Cidades

Alerta

Gripe Aviária chega a Mato Grosso do Sul

Vírus foi detectado em criação de aves de subsistência em Bonito

Continue lendo...

Nesta segunda-feira (18), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a detecção do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP - H5N1) em uma criação de aves domésticas de subsistência na cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul.

A pasta reforça que esse é o primeiro caso da doença registrado no Estado neste ano, e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil.

"As medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco", afirmou o Mapa, em nota.

O primeiro caso registrado no Brasil foi notificado no dia 15 de maio, em duas aves marinhas resgatadas no litoral do Espírito Santo. No dia 28 de junho, o vírus foi detectado pela primeira vez em aves domésticas, em uma criação de patos, gansos, marrecos e galinhas, localizada no quintal de uma casa no interior do Espírito Santo.

Agora, o País já soma 103 casos, sendo 100 em aves silvestres e trêss em aves de subsistência. 

O Mapa destaca que como a ocorrência em Bonito foi de aves de subsistência, o caso não trará restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, e mantém o status do Brasil como país livre de IAAP para o comércio.

"O consumo e a exportação de produtos avícolas permanecem seguros", garantiu a pasta.

Recomendações

O Ministério pede que a população não recolha aves que encontrarem doentes ou mortas nas ruas, e acionem serviços especializados de recolhimento para evitar contato com a doença e que a doença se espalhe.

Doença

A influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas. 

Os vírus de influenza tipo A apresentam alta capacidade de mutação (drift e shift antigênico) e consequentemente de adaptação a novos hospedeiros. A adaptação dos vírus de influenza aviária ao homem já foi responsável por uma alta taxa de letalidade, e a possibilidade de transmissão desses vírus entre os seres humanos pode representar um alto risco para a população mundial.

Atualmente os principais fatores que contribuem para a transmissão da influenza aviária são os seguintes:

Aves migratórias/silvestres – A exposição direta a aves silvestres infectadas é o principal fator de transmissão da IA. Estas aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus da IA desempenhando um papel importante na evolução, manutenção e disseminação desses vírus. Essas aves normalmente apresentam infecção sem adoecer, o que lhes permite transportar o vírus a longas distâncias ao longo das rotas de migração. As principais espécies silvestres envolvidas parecem ser aves aquáticas, gaivotas e aves costeiras.

Globalização e comércio internacional – O intenso fluxo de pessoas ao redor do mundo, assim como de mercadorias, aumenta consideravelmente o risco de disseminação de doenças, incluindo a influenza aviária.

Mercados/feiras de vendas de aves vivas - Podem facilitar o contato próximo entre diferentes espécies de aves e outros animais, assim como com o homem, o que além de favorecer a transmissão, aumenta a possibilidade de recombinações genéticas entre diferentes tipos de vírus de influenza.

Segundo o Mapa, aplicar medidas de biosseguridade nos estabelecimentos avícolas visando limitar a exposição de aves domésticas a aves silvestres, principalmente migratórias e/ou aquáticas, é a principal medida de mitigação de risco para introdução do vírus da influenza aviária no plantel avícola nacional, e consequentemente diminuir o risco de evolução do vírus para formas altamente patogênicas e recombinação com componentes de outros vírus de influenza para formar vírus que podem não apenas infectar seres humanos, como ser transmitidos entre seres humanos.

Com informações de: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

ACIDENTE

Motociclista morre após perder controle e bater em muro em Campo Grande

Vítima seguia pela via quando perdeu o controle da motocicleta, atingiu o canteiro e, em seguida, o muro de um imóvel

20/08/2026 09h00

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Um motociclista identificado como Matheus morreu em um acidente de trânsito após perder o controle da moto e bater contra o muro de um imóvel, no cruzamento da Rua Carangola com a Avenida Conde de Boavista, em Campo Grande.

Conforme informações registradas pela Polícia Civil, a vítima conduzia uma Honda Bros preta pela Rua Rua Carangola, no sentido Norte/Sul, quando, ao chegar ao cruzamento com a Avenida Conde de Boavista, perdeu o controle da motocicleta.

Na sequência, a moto atingiu a guia do meio-fio do canteiro central e, posteriormente, o muro de um imóvel. Matheus não resistiu aos ferimentos e morreu no local. 

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil. A Perícia Técnica também realizou os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.

De acordo com o boletim de ocorrência, a dinâmica inicial foi estabelecida a partir das informações e dos vestígios encontrados no local. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pela Polícia Civil.

Assine o Correio do Estado

perfil

Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

Continue Lendo...

Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).