Cidades

ACIDENTE

Motociclista morre após perder controle e bater em muro em Campo Grande

Vítima seguia pela via quando perdeu o controle da motocicleta, atingiu o canteiro e, em seguida, o muro de um imóvel

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Um motociclista identificado como Matheus morreu em um acidente de trânsito após perder o controle da moto e bater contra o muro de um imóvel, no cruzamento da Rua Carangola com a Avenida Conde de Boavista, em Campo Grande.

Conforme informações registradas pela Polícia Civil, a vítima conduzia uma Honda Bros preta pela Rua Rua Carangola, no sentido Norte/Sul, quando, ao chegar ao cruzamento com a Avenida Conde de Boavista, perdeu o controle da motocicleta.

Na sequência, a moto atingiu a guia do meio-fio do canteiro central e, posteriormente, o muro de um imóvel. Matheus não resistiu aos ferimentos e morreu no local. 

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil. A Perícia Técnica também realizou os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.

De acordo com o boletim de ocorrência, a dinâmica inicial foi estabelecida a partir das informações e dos vestígios encontrados no local. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pela Polícia Civil.

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Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

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Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

FEMINICÍDIO

Mulher é assassinada a golpes de foice dentro de casa em Campo Grande

O principal suspeito é o companheiro de Joseane Oliveira Nunes, que permanece foragido

20/08/2026 07h45

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos Reprodução

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Uma mulher, identificada como Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi assassinada com golpes de foice, na noite desta quarta-feira (19), dentro de uma casa na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A Polícia Militar aponta o companheiro da vítima, com quem convivia há quatro anos, como o principal suspeito do crime. 

O caso é investigado como suspeita de feminicídio. Se confirmado, este será o 22º caso em Mato Grosso do Sul. Joseane era mãe de três filhos, de 17, 15 e 11 anos

A área foi isolada para o trabalho da perícia e a coleta de elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Militar e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram no local. Até o momento da publicação desta matéria, o suspeito segue foragido e as polícias fazem as buscas pelo indivíduo.

Este pode ser o quarto caso de feminicídio em Campo Grande em 2026.

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