Uma criança de 2 anos de idade foi internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande na noite deste sábado (7) após beber cerca de meia garrafa da bebida alcoólica catuaba e cair da cama.
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança deu entrada em uma unidade de saúde do bairro Coophavila II, em Campo Grande, apresentando convulsão, traumatismo cranioencefálico e sinais de intoxicação alcoólica durante a triagem.
Segundo relato, a menina teve acesso à bebida dentro da residência, sem supervisão. Após o consumo, a criança ficou sonolenta e foi colocada para dormir. Pouco depois, ela caiu da cama e bateu a cabeça.
Por causa da queda, a criança começou a apresentar tremores, reviramento de olhos e parou de responder à estímulos, sintomas que a levaram para a unidade de saúde.
De acordo com os médicos, a menina apresentava traumatismo craniano com sinais de alarme, intoxicação alcoólica, hipoglicemia e crise convulsiva, apontando indícios de maus-tratos por negligência. A criança foi encaminhada para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa de Campo Grande.
A Polícia Militar foi acionada e, quando chegou ao local, a criança não estava mais acompanhada pela mãe, somente pela avó materna, que afirmou que a filha era usuária de álcool e drogas.
Segundo ela, não sabe com quem a criança fica nos períodos em que a filha fica fora de casa, o que é recorrente. Relatou, ainda, que a residência onde a filha e neta moram é frequentada por usuários de drogas, com livre circulação de pessoas.
A avó relatou que já havia acionado o Conselho Tutelar outras vezes,mas não houve providências práticas.
A Polícia conseguiu localizar a mãe da criança na residência e foi levada para atendimento médico, já que apresentava ferimentos nos braços causados por faca e um trauma na perna esquerda.
Ela relatou à equipe médica que teria sido agredida por pessoas que frequentam a residência e confessou ter ingerido bebida alcoólica e fumado maconha.
O Conselho Tutelar foi acionado novamente e informou que a avó ficará responsável por acompanhar a criança durante a internação, mas não deve assumir a guarda da menor.
A ocorrência será investigada como abandono de incapaz, maus-tratos e oferecimento de bebida alcoólica à criança. A lesão sofrida pela mãe também será investigada.

