Cidades

PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA

Baixo acumulado de chuva reduz buraqueira e agiliza serviço tapa-buraco na Capital

Sem muitas chuvas, 1,5 mil buracos são tapados diariamente em ruas e avenidas

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Em comparação a outros anos, buracos têm sido vistos com menor frequência, nos meses de dezembro e janeiro, em ruas e avenidas de Campo Grande.

Geralmente, na estação de verão, a qual chuvas são contínuas, é comum encontrar uma infinidade de buracos, aberturas e rachaduras no asfalto.

A água da chuva e enxurrada são responsáveis por formar crateras na pavimentação asfáltica e, além disso, atrapalham o desempenho do serviço de tapa-buraco em bairros.

O acúmulo de água associado à movimentação de carros, principalmente veículos mais pesados, facilitam as aberturas no asfalto.

Serviço tapa-buraco em ruas e avenidas da Capital. Foto: Divulgação/Sisep

Mas, neste ano, têm chovido pouco no verão, o que contribui para a redução do número de rachaduras no asfalto e aceleração do serviço tapa-buraco.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, em média, 52 milímetros foram registrados entre 1 e 26 de janeiro de 2024. Eram esperados de 212,7 mm a 231,9 mm para o mesmo período. Portanto, choveu 24% do esperado no mês de janeiro.

Com isso, o baixo acumulado de chuva reduziu a buraqueira e agilizou o serviço tapa-buraco nas ruas e avenidas de Campo Grande.

TAPA-BURACO

Serviço de tapa-buraco é o ato de tampar, cobrir, fechar, preencher e reparar buracos, aberturas, rachaduras e cavidades no asfalto.

O órgão responsável pela atividade é a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), através da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG). O serviço de manutenção de vias pavimentadas é realizado durante o ano todo.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a PMCG afirmou que, atualmente, 1,5 mil buracos são tapados por dia na Capital. Em 2023, 343.089 buracos foram fechados pelas equipes da Sisep.

De acordo com a pasta, o serviço está mais ágil atualmente devido ao baixo acumulado de chuvas e ao empenho em solucionar as aberturas no asfalto.

“A Sisep vem procurando sempre melhorar, dar maior resolutividade às ações e, no caso desse serviço, antes eram feitos de 800 a 1000 tapa-buracos por dia e hoje são em média 1500/dia”, informou a secretaria por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Cada dia da semana o serviço encontra-se em um bairro diferente na Capital, tendo em vista que o cronograma é elaborado de acordo com a demanda recebida pela secretaria, mas, é sempre atualizada no dia anterior devido aos casos emergenciais que surgem.

Vale ressaltar que vias com passagem de transporte coletivo e ruas com intenso tráfego de veículos são os mais priorizados.

A Sisep mantém, diariamente, equipes nas sete regiões urbanas - Segredo, Prosa, Centro, Lagoa, Imbirussu, Bandeira e Ananhanduizinho - para realizar o serviço de tapa-buraco.

Para solicitar o fechamento de um buraco, a população pode acionar equipes da Sisep, através do número 156.

BURACOS

Por mais que rachaduras no asfalto estejam “escassas”, ainda é possível encontrar buracos em ruas e avenidas de Campo Grande.

Equipe do Correio do Estado percorreu alguns bairros de Campo Grande e verificou que existem aberturas graves no asfalto/ruas de chão nos bairros Noroeste, Centro, Planalto e Nova Campo Grande.

Na avenida 14 de julho, entre a Afonso Pena e 15 de novembro, há uma abertura de aproximadamente 40 cm x 10 cm, a qual cabe perfeitamente o pneu de veículo dentro.

Na avenida Duque de Caxias, por mais que equipes da Sisep estejam recapeando a via, ainda existem valetas no asfalto que oferecem risco aos motoristas.

No Jardim Noroeste, cratera gigantesca se abriu no cruzamento da rua Urupês com a Estrada EW1. Quando chove, a rua vira uma “cachoeira” e é impossível transitar no bairro. Veja o vídeo:

“Na verdade nós não temos rua mais. A frente da minha casa é essa [vídeo]. Difícil morar aqui”, afirmou Marinês Silvestini Maciel, moradora da região há cerca de 30 anos.

De acordo com a Prefeitura, a Sisep busca recursos financeiros para recapear vias e melhorar as condições de tráfego.

