Cidades

ALERTA LIGADO

Bloqueio de R$ 44,9 mi pode comprometer atividades ligadas à segurança hídrica, alerta ANA

Segundo a agência, a preocupação é maior porque a medida ocorre em um cenário de previsão de intensificação de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno Super El Niño

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A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) alertou, em nota, que o bloqueio de R$ 44,9 milhões em seu orçamento de 2026 poderá comprometer atividades consideradas essenciais para a segurança hídrica do País.

Segundo a agência, a preocupação é maior porque a medida ocorre em um cenário de previsão de intensificação de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno Super El Niño, que tende a aumentar os riscos de secas, cheias e inundações. Segundo a agência, a redução de recursos agrava uma situação já marcada por restrições orçamentárias nos últimos anos.

Um dos principais impactos será sobre a operação e manutenção da Rede Hidrometeorológica Nacional, formada por mais de 4,5 mil estações de monitoramento de rios e chuvas distribuídas pelo Brasil. A rede fornece informações utilizadas na emissão de alertas de enchentes e estiagens, no apoio às Defesas Civis, no planejamento do abastecimento de água, da irrigação, da navegação, da geração hidrelétrica e na gestão de reservatórios. Com menos recursos, a produção desses dados poderá ser reduzida, afetando a capacidade de prevenção e resposta a eventos extremos

O contingenciamento também deverá limitar a fiscalização de 197 barragens sob responsabilidade da ANA. A agência prevê redução de inspeções presenciais, visitas técnicas e ações de acompanhamento preventivo dessas estruturas, consideradas estratégicas para a segurança hídrica e para a proteção da população. Além disso, o corte de recursos comprometerá programas de capacitação técnica e estudos que subsidiam a elaboração de normas regulatórias para o setor de saneamento básico.

Outro ponto de preocupação destacado pela agência é a redução dos investimentos em tecnologia da informação e cibersegurança.

MUDANÇAS

Medina deixa chefia do Dracco para assumir a Ouvidoria da Polícia Civil

Para substituí-la no comando do departamento, foi designado o delegado Rodrigo Guiraldelli Yassaka, que já atuou na Denar e na DPE

04/06/2026 16h30

Ana Claudia Medina deixou o comando da Dracco para assumir cargo na PC-MS

Ana Claudia Medina deixou o comando da Dracco para assumir cargo na PC-MS Foto: Marcelo Victor/ Correio do Estado

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A delegada Ana Cláudia Medina deixou o cargo máximo do Departamento de Repressão a Corrupção e ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Dracco/MS) depois de quase seis anos para assumir a ouvidoria-geral da Polícia Civil do Estado, função que estava vaga desde uma denúncia de assédio do antigo ouvidor.

A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última terça-feira (2), que também já divulgou quem vai substituí-la no departamento. Trata-se do delegado Rodrigo Guiraldelli Yassaka, que há alguns anos comandou a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico de Mato Grosso do Sul (Denar/MS) e estava no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Vale lembrar que a ouvidoria da PCMS estava sem um titular desde a dispensa do delegado Wellington de Oliveira, após virem à tona denúncias de assédio moral e sexual feitas por alunas da Academia da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul (Acadepol), em abril deste ano. Desde então, Medina ocupava o cargo de forma interina.

A ouvidoria-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul é o canal oficial de comunicação entre o cidadão e a instituição. Ela serve para receber, analisar e encaminhar sugestões, elogios, reclamações, denúncias e solicitações sobre os serviços prestados e a conduta dos policiais. É este cargo que Medina ocupará a partir de agora.

Outra mudança na segurança pública estadual foi a saída do delegado Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Mato Grosso do Sul (DHPP/MS) para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo de Mato Grosso do Sul (Decon/MS).

Todas as movimentações citadas na reportagem foram assinadas pelo delegado-geral da PCMS, Lupérsio Degerone Lúcio.

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Remuneração de até R$ 17,5 mil

Concurso TJMS: inscrições para 21 vagas de juiz leigo encerram dia 11

Além da Capital, provas objetivas e discursiva serão aplicadas em Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Paranaíba e Três Lagoas

04/06/2026 16h00

Foto: Divulgação / TJMS

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As inscrições do processo seletivo unificado para juiz leigo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul encerram às 15h da próxima quinta-feira (11). 

Aplicada pelo Instituto Consulplan, sob a supervisão da Comissão Fiscalizadora do TJMS, a seleção terá cinco vagas para ampla concorrência e uma para candidatos negros em Campo Grande. Já para o interior do Estado, serão 11 vagas para ampla concorrência, uma para pessoas com deficiência e três para candidatos negros.

O processo seletivo conta também com cadastro de reserva para essas modalidades e para candidatos indígenas e quilombolas. Além da Capital, as provas objetivas e discursiva serão aplicadas nos municípios, Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Paranaíba e Três Lagoas.

A taxa de inscrição é de R$ 150,00 podendo ser paga até as 20h do dia 12 de junho. A prova objetiva terá 40 questões e a discursiva será a elaboração de um projeto de sentença civil. As avaliações serão aplicadas no dia 19 de julho, às 8h, nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Paranaíba e Três Lagoas, em local disponível a partir do dia 13 de julho.

Para exercer a função de juiz leigo, o candidato deve estar regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil; possuir pelo menos dois anos de experiência jurídica; não registrar antecedente criminal, nem responder a processo penal; não ter sofrido condenação cível em âmbito estadual e federal, nem praticado ato desabonador no exercício da advocacia, que enseje penalidades disciplinares, da atividade pública ou privada ou de cargo público; e não exercer atividade político-partidária, nem ser filiado a partido político, ou representante de órgão de classe ou entidade associativa.

O resultado final levará em conta a soma dos resultados da prova objetiva, discursiva e títulos, sendo que cada fase terá caráter classificatório e eliminatório. Os candidatos aprovados no processo seletivo serão designados pelo prazo de quatro anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Serviço

Para mais informações, os candidatos deverão acessar o site do Instituto Consulplan, disponível aqui.

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