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Brasil teve 278 assassinatos por homofobia em 2011, diz governo

Brasil teve 278 assassinatos por homofobia em 2011, diz governo

terra

29/06/2012 - 04h00
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Um levantamento realizado pela Secretaria de Direitos Humanos revelou que foram registrados ao menos 278 assassinatos relacionados à homofobia em 2011. Também foi constatada a ocorrência de 6.809 denúncias de violações aos direitos humanos de homossexuais durante o ano passado.

Parte do levantamento, ainda inédito, foi antecipada nesta quinta-feira, Dia Internacional da Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), pela ministra Maria do Rosário. É a primeira vez que um órgão do governo federal divulga oficialmente números ligados à violação dos direitos dos homossexuais, identificados a partir de denúncias feitas aos serviços Disque Direitos Humanos (Disque 100), Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), de dados do Ministério da Saúde e por meio de notícias publicadas pela imprensa. Até agora, a principal fonte de informações sobre o assunto era o Grupo Gay da Bahia (GGB), cujo último relatório, divulgado em abril deste ano, contabilizava 266 mortes violentas durante o ano passado.

O levantamento aponta que, na maioria dos casos de agressão (61,9%), o autor é alguém próximo à vítima, o que pode indicar um nível de intolerância em relação à homossexualidade. Cerca de 34% das vítimas pertencem ao gênero masculino; 34,5% ao gênero feminino, 10,6% travestis, 2,1% transexuais e 18,9% não informado. Foram identificadas ao menos 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos.

O coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT da secretaria, Gustavo Bernades, disse que o fato de 49% das vítimas de homicídios serem travestis indica que este é um dos grupos mais vulneráveis à violência homofóbica, junto com os jovens negros. "Há também uma violência doméstica que nos preocupa muito, porque é difícil para o Estado interceder nestes casos. E a violência contra lésbicas também é pouco denunciada".

O levantamento mostrou ainda a existência de um grande número de casos em que a família rejeita os jovens que revelam sua orientação sexual. "Há, nestes casos, a violência dos pais que abandonam ou negligenciam seus filhos. Tudo isso demonstra que precisamos de políticas públicas de enfrentamento à homofobia, especialmente para os jovens, em particular para os jovens negros".

Pouco após divulgar os dados, a ministra anunciou a proposta de incentivar a criação de Comitês Estaduais de Enfrentamento à Homofobia. De acordo com Maria do Rosário, os comitês serão criados em parceria com governos estaduais, com o Conselho Federal de Psicologia e com outras organizações da sociedade civil.

Os grupos servirão para monitorar a implementação de políticas públicas, acompanhar ocorrências de violências homofóbicas, evitando a impunidade, e sensibilizar agentes públicos responsáveis por garantir os direitos do segmento. Também está em estudo a criação de um comitê nacional que se responsabilize por coordenar a ação dos demais comitês.

"É preciso compreender que um crime contra um homossexual atinge não só a pessoa, mas a família e a sociedade como um todo. É assim que nós sentimos no governo brasileiro", disse a ministra, adiantando que a proposta de criação dos comitês ainda está sendo desenhada e vai depender de parcerias. "Há uma vontade política inabalável do governo federal de constituir mecanismos que mobilizem a sociedade contra a violência homofóbica. Acreditamos que, com as parcerias, os recursos necessários não serão tão grandes. O principal valor investido será a mobilização permanente da sociedade", disse.

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, comemorou o anúncio da ministra em pleno Dia Internacional da Cidadania LGBT, mas lamentou os números do levantamento. "Este posicionamento político de estabelecer o comitê nacional e os estaduais é muito importante. Já vínhamos denunciando a situação, mas hoje temos um dado oficial. É o governo brasileiro quem está reconhecendo que houve 6.809 violações dos direitos humanos de pessoas homossexuais", disse Reis, prometendo que as associações não-governamentais irão apoiar qualquer proposta da Secretaria de Direitos Humanos que vise a combater a homofobia, sobretudo a criação dos comitês estaduais.

Preso

Suspeito de oferecer R$ 25 mil para matar idoso é preso em MS

Investigação da DHPP aponta que homem de 51 anos prometeu R$ 25 mil e parte do gado da vítima aos executores; dois suspeitos de participação direta no crime já estão presos desde junho.

16/07/2026 18h29

Foto: Divulgação Policia Civil

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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (16), Acrísio Jabra Paraguassu, de 51 anos, apontado pelas investigações como o mandante do assassinato do produtor rural Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, que desapareceu em junho e teve o corpo localizado dias depois em uma área de desova próxima ao Assentamento Conquista, situado na divisa entre os municípios de Campo Grande e Rochedo.

A prisão foi realizada durante uma operação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também cumpriu mandados de busca e apreensão ligados à investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Acrísio Jabra Paraguassu é investigado por planejar o homicídio e contratar os executores do crime. Conforme as apurações, ele teria oferecido R$ 25 mil, além da divisão do gado pertencente à vítima, como recompensa pela execução

No entanto, conforme a Polícia Civil, a recompensa não chegou a ser entregue porque os envolvidos foram presos antes da conclusão do acordo.

