Precipitação, que em Miranda somou 18 milímetros, chegou após chuvas acima da média ao longo de junho na maior parte da região pantaneira de MS
Depois de três frentes frias chuvosas atingirem parcela expressiva da região panteira de Mato Grosso do Sul ao longo de junho, a chuva voltou a trazer alívio a partes do Pantanal no último fim de semana, com até 18 milímetro sendo registrados na área urbana de Miranda.
Embora tenham sido de pequena intensidade, estas chuvas adiam a chegada da provável estiagem, que neste ano pode ser mais intensa que em anos anteriores por conta do chamado super El Niño, que já está provocando chuva e calor acima da média em outras regiões do plante.
Além de Miranda, a chuva de sábado à noite também somou 21 milímetros na cidade de Jardim, região próxima do Pantanal onde estão as nascentes do Rio Miranda, um dos principais da planície pantaneira. No mês passado, a soma das pancadas chegou a quase 57 milímetros, sendo que a média para aquele mês é de 36 milímetros.
Em Corumbá, o volume chegou a apenas quatro mílimetros, mas levando em consideração que em junho a chuva ficou um pouco acima da média naquela cidade, a precipitação deste fim de semana ajudou a manter a umidade na região pantanteira. Em junho, algumas regiões do município de Corumbá receberam até 70 milímetros, sendo que a média para aqueles locais é de 17 milímetros.
Na cidade de Porto Murtinho, região sul do Pantanal, o volume ficou em 1,8 milímetro no último fim de semana. Esta região, por sua vez, já havia recebido chuva abaixo da média no mês passado. A média de junho na área urbana é de 46 milímetros. No mês passado, porém, foram apenas 23, conforme dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul).
A chuva também chegou a Aquidauana neste fim de semana, mas também em volume baixo, de epenas um mílimetro. A diferença é que esta região havia recebido 125 milímetros em junho, sendo que a média histórica é de 48 milímetros.
As chuvas nesta época do ano ganham relevância maior por conta dos prognósticos pessimistas que os institutos de meteorologia estão fazendo faz cerca de três meses. Por conta do El Niño, o temor de estiagem e calor acendeu todos os alertas para o risco de queimadas.
Em 2024, ano marcado pelo calor e falta de chuvas, o fogo destruiu 370 mil hectares no Pantanal de Mato Grosso do Sul somente em junho. Agora, apesar do temor, ainda não houve registro de incêndios.
E, temendo que este cenário se repetisse, desde o dia primeiro de junho o Governo do Estado decretou situação de emergência por conta do El Niño. E, conforme a administração estadual, Corpo de Bombeiros mobilizou 170 militares, 25 viaturas, 186 motos sopradores e 17 drones térmicos.
Além disso, 11 bases avançadas foram instaladas em áreas de difícil acesso, como na região da Serra do Amolar, na região norte do Pantanal de Mato Grosso do SUl. Técnicos começaram a fazer monitoramento 24 horas por satélite e queimas prescritas foram antecipadas.
O estado de emergência ambiental permanece em vigor até o início de dezembro de 2026, podendo servir de base para a adoção de novas medidas de prevenção e resposta aos incêndios florestais durante o período mais seco do ano.