“Em Campo Grande são mais de 3 mil km de vias pavimentadas e a maioria tem mais de 30 anos. A Prefeitura está em busca de recursos para recapear o maior número possível de vias e assim melhorar as condições de tráfego e mobilidade nas ruas e avenidas. Vários fatores contribuem para a abertura de buracos no asfalto, principalmente tempo e desgaste do pavimento”, afirmou a Prefeitura de Campo Grande, em nota enviada ao Correio do Estado.

DANOS PARA O CARRO

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o mecânico automotivo, Durval Vivela, afirmou que buracos podem causar prejuízos para o veículo, como danos em:

  • Pneu
  • Suspensão
  • Amortecedor
  • Alinhamento
  • Balanceamento
  • Terminais de direção
  • Pivôs 
  • Buchas de bandeja

“Na suspensão, danifica os amortecedores, terminais de direção, pivôs, buchas de bandejas e coxim do amortecedor tanto dianteiro quanto traseiro. Os pneus também podem se deslocar e criam bolas nas laterais, e também corta os pneus. Assim também afetando o alinhamento e balanceamento do veículo gerando desgastes prematuro dos pneus”, explicou. 

Crime Organizado

Líderes do Comando Vermelho que ordenavam homicídios em MS vão para presídio federal

Mesmo presos em Cuiabá, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como mandantes de ataques em Três Lagoas; dupla foi transferida para penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró.

07/08/2026 18h31

Presos apontados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró.

Presos apontados como líderes do Comando Vermelho foram transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró. Foto: Divulgação

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Mesmo atrás das grades na Penitenciária Central de Cuiabá, em Mato Grosso, dois presos apontados como lideranças do Comando Vermelho (CV) continuavam exercendo poder sobre integrantes da facção e ordenando ataques e homicídios em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul. A descoberta levou à transferência dos dois para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como integrantes de posição de comando na estrutura da organização criminosa e suspeitos de determinar pelo menos três ataques registrados nos últimos meses em Três Lagoas, em meio à disputa territorial entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Três Lagoas indicaram que a prisão no sistema penitenciário de Mato Grosso não havia interrompido a atuação dos investigados. Mesmo custodiados, eles teriam mantido influência sobre integrantes da organização que estavam fora das unidades prisionais.

Conforme os elementos reunidos durante a investigação, os dois recebiam e transmitiam ordens, articulavam ações criminosas e continuavam coordenando homicídios qualificados.

A suspeita é de que as determinações repassadas de dentro da prisão estivessem diretamente relacionadas à recente escalada da violência provocada pela disputa entre facções em Três Lagoas.

No mês de maio em apenas três dias, a cidade registrou uma sequência de atentados, incluindo mortes, que passaram a ser investigados dentro do contexto da rivalidade entre CV e PCC.

Transferência para presídio federal

Diante dos indícios de que os presos continuavam exercendo funções de comando, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, determinou a adoção de medidas para retirar os dois do sistema penitenciário estadual.

A Polícia Civil então representou à Justiça pela inclusão emergencial de Bruno Rafael e Bruno Jorge no Sistema Penitenciário Federal. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e posteriormente foi deferido pela Justiça Federal.

Com a autorização, os dois foram retirados da Penitenciária Central de Cuiabá e transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró, unidade de segurança máxima destinada, entre outros perfis, a presos considerados de alta periculosidade e integrantes de posições estratégicas de organizações criminosas.

Na decisão, a Justiça considerou a elevada periculosidade atribuída aos investigados e os indícios de que ambos exerciam funções de comando dentro da organização criminosa.

Também foi considerado que a permanência deles no sistema penitenciário estadual não estava sendo suficiente para impedir a continuidade das atividades ilícitas.

A atuação atribuída aos dois presos também teria contribuído para a intensificação da violência registrada recentemente em Três Lagoas, justamente pela capacidade de manter contato e influência sobre integrantes da facção mesmo durante o cumprimento da pena.

Medida é inédita em Mato Grosso do Sul

A transferência representa um precedente para a segurança pública sul-mato-grossense. Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), esta é a primeira vez que uma solicitação feita por Mato Grosso do Sul resulta na transferência de presos que estavam custodiados pelo sistema penitenciário de outro Estado diretamente para uma unidade do Sistema Penitenciário Federal.

O pedido foi fundamentado nos reflexos que as ordens atribuídas aos investigados estavam provocando em território sul-mato-grossense, apesar de ambos estarem fisicamente presos em Mato Grosso.

Com o envio para Mossoró, as autoridades buscam dificultar a comunicação dos investigados com integrantes da organização criminosa e interromper a cadeia de comando responsável pela articulação dos ataques.

