Cidades

Segurança

Base móvel da GCM permanecerá em locais estratégicos da região central de Campo Grande

Segundo o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga, a Base Móvel da Guarda Cívil Metropolitana ficará uma semana em cada ponto da região central

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Mais uma base móvel da Guarda Civil Metropolitana foi instalada, desta vez na região central de, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Os agentes farão rondas na região das 7h às 22h.

A base foi instalada, na segunda-feira (12), em frente à Morada dos Baís, que é considerada uma região de grande fluxo de pessoas e andarilhos. 

"A GCM está na segunda região da operação Guarda em Ação. Como a região da Morada dos Baís é um local vulnerável, com bastante fluxo de pessoas, a instalação da base nesse ponto atende a um pedido dos moradores e comerciantes da região", justificou o secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga.

Segundo o secretário da Sesdes a base ficará uma semana em cada ponto da região central, tendo como referência as demandas da população, sendo composta por quatro viaturas, e duas motocicletas que farão o reforço das rondas no entorno. 

Além disso, agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e Grupamento Especializado de Moto patrulhamento (GEMOP) irão compor a segurança para manter a segurança e a ordem. 

Carnaval 2024

Desde o início do Carnaval, no dia 9 de fevereiro, a Guarda Civil Metropolitana participou da ação distribuindo panfletos de apoio à segurança da mulher. Com dados como locais de segurança, telefone em caso de ocorrência e informações acerca dos tipos de violência contra a mulher.

"Queremos deixar a mensagem que em todos os momentos, mesmo de diversão, a mulher nunca está sozinha, que o poder público tem cuidados em todas as atividades e ações do nosso calendário cultural. Nesse momento nosso foco também é a orientação educativa", complementa Gonzaga.

Equipes da GCM estarão presentes na Esplanada Ferroviária, nesta terça-feira (13), e na Praça do Papa onde ocorre o Desfile das Escolas de Samba. "A mulher que se sentir em risco, que esteja sendo assediada ou até mesmo precisar pedir socorro, basta sinalizar imediatamente com um gesto para a Guarda ou ligar imediatamente para o 153, que entraremos com o apoio imediatamente", conclui Gonzaga. As equipes estarão em viaturas compostas por um agente da GCM homem e duas mulheres.

Patrulha Maria da Penha

A Guarda Civil Metropolitana possui uma divisão especializada no atendimento das vítimas de violência doméstica. Aptas para oferecer atendimento humanizado, também promovem visitas domiciliares regulares, fazem telefonemas e acompanhamento das mulheres em situação de risco, para garantir o bem-estar e segurança.

Deste modo a GCM consegue acompanhar de perto, em especial no caso de mulheres que possuem medidas protetivas e podem verificar se os autores estão cumprindo a determinação imposta pela lei. A sede da Patrulha Marida da Penha fica na Casa da Mulher Brasileira, que oferece atendimento ininterrupto.

Ações anteriores

Em setembro de 2023, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) instalou uma base móvel da Guarda Cívil Metropolitana nas proximidades da antiga rodoviária, no bairro Amambaí. 

O secretário da Sesdes Anderson Gonzaga, explicou que a medida foi tomada para atender a um pedido feito pelos comerciantes e moradores da região que virou um local de concentração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

No local, ficaram seis carros e duas motocicletas para atender a ocorrência. Com a presença da GCM houve dispersão das pessoas em situação de rua para outras localidades da região central.

"Também foi realizado trabalho com a Sisep (Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos) e SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) para apoio a população em vulnerabilidade. A segurança também será de forma preventiva nos próprios espaços públicos, obra da antiga rodoviária, orlas morena e ferroviária e comércio da Região", explicou Anderson à época.

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Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

127 anos

"Operação de guerra" prepara bolo de 800 quilos para aniversário de Campo Grande

Mais de 100 pessoas trabalham na produção que será entregue gratuitamente à população após o desfile Civico do aniversário da Capital

25/08/2026 17h30

Foto: Paulo Ribas

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O desafio começou há cerca de 45 dias, com uma ideia que, aos poucos, ganhou peso, literalmente. Para comemorar os 127 anos de Campo Grande, o Sistema Comércio MS preparou um bolo de cerca de 800 quilos, com 32 metros de extensão, que será distribuído gratuitamente à população às 11h desta terça-feira (26), após o tradicional desfile de aniversário da Capital.

