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REVOLTANTE

Buraco enorme quase "engole" motociclista na região da Mata do Segredo

Motoqueiro só não caiu dentro do buraco pois o veículo ficou preso nas bordas da abertura no asfalto; reparos para consertá-lo iniciaram hoje

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Um buraco gigante, localizado na rua Jorge Budib, no bairro Izabel Garden, próximo ao córrego, está tirando o sono de moradores da região, em Campo Grande.

A cratera tem cerca de 3 metros de profundidade e 1,5 metros de largura.

Últimas notícias

Higor Duarte, moto entregador, conta que estava voltando de uma entrega na última sexta-feira (22), por volta das 20h, e quase caiu dentro do buraco.

“O buraco era enorme, cabia eu e a moto juntos, mas graças a Deus a moto ficou presa nas bordas e não caímos”, disse.

Higor manifesta que a abertura pode causar acidentes e perigo para os moradores da região.

De acordo com Maria Aparecida Mendes de Sá, moradora da região, o buraco surgiu na sexta-feira, após uma chuva forte. Porém, apenas no sábado a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (AGETRAN) interditou o local com placas sinalizadoras.

“Uma criança quase já caiu ali. A criançada quer ficar lá para ficar olhando o buraco. Além de ser perigoso elas caírem no buraco, também é perigoso serem atropeladas”, conta.

Ela também alega que há outros buracos pela região, além de terem ruas que não são asfaltadas e que também possuem valetas.

Reparos

Na manhã de hoje (25), a equipe do Correio do Estado foi até o local e constatou que reparos para tapar o buraco já estão sendo feitos.

Para que a obra seja concluída, é fundamental que não chova. Porém, a previsão do tempo para esta semana é de 70mm de precipitação para todo o Estado.

Chuvarada

Grandes quantidades de chuva favorecem o aparecimento de buracos no asfalto. O acúmulo de água associado à movimentação de carros, principalmente veículos mais pesados, facilitam essas aberturas nas ruas.

Vários bairros na capital sul-mato grossense também “apanham” com o surgimento de buracos. Jockey Club, Caiçara, Jardim Morenão e Vila Ipiranga são alguns deles.

Só neste mês, na capital, já choveu 286,6mm, segundo o meteorologista Natálio Abraão. Além disso, Campo Grande também sofre com a falta de drenagem

Parte de uma ponte na região do São Conrado desmoronou há cerca de 3 semanas, também em razão das chuvas. 

Redução de equipes tapa-buraco

Em virtude da pandemia da Covid-19, as equipes de tapa-buraco e manutenção de ruas não asfaltadas foram reduzidas em 30%. 

O objetivo é economizar diante de uma crise. Antes havia 15 equipes trabalhando, agora são 10.

Segundo Rudi Fiorese, secretário municipal de Infraestrutura, as prioridades nas obras são de ruas com maior movimento e que possuem linhas de ônibus.

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Em Campo Grande

Homem é preso preventivamente após denúncias de abusos contra filhas e sobrinhas

Uma das vítimas relatou que os abusos teriam começado quando ela tinha 13 anos

08/09/2026 11h50

Homem de 44 anos teve a prisão preventiva cumprida pela equipe da 1ª DEAM

Homem de 44 anos teve a prisão preventiva cumprida pela equipe da 1ª DEAM Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu preventivamente, na última sexta-feira (4), um homem de 44 anos investigado por crimes sexuais contra familiares. A prisão foi realizada pela equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), no bairro Guanandi, em Campo Grande.

Segundo as investigações, uma das denúncias envolve uma filha do suspeito, atualmente com 21 anos. Em depoimento, ela relatou que os abusos teriam começado quando tinha 13 anos. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, no contexto de violência doméstica e familiar.

Durante o andamento da apuração, os investigadores tiveram acesso a um aparelho celular atribuído ao homem. No histórico de navegação, foram encontradas pesquisas relacionadas a conteúdo pornográfico com a temática envolvendo filhas. O dispositivo deverá ser submetido a perícia para auxiliar na investigação.

Além do caso apurado pela 1ª DEAM, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) investiga denúncias envolvendo outras duas filhas do suspeito, ambas menores de 14 anos. Conforme a Polícia Civil, as adolescentes também teriam sido vítimas de estupro praticado pelo próprio pai.

O suspeito ainda é investigado por possíveis crimes de importunação sexual contra duas sobrinhas. Ao todo, cinco possíveis vítimas da mesma família foram relacionadas pelas autoridades, sendo as três filhas e duas sobrinhas.

Após a prisão, o homem foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para esclarecer os fatos, reunir novas provas e verificar a possível existência de outras vítimas ou crimes.
 

ex-major

Julgamento de "Pablo Escobar brasileiro" é retomado na Bélgica

Ex-major da Polícía Militar de MS é considerado um dos maiores traficantes internacionais de drogas e processo de julgamento já dura quase um ano na Justiça belga

08/09/2026 11h00

Ex-major da PM de MS, Sérgio Roberto de Carvalho

Ex-major da PM de MS, Sérgio Roberto de Carvalho Foto: VRT News

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O julgamento do ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sérgio Roberto de Carvalho, considerado um dos maiores traficantes internacionais de drogas e conhecido como Pablo Escobar brasileiro, foi retomado nesta terça-feira (8) na Bélgica. Outros 30 acusados também são julgados.

