália, Carlo Acutis ficou conhecido por utilizar a internet como instrumento de evangelização.

Apaixonado por informática, o adolescente desenvolveu um site para divulgar milagres eucarísticos reconhecidos pela Igreja Católica, aproximando a fé do universo digital.

Carlo morreu em 12 de outubro de 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia. Sua trajetória de devoção e solidariedade fez com que se tornasse uma referência religiosa, especialmente entre os jovens.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, em abril deste ano, a transferência de sua memória litúrgica para 13 de outubro, para evitar a coincidência com a solenidade de Nossa Senhora Aparecida. Em Campo Grande, no entanto, as homenagens aos dois santos foram mantidas nesta segunda-feira (12).

O santuário está localizado na Rua Ismael Silva, nº 10, no Jardim Marabá.

12 de outubro

Fé e devoção levam multidão em procissão na BR-163 em Dourados

Organizadores projetaram público de 50 mil pessoas nas celebrações religiosas e 20 mil romeiros em caminhada pela rodovia

12/10/2026 12h15

Milhares de romeiros em procissão da BR-163

Milhares de romeiros em procissão da BR-163 Foto: Clara Medeiros/Dourados News

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Milhares de católicos participaram da 27ª Romaria de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta segunda-feira (12), em uma procissão de oito quilômetros, entre os KM-265 e KM-273 da BR-163, em Dourados.

De acordo com estimativa realizada pela Motiva Pantanal, 20 mil romeiros caminharam de Dourados até o Santuário Diocesano, localizado na Vila São Pedro.

A pé ou de carro/moto, peregrinos passaram pelas margens da BR-163 em devoção à Nossa Senhora Aparecida.

Devotos aproveitaram a ocasião para agradecer pelas graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos.

Segundo os organizadores, no total, 50 mil pessoas teriam participado das celebrações religiosas.

Neste ano, não houve a tradicional peregrinação de Nossa Senhora Aparecida na rodovia. A imagem da padroeira estará no Santuário. O tema deste ano é "Com Maria, ser comunidades acolhedoras, rumo ao Jubileu dos 70 anos".

Para garantir mais segurança aos participantes, a Motiva Pantanal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram uma operação especial de sinalização, monitoramento e orientação ao tráfego no trecho, com apoio da Guarda Municipal de Dourados, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), Polícia Militar Rodoviária (PMR), Corpo de Bombeiros (CBMMS), Polícia Militar (PMMS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Dourados.

“A Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um momento muito especial para milhares de pessoas e exige uma operação planejada para conciliar a caminhada dos fiéis com a circulação de veículos. Nosso trabalho é oferecer as melhores condições de segurança durante todo o percurso. Por isso, orientamos os motoristas a reduzirem a velocidade, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações das equipes. Aos romeiros, pedimos que permaneçam nas áreas delimitadas e evitem travessias pela rodovia”, destacou o gerente de Operações da Motiva Pantanal, Fábio Oliveira.

A operação contou com pontos de orientação nas rotatórias localizadas nos KMs 265, 267, 270 e 273 da BR-163/MS.

PROGRAMAÇÃO

A programação do Santuário Diocesano incluiu procissão, caminhada, romaria, oração e missa. Confira:

  • 5h30: Celebração da primeira Santa Missa e Recitação do Santo Terço
  • 7h: Acolhida dos romeiros; início do atendimento de confissões; louvor e adoração
  • 8h: Terço Meditado; chegada e acolhida solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida
  • 10h: Santa Missa Solene; cerimônia de Coroação de Nossa Senhora

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