Estado endurece estratégia contra chefes de facções

A operação também deverá servir como modelo para situações semelhantes. Por determinação de Antonio Carlos Videira, a transferência para o sistema federal passará a integrar a estratégia das forças de segurança estaduais contra integrantes de organizações criminosas que continuarem comandando crimes com reflexos em Mato Grosso do Sul mesmo estando presos em outros Estados.

A diretriz estabelece que, quando as investigações identificarem presos ordenando homicídios, atentados ou outras ações criminosas que atinjam Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil deverá adotar as medidas judiciais cabíveis para solicitar a inclusão dos envolvidos no Sistema Penitenciário Federal.

A estratégia busca atingir diretamente a estrutura de comando das facções e impedir que lideranças utilizem unidades prisionais estaduais para manter influência sobre integrantes em liberdade.

No caso de Três Lagoas, a medida ocorre em meio ao acirramento da disputa entre Comando Vermelho e PCC e à sequência de episódios violentos investigados pelas forças de segurança.

Agora em Mossoró, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva ficarão submetidos às regras de uma unidade federal de segurança máxima, enquanto as investigações sobre os ataques e os demais integrantes envolvidos na disputa entre as facções continuam.

Revisão dos Protocolos

Polícia Militar de MS revisa protocolos de abordagem, uso da força e mortes em ações

MS já soma 96 mortes decorrentes de intervenção policial neste ano; corporação criou comissões para revisar abordagens, buscas, uso da força e procedimentos em ocorrências fatais.

07/08/2026 17h28

PM de MS iniciou revisão de protocolos que orientam abordagens e o uso da força pelos policiais.

PM de MS iniciou revisão de protocolos que orientam abordagens e o uso da força pelos policiais. Foto: Divulgação

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul iniciou uma ampla revisão dos procedimentos que orientam a atuação dos policiais nas ruas, incluindo regras para abordagens, buscas pessoais e domiciliares, emprego da força e procedimentos adotados em ocorrências que terminam com pessoas feridas ou mortas durante intervenções policiais.

Um conjunto de sete portarias, assinado pelo comandante-geral da PMMS, coronel Renato dos Anjos Garnes, e publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (7), cria comissões específicas para analisar e propor mudanças nos protocolos operacionais da corporação. Os atos foram assinados na quinta-feira (6). 

A reformulação alcança diferentes etapas da atividade policial. Entre os assuntos que passarão por análise estão abordagem policial, busca pessoal, abordagem veicular e busca domiciliar; técnicas de mãos livres; instrumentos de menor potencial ofensivo; gerenciamento de crises; ocorrências com lesão corporal ou morte decorrente de intervenção policial; e a própria base doutrinária do chamado Uso Diferenciado da Força (UDF).

Também será elaborado um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Na fundamentação das portarias, a Polícia Militar afirma que a medida busca modernizar as normas internas relacionadas ao uso da força, adequar os procedimentos às diretrizes nacionais e padronizar os protocolos empregados nos diferentes níveis de intervenção policial.

A corporação também cita entre os objetivos o fortalecimento da segurança jurídica das ações dos militares, o aprimoramento dos mecanismos de controle, supervisão e responsabilização e a incorporação de boas práticas contemporâneas de segurança pública. 

Abordagens e buscas serão revistas

Uma das mudanças potencialmente mais perceptíveis para a população está prevista na Portaria nº 033. O documento cria uma comissão exclusivamente para revisar os procedimentos relacionados à abordagem policial, busca pessoal, abordagem de veículos e busca domiciliar. 

Na prática, o grupo deverá analisar as regras internas que norteiam desde a abordagem de uma pessoa em via pública até situações em que policiais realizam buscas em veículos ou imóveis.

A portaria não estabelece, neste momento, quais regras serão alteradas. O trabalho das comissões é justamente revisar os atos normativos existentes e apresentar propostas de atualização.

Portanto, a publicação desta sexta-feira não modifica imediatamente a forma como as abordagens são realizadas, mas abre o processo interno que poderá resultar em novos procedimentos.

O movimento faz parte de uma revisão mais abrangente da doutrina operacional da PM. A corporação afirma que pretende uniformizar procedimentos e adequá-los às diretrizes nacionais relacionadas ao uso da força. 

Mortes durante intervenções entram na revisão

Outro ponto de maior repercussão está na Portaria nº 037, que criou uma comissão especificamente para analisar os procedimentos adotados em ocorrências com lesão corporal ou morte decorrente de intervenção policial. 