Da definição da receita à montagem final no Centro de Campo Grande, a produção mobilizou mais de 100 pessoas. São 40 alunos, cerca de 20 professores, além da equipe técnica responsável por logística, armazenamento, transporte, segurança e distribuição.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Juliano Wertheimer, conta que a ideia surgiu logo no início de sua gestão.

A proposta era transformar o aniversário da cidade em uma grande ação coletiva e, ao mesmo tempo, colocar em prática o trabalho desenvolvido pelo Sistema Comércio, especialmente na formação profissional. “O Senac faz parte do Sistema Comércio e nós estamos levando a Escola de Gastronomia a um grande desafio de executar um bolo para 2,5 mil pessoas. É uma atividade ao mesmo tempo educacional e, ao mesmo tempo, um presente para Campo Grande”, disse Wertheimer.

160 HORAS DE PRODUÇÃO

O bolo escolhido é do tipo chiffon, uma massa leve e macia, recheada com doce de leite. A escolha não foi aleatória. Segundo a gerente do Senac Cultura e Gastronomia, Roberta Francis, professores e alunos participaram de todo o processo, desde a definição da ficha técnica até a execução da receita.

“O bolo é um chiffon, muito leve e macio, essa é a proposta. Os docentes se reuniram para fazer a ficha técnica e poderiam ter escolhido um pão de ló ou outro tipo de bolo, mas a massa chiffon foi escolhida pela praticidade e pela leveza”, explicou.

O recheio também precisou atender às exigências de uma produção em larga escala. “Muitas pessoas perguntam por que não colocamos frutas. As frutas são muito mais perecíveis. O doce de leite dura mais tempo e nós podemos garantir uma qualidade melhor para o bolo”, acrescentou Roberta.

Foram cerca de 160 horas de trabalho em 20 dias, divididas em dois turnos. Alunos e professores participaram da preparação em escalas, conciliando a produção com outras atividades da instituição.

“A todo momento é aprendizado, desde a produção da receita até a execução final do bolo. É uma produção em larga escala. Fizemos um cronograma de trabalho, colocamos toda a equipe técnica envolvida e também os alunos por horários”, afirmou a gerente.

A produção exigiu soluções que vão além da cozinha. Sem espaço suficiente para armazenar toda a quantidade do bolo nas câmaras frias da Escola de Gastronomia, a equipe precisou montar uma operação especial para garantir a conservação até a entrega.

UM CAMINHÃO CHEIO DE BOLO

Depois de produzidas, as 18 partes que formam o bolo passaram por uma operação de transporte dentro da própria escola. As estruturas saíram das cozinhas didáticas, foram levadas por elevador e, em seguida, acomodadas em um caminhão frigorífico.

O veículo foi higienizado e teve a temperatura definida pela equipe de nutrição. No interior do caminhão, cerca de dez partes do bolo foram acomodadas em uma primeira camada e outras oito na parte superior.

“É um caminhão único com todas as letras. Ele está cheio de bolo e agora é aguardar o deslocamento amanhã”, resumiu Roberta.

A logística continua na manhã do aniversário. O caminhão refrigerado seguirá até o local da entrega, onde ficará posicionado para o descarregamento. A Guarda Civil Metropolitana deverá atuar na segurança e na escolta do transporte.

A montagem final deve levar entre 30 minutos e uma hora. Só então o bolo será descarregado, montado e receberá os últimos detalhes de confeitaria antes de ser entregue à população.

Para Wertheimer, a produção representa mais do que a dimensão de um bolo de 800 quilos. O objetivo é transformar a comemoração em uma demonstração da capacidade de trabalho dos alunos, professores e profissionais envolvidos.

A expectativa é que cerca de 2,5 mil pessoas recebam uma fatia do bolo depois do desfile, em uma estrutura que será montada em frente a uma antiga agência bancária entre a Avenida Calógeras e Afonso Pena, no centro de Campo Grande. A prvisão para o início da distribuição é às 11h.  

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