De acordo com o jornal local VRT News, o julgamento recomeça com três novos juízes, após o Tribunal de Apelação de Ghen decidir que os anteriores não poderiam permanecer a frente do caso.

O julgamento começou em 15 de setembro de 2025 e tem quase um ano em andamento, com inúmeras paralisações durante este período.

Retomado hoje, a manhã teria sido dedicada a discussões. Conforme o site belga, o advogado de Flor Blessers, um dos acusados, questiona as conclusões e documentos do Ministério Público.

Além disso, o local onde os acusados ficam durante o júri, uma espécie de cabine de vidro, também é questionada pelos advogados. 

Durante a tarde, o Ministério Público deverá apresentar suas alegações.

O ex-major Carvalho foi preso na Hungria em 2023, com um passaporte mexicano falso e era procurado pelas polícias do Brasil e da Europa. Atualmente ele está detido na Bélgica, onde aguarda o julgamento por tráfico de drogas.

Conforme reportagem do Correio do Estado, ao lado do belga Flor Bressers, Carvalho é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa responsável por enviar drogas de portos do Brasil para a Europa, principalmente por Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda.

O grupo teria movimentado pelo menos 45 toneladas de drogas, com lucro de € 500 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões na conversão atual).

Histórico

O julgamento começou no dia 15 de setembro do ano passado, mas foi interrompido após o advogado que representa Flor Bressers não concordar com uma das provas apresentadas contra o cliente e conseguir a suspensão da audiência. Três dias depois, o julgamento foi retomado, mas novas divergências aconteceram.

Logo pela manhã, todos os advogados se retiraram quando o juiz se recusou a dar a palavra para um deles. A audiência foi suspensa quando o presidente da Ordem dos Advogados foi chamado para intervir.

Na parte da tarde daquele dia, o advogado de defesa criminal Louis De Groote tentou novamente usar a palavra, mas foi impedido e, mesmo assim, insistiu, até que o juiz Frederik Gheeraert ordenou que a polícia o retirasse da sala.

Conforme a imprensa da Bélgica, o juiz Frederik Gheeraert ordenou que o advogado de defesa criminal Louis De Groote fosse retirado do Tribunal à força. O jurista teria sido retirado arrastado da Corte “com força considerável”. 

Durante a condução do advogado para fora, outro advogado tentou impedir e também foi retirado à força. A partir daí, sete pedidos de impedimentos foram apresentados pela defesa dos acusados, contra três juízes que participaram do julgamento. O primeiro pedido teria partido da defesa do Major Carvalho, para retirar o Gheeraert do caso.

Um dos advogados retirados à força da audiência também apresentou o pedido, afirmando que o curso de eventos violou o direito a um julgamento justo, tendo em vista que sua defesa não foi autorizada a falar durante a audiência.

Ainda segundo um jornal local, a juíza de imprensa do Tribunal de Flandres, Amélie Van Belleghem, disse que o pedido de impedimento é um direito fundamental, mas acarreta custo social.

Depois desses acontecimentos iniciais, o julgamento enfrentou diversas paralisações nos meses seguintes, mais especificamente em novembro, janeiro, março e abril. Agora, mais uma vez, sofre outra suspensão em função das incongruências no processo.

Major Carvalho

Conhecido como “Pablo Escobar brasileiro” no Brasil, a Polícia Federal (PF) estima que Major Carvalho tenha movimentado R$ 2,25 bilhões entre os anos de 2018 e 2020, com exportações de 45 toneladas de cocaína à Europa, conforme a PF.  

O ex-major ingressou na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no fim da década de 1980 como comandante do Batalhão Militar de Amambai, área de fronteira do Estado com o Paraguai.  

Na década de 1990, Carvalho já estava envolvido com atos ilícitos, como o contrabando de pneus. Anos depois, o ex-major foi pego contrabandeando uísque.

Em 1997, Carvalho já transportava cocaína da Colômbia e da Bolívia até o interior de São Paulo. No mesmo ano, o ex-major foi transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar de MS. 

No ano seguinte, foi condenado a 15 anos de prisão pelo tráfico de 237 quilos de cocaína. 

Após um longo processo e perda de seu posto e patente, sua aposentadoria foi suspensa em 2010. No entanto, em 2016, conseguiu reaver na Justiça o benefício de R$ 9,5 mil mensais.

Após desaparecer de Campo Grande em 2016 e iniciar o processo de logística internacional para o tráfico de drogas, Carvalho foi inserido na lista da Interpol, em 2018.  

O megatraficante foi expulso da Polícia Militar de MS em março de 2018.

Em 2019, o narcotraficante foi novamente condenado, desta vez a 15 anos e três meses de prisão, por usar laranjas em empresas de fachada para movimentar R$ 60 milhões.  

No Brasil, o Porto de Paranaguá (PR) era o preferido da quadrilha de Carvalho para as remessas de drogas ao Velho Continente.

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