O tema ganha relevância diante dos índices recentes de letalidade policial registrados em Mato Grosso do Sul.

Até 7 de agosto deste ano, o Estado contabiliza 96 mortes decorrentes de intervenção policial, conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) levantados anteriormente pelo Correio do Estado. Desde o início da série histórica, iniciada em 2016, foram contabilizadas 730 mortes desse tipo em MS. 

Em média, neste ano, uma pessoa é morta em decorrência de intervenção policial a cada 60 horas. No ano passado, essa média era de uma morte a cada 120 horas.

Em números gerais, este ano é o 2° ano mais letal da série histórica, contabilizada desde 2016, abaixo apenas do ano de 2023, que registrou 131 mortes deste tipo. 

No período ampliado, entre 2016 e 2026, três policiais perderam a vida durante o serviço, evidenciando que os confrontos armados representam riscos tanto para os suspeitos envolvidos nas ocorrências quanto para os próprios profissionais das forças de segurança.

A portaria publicada agora, porém, não relaciona diretamente a criação da comissão ao aumento ou ao número de mortes registrado em 2026.

A justificativa apresentada pela PM é mais ampla e menciona a necessidade de modernização normativa, adequação às diretrizes nacionais, padronização dos protocolos e aprimoramento dos mecanismos de controle e responsabilização.

A comissão deverá examinar justamente os procedimentos utilizados quando uma ocorrência policial resulta em ferimento ou morte e apresentar propostas para atualização e consolidação das normas internas.

Uso de armas menos letais também será analisado

A revisão alcançará ainda os chamados Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO). A Portaria nº 035 criou uma comissão destinada exclusivamente à atualização dos procedimentos relacionados ao emprego desses instrumentos. 

O documento mantém como fundamentos a necessidade de modernizar os normativos relacionados ao uso da força e adequá-los às diretrizes nacionais, além de reforçar mecanismos de controle, supervisão e responsabilização.

Outra comissão, instituída pela Portaria nº 034, ficará responsável pelas chamadas técnicas de mãos livres, empregadas em intervenções policiais sem a utilização direta de armamentos. 

Com isso, a revisão abrange diferentes níveis da atuação operacional, desde técnicas de contato e contenção física até instrumentos de menor potencial ofensivo e situações de maior gravidade.

Gerenciamento de crises também passa por reformulação

A Portaria nº 036 concentra-se em outro ponto sensível da atividade policial: o gerenciamento de crises, especialmente a atuação do chamado primeiro interventor o policial ou equipe que inicialmente chega a uma ocorrência crítica.

A comissão criada pelo comando da PM terá a missão de revisar, atualizar e consolidar os procedimentos relacionados a essas situações. 

Esse trabalho integra o mesmo processo de padronização adotado nas demais áreas e deverá resultar em propostas de novos procedimentos operacionais.

Doutrina sobre uso da força será revisada

Fechando o pacote de mudanças, a Portaria nº 038 estabelece uma revisão da própria base doutrinária de Uso Diferenciado da Força (UDF) da Polícia Militar.

A medida é mais abrangente porque trata dos fundamentos que orientam a aplicação dos diferentes níveis de força pelos policiais militares. A comissão deverá apresentar propostas para atualização, adequação e consolidação dessa doutrina. 

Entre as razões apresentadas pela corporação estão o alinhamento ao Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, a modernização dos normativos internos e a adoção de boas práticas e diretrizes contemporâneas de segurança pública. 

Protocolo específico para pessoas com autismo

O conjunto de medidas traz ainda uma frente distinta das demais. A Portaria nº 032 determina a elaboração de um Procedimento Operacional Padrão para atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

Nesse caso, a iniciativa ocorre após recomendação do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), que encaminhou à corporação, em maio, um ofício recomendando a criação de protocolo operacional específico para esse tipo de atendimento. 

A PM menciona ainda a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.

O objetivo declarado é padronizar a atuação dos militares, oferecer maior segurança jurídica e incorporar boas práticas de atendimento especializado, observando princípios como necessidade, proporcionalidade, razoabilidade e respeito à dignidade humana. 

Com as sete frentes abertas simultaneamente, a Polícia Militar coloca em revisão uma parcela significativa dos protocolos que orientam sua atuação operacional.

As portarias, entretanto, representam o início do processo: caberá às comissões analisar as normas atuais e elaborar propostas antes que eventuais novos procedimentos sejam efetivamente incorporados à rotina dos policiais militares.

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