Cidades

EM CRISE

Bigolin não paga funcionários e pode fechar as portas na Capital

Decisão de juiz paulista ressaltou "iminente estado de insolvência" de empresa

KLEBER CLAJUS

28/12/2015 - 12h29
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Funcionários da Bigolin Materiais de Construção denunciam atraso no pagamento do décimo terceiro salário e fechamento de lojas em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Juiz paulista, em medida cautelar, chegou a lacrar uma das unidades diante do “iminente estado de insolvência” da empresa.

O anúncio de férias coletivas foi recebido com surpresa pelos funcionários, na quarta-feira (23), diante do não pagamento do décimo terceiro salário. Atrasos haviam se tornado comuns nos últimos meses e a preocupação com a não reabertura da unidade de Ilha Solteira (SP) resultou em ação na Justiça do Trabalho de Araçatuba.

Em medida cautelar, divulgada pelo site paulista Ilha de Notícias, o juiz do trabalho Sidney Xavier Rovida determinou que a loja fosse lacrada. A medida utiliza o patrimônio da empresa como garantia de pagamento dos débitos trabalhistas que somam o não recolhimento, desde janeiro de 2015, do Fundo de Garantia do Trabalhador por Tempo de Serviço (FGTS).

“Igualmente comprova, por meio de documentos juntados aos autos, o possível e iminente estado de insolvência da parte requerida, em razão de sua considerável situação de endividamento, o que torna incerto o adimplento (pagamento) dos créditos trabalhistas por ela devidos aos seus funcionários”, ressaltou o juiz em sua decisão.

Movimentação na loja do Shopping Norte e Sul, em Campo Grande, também colocou funcionários em alerta. Ao Portal Correio do Estado, eles pontuaram que quatro pessoas foram demitidas, no início do mês, depois de atraso no salário. O acerto ainda não foi concluído. A loja, que possui aviso de férias coletivas até 14 de janeiro, apresenta intenso tráfego de caminhões retirando mercadorias pelos fundos desde sábado (26).

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da Bigolin emitiu nota sobre o assunto. Leia na íntegra:

"- No que tange aos questionamentos de lacre e apreensão dos produtos da Loja de Ilha Solteira/SP, não há nada a informar, uma vez que todas as lojas do Estado de São Paulo estão em recesso e a Matriz não tem conhecimento do ocorrido.

- Informamos que todas as unidades que estão de recesso voltarão as suas atividades normais no dia 04 de janeiro de 2016, não havendo, em hipótese alguma a possibilidade de fechar unidades pertencentes a Rede de Lojas Bigolin. Sejam elas situadas no Estado de Mato Grosso do Sul ou no Estado de São Paulo.

- Quanto aos funcionários da Rede de Lojas Bigolin, que são lotados nas unidades que estão em recesso, todos terão seu retorno normal ao trabalho no dia 04 de janeiro de 2016, como previsto, sem que haja demissão. 

- Como é de conhecimento nacional, o país passa por uma crise que, por ter efeito cascata atingiu todos os setores da economia, no entanto, embora a empresa Bigolin tenha sentido os efeitos da crise, a informação de “iminente estado de insolvência” é totalmente inverossímil."

Caminhões estão retirando produtos de loja de shopping (Foto: Correio WhatsApp)

Cidades

Presidente da OAB-MS defende mandato de 10 anos para ministros do STF

Proposta central é o fim da vitaliciedade para os magistrados

05/02/2026 18h10

Bitto Pereira, presidente da instituição

Bitto Pereira, presidente da instituição Foto: Divulgação/ OAB-MS

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O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, Bitto Pereira, reforçou publicamente a necessidade de uma reforma estrutural no Poder Judiciário brasileiro, substituindo o modelo atual por mandatos com prazo determinado de 10 anos. A proposta central é o fim da vitaliciedade para os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Precisamos enfrentar com urgência o debate sobre o fim da vitaliciedade. Defendo um mandato de até 10 anos, tempo suficiente para quem realmente deseja contribuir de forma efetiva com o sistema de justiça”, pontuou o Presidente.

O posicionamento da Seccional sul-mato-grossense alinha-se com o debate conduzido pelo Conselho Federal da OAB. Recentemente, o Presidente Nacional da Ordem, Beto Simonetti, também destacou em artigo ao jornal O Estado de S. Paulo a importância de uma reforma responsável, com regras claras e justiça institucional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quinta-feira (5) que defende um mandato para ministros do STF.

"Eu acho que nada está livre de mudanças. Durante a campanha do Haddad em 2018, estava um mandato para o STF. Eu acho que vamos discutir isso, porque não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos, é muito tempo. Eu acho que pode ter um mandato", disse em entrevista ao Portal Uol.

O presidente ressaltou que esta decisão cabe ao Congresso Nacional, e disse que um projeto neste sentido deve ser apresentado na Câmara dos Deputados ou Senado.

"Esse é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional, que não tem nada a ver com o 8 de janeiro e com o julgamento do 8 de janeiro (...) Estamos confiantes de que em algum momento vai aparecer algum projeto de mudança, e já deve ter projeto de mudanças lá", disse.

Segundo Lula, no entanto, essa decisão nada tem a ver com a tensão entre os Poderes que tem se acirrado após os atos golpistas do 8 de janeiro. 

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Área de descanso

Vereadora é denunciada por funcionários após invadir UPA em Dourados

Documento foi registrado na manhã desta quinta-feira

05/02/2026 18h00

Foto: Divulgação

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Um grupo de profissionais de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Afrânio Martins, de Dourados, protocolou uma denúncia coletiva na Câmara Municipal de Dourados contra a vereadora Isa Marcondes (REP).

O documento, registrado na manhã de 5 de fevereiro de 2026, acusa a parlamentar de invadir a área de repouso dos servidores e gravar imagens sem autorização, configurando assédio e violação de privacidade.

Segundo a denúncia, o episódio ocorreu no dia 31 de janeiro de 2026. Os servidores relatam que a vereadora entrou indevidamente no espaço restrito e exclusivo para o descanso dos trabalhadores, interrompendo o repouso regulamentar da equipe. Além da invasão, Isa Marcondes teria filmado os profissionais em seu momento de pausa, expondo-os de forma constrangedora.

O documento desmonta a narrativa de "negligência" que costuma acompanhar esse tipo de vídeo em redes sociais. Os profissionais esclarecem que o serviço na UPA funciona em regime de revezamento. Ou seja: enquanto um grupo descansa (direito garantido pela legislação trabalhista), a outra parte da equipe mantém o atendimento normal à população, sem prejuízo ao fluxo assistencial.

A representação, assinada por dezenas de servidores , exige uma apuração rigorosa dos fatos e a adoção de medidas administrativas e civis para "prevenir a repetição de condutas semelhantes".

Eles classificam a conduta como "violação à dignidade do trabalhador" e pedem a apuração rigorosa dos fatos nas esferas administrativa, civil e legal, visando resguardar seus direitos trabalhistas e de imagem.

O documento foi recebido pelo protocolo da Câmara Municipal de Dourados nesta quinta-feira. Resta saber se a Casa de Leis vai investigar a conduta da vereadora ou se o episódio será tratado apenas como mais um capítulo do "show" político nas redes sociais.

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