O crime veio à tona após o desaparecimento de Antônio Ormondes Pereira, registrado no dia 20 de junho. Durante as diligências, equipes da DHPP localizaram o corpo da vítima em um ponto de desova, dando início a uma investigação que levou à identificação dos primeiros envolvidos.

Ainda durante a fase inicial da apuração, Ari Xavier Silva Araujo, de 55 anos, e José Viana da Silva, de 50, foram presos em flagrante, apontados como responsáveis pela execução do homicídio e pela ocultação do cadáver.

Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas, mantendo ambos detidos enquanto o inquérito avançava.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu novos elementos que reforçaram a hipótese de que o crime foi encomendado. Com base nas provas colhidas, a Justiça decretou a prisão preventiva de Acrísio Jabra Paraguassu, apontado como o suposto mandante do homicídio.

O investigado foi localizado em uma chácara situada nas proximidades do local onde o assassinato ocorreu. Além da prisão, os agentes cumpriram mandados de busca em imóveis vinculados ao suspeito em busca de materiais que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

Durante o interrogatório, Acrísio Jabra negou qualquer participação no homicídio.

Concluída a investigação policial, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul e ao Poder Judiciário, que darão sequência ao processo.

O preso deverá passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em tramitação.

Relembre o crime

Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, desapareceu no dia 20 de junho, após sair para negociar a venda de cabeças de gado. A ausência do idoso mobilizou familiares e deu início às investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dias depois, o corpo da vítima foi localizado em uma área de mata utilizada para desova, nas proximidades da região onde o crime ocorreu. A partir da análise de imagens, depoimentos e outras diligências, a Polícia Civil identificou os primeiros envolvidos no assassinato.

Segundo a investigação, Ari Xavier Silva Araujo, de 55 anos, teria participado diretamente da execução do homicídio.

Já José Viana da Silva, de 50 anos, é apontado como responsável por prestar apoio aos autores, auxiliando na ocultação do cadáver e na tentativa de dificultar o trabalho da polícia após o crime.

Os dois foram presos em flagrante durante as investigações iniciais. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em preventivas, e ambos permanecem detidos.

Com o aprofundamento das investigações, a DHPP concluiu que o crime teria sido encomendado. Segundo a Polícia Civil, Acrísio Jabra Paraguassu, de 51 anos, preso nesta quinta-feira (16), teria planejado o homicídio e prometido aos executores o pagamento de R$ 25 mil, além da divisão de parte do rebanho da vítima

O pagamento, porém, não chegou a ser efetuado porque os envolvidos foram presos antes da conclusão do plano criminoso.

Acrísio Jabra Paraguassu nega envolvimento no crime. Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Oportunidade

Detran-MS abre cadastro para instrutores de trânsito; veja como se inscrever

Candidatos aprovados integrarão banco de cadastro com validade de dois anos

16/07/2026 17h51

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está com inscrições abertas para formar um cadastro de profissionais interessados em atuar como instrutores, coordenadores de cursos e colaboradores em ações de educação e segurança no trânsito. O prazo para participar segue até 31 de julho, e a inscrição deve ser feita exclusivamente por e-mail.

Os candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos, podendo ser prorrogado. O Detran-MS ressalta que até mesmo profissionais que já atuaram ou possuíam credenciamento anterior precisam realizar uma nova inscrição e apresentar novamente toda a documentação exigida.

Os interessados devem se inscrever por meio do ([email protected]), com todos os documentos digitalizados em formato PDF. Os interessados devem possuir: Carteira Nacional de Habilitação (CNH), currículo, diploma, histórico escolar e certificados de cursos, pós-graduações, palestras e eventos realizados nos últimos três anos.

O cadastro somente será efetivado após a confirmação do setor responsável por meio do e-mail encaminhado pelo candidato. A ausência de qualquer documento obrigatório impede a inclusão no banco de profissionais.

Para atuar como instrutor, é necessário ter idade mínima de 21 anos, ensino superior completo e formação compatível com a disciplina que pretende lecionar. Dependendo da área de atuação, também será exigida formação específica como Instrutor de Trânsito ou Instrutor Especializado.

Já candidatos com ensino médio completo poderão concorrer às funções de coordenação, apoio aos cursos e colaboração em programas, projetos e campanhas educativas promovidas pelo Detran-MS.

O cadastro contempla profissionais para ministrar cursos destinados a condutores de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, veículos de emergência, transporte de produtos perigosos e cargas indivisíveis. Também estão previstas atividades ligadas aos cursos de primeira habilitação, reciclagem de condutores infratores, formação de instrutores e capacitação de agentes de fiscalização de trânsito.

Cabe destacar que não há definição sobre a quantidade de profissionais que serão convocados, as cidades onde as atividades serão desenvolvidas nem os valores que serão pagos. As convocações ocorrerão conforme a necessidade do órgão e de acordo com a qualificação dos profissionais cadastrados.

Selecionados receberão incentivo financeiro pelas atividades desempenhadas. No entanto, a prestação dos serviços não gera vínculo empregatício com o órgão.

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