Cidades

"Várias queixas"

Cadete que se lesionou em TAF da PM entra na justiça para realizar prova antes de formatura em MS

Recurso e laudo médico foram rejeitados pela corporação e formatura está prevista para esta quinta-feira

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Após sofrer uma lesão muscular durante o teste físico do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), o cadete David da Silva e Souza entrou com uma liminar na justiça para realizar a segunda chamada da prova, prazo que se encerra nesta quinta-feira (17).

A lesão destacada pelo aluno-oficial da PM ocorreu em fevereiro deste ano, durante a corrida dos 100m, no curso de formação de oficiais da PMMS, fato que impediu David Souza de continuar o exame e realizar a prova de 2.400m.  A solicitação do cadete foi atualizada no último dia 9 deste mês, e deve ser atendida até amanhã, data de formatura dos alunos do curso. Caso não seja atendido, o aspirante perderá o processo.

O caso corre na 2ª vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos é outro em que cadetes e aspirantes a oficiais buscam recorrer contra a Polícia Militar em casos envolvendo testes físicos.

No início deste mês, Arthur Matheus Martins Rosa, de 25 anos, morreu após passar mal no Teste de Aptidão Física (TAF). Diversas pessoas passaram mal durante o teste e prometeram recorrer contra a Polícia Militar. 

O fato

De acordo com o laudo médico apresentado pelo cadete, a lesão ocorreu durante a realização de prova regular da disciplina de saúde e atividade física III, data em que sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa.

O pedido seguiu acompanhado de atestado médico, assinado pelo ortopedista Dr. Edson Aparecido Bernardinelli Junior, que constatou uma distensão muscular do aluno. Diante da lesão, o ortopedista determinou o afastamento de David das atividades físicas e laborais.

Embora o pedido tenha sido embasado em determinação legal e prova material, foi indeferido pelo Subcomandante da Academia de Polícia Militar, Major Luciano Rodrigo Barbosa Nogueira de Oliveira .

“Este discente foi considerado reprovado nesta disciplina de Saúde e Atividade Física III, tendo sido atribuída nota zero como média final, mesmo tendo atingido pontuação máxima nos exercícios de flexão na barra,abdominal, salto horizontal e corrida de 100m, pelo fato de, por motivos de saúde, não ter sido capaz de realizar a corrida de 2.400m.”, alegou o major Luciano Oliveira.

Insatisfeito com a decisão, haja vista que uma nota baixa durante o curso da polícia militar, o coloca em posição inferior aos demais, gerando prejuízo durante toda a carreira militar, o cadete  interpôs recurso ao Comandante, sendo este indeferido novamente.

As solicitações de David da Silva e Souza se amparam nos artigos 70 e 77 da  Diretriz de Ensino da PMMS, “Art. 77 - Poderá ser realizada mais de uma chamada de uma mesma prova – PRgs ou PRcs - caso um ou mais discentes tenham tido impedimento de realizar a chamada regular (primeira chamada) de uma determinada prova, desde que sua falta esteja devidamente justificada nos termos do parágrafo único, do artigo 70. Em complemento, o parágrafo único, do artigo 70, estabelece que “ a falta justificada se configura por dispensas legais previstas em legislação pertinente, afastamentos ou dispensas concedidas por autoridade competente”.

Ao Correio do Estado, o advogado Antony Martines destacou que a liminar, posta em caráter de urgência, pretende promover além do novo teste, a reclassificação de David da Silva segundo a portaria a ser publicada com a classificação dos cadetes do curso. “Quando a Comissão de Promoções formar a portaria com a classificação final dos cadetes, ele ficará na classificação correta”, destacou. 

Outras reclamações 

Bacharel em direito, a campo-grandense Gabriela Fornazari, de 28 anos, declarou que “nunca mais” irá se submeter a qualquer prova ou concurso que envolvam testes de aptidão física (TAF). Na última quarta-feira (2), a concurseira desmaiou durante a realização do concurso para a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), realizado no Centro Olímpico da Vila Nasser, região oeste de Campo Grande. 

Após passar mal, Gabriela Fornazari disse ter perdido a noção do tempo, e segundo relatos dos presentes, a organização do evento esperou o término da prova para então socorrê-la. “Perdi a noção do tempo, pelo que me disseram, esperaram o fim do exame para me atenderem. Não acho que paralisaram o teste, de fato, mas acredito que a ambulância poderia estar mais próxima da pista de prova, por “sorte” tive um desmaio, e não uma parada cardiorrespiratória. Fui bem atendida.”, complementou.

Outro que deve entrar na justiça é *Juan Batista, o concurseiro realizou a prova de Oficiais. Com laudos cardiológicos em dia, o candidato disse que a organização não atendeu, inclusive, critérios postos no próprio edital. “Fui até o local de prova um dia antes, não me deixaram entrar. No segundo dia, os portões estavam abertos, sem falar que os banheiros estavam todos insalubres e não tínhamos acesso a água”, falou. 

O candidato disse que alguns responsáveis pelos testes acabaram mudando as regras durante a realização da prova. “Pediram pra fazer flexão de peito aberto. Mudaram a regra. Na barra, alegaram que o movimento que estava fazendo não estava certo, e refaziam a contagem a todo momento, com isso eu travei”, frisou. Conforme Batista, os procedimentos legais serão tomados e ele irá recorrer contra a organização dos testes realizados pela PMMS.

* A fonte foi preservada

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LONGA ESPERA

Ponte sobre o Rio Paraguai ficará interditada por 3 fins de semana

As obras na estrutura ocorrem das 17h dos sábados até às 12h dos domingos

15/08/2026 13h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Agesul

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, no último domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. Com isso, a partir deste sábado (15), às 17h, a estrutura ficará interditada até às 12h do domingo (16).

A interdição total estava prevista para começar no dia 8 de agosto. As pessoas que forem viajar devem se planejar antes para não terem estresse no momento que for pegar a estrada, então precisam prestar atenção na nova agenda das obras, que fica da seguinte forma:

  • 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);
  • 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);
  • 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

boom da celulose

Macrófitas forçam usina a usar mergulhadores para manter operação

Excesso de plantas aquáticas no lago do Mimoso, em Ribas do Rio Parto, provoca entupimento das grades próximas das turbinas, prejudicando a geração de energia

15/08/2026 12h03

Dependendo da direção dos ventos, o lago da hidrelétrica do Mimoso fica completamente encoberto por plantas aquáticas flutuantes

Dependendo da direção dos ventos, o lago da hidrelétrica do Mimoso fica completamente encoberto por plantas aquáticas flutuantes

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Por conta da proliferação descontrolada de plantas aquáticas flutuantes no lago da hidrelétrica do Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, a Elera Renováveis, empresa que controla a usina, está sendo forçada a contratar até mergulhadores para manter a usina em funcionamento. Estes mergulhadores retiram a vegetação que fica presa nas grades próximas à entrada da água nas turbinas que geram energia.

Nesta sexta-feira (14), segundo a empresa, 12,8% do lago de 1,5 mil hectares estava encoberto pela vegetação, o que está abaixo dos 25% tolerados pela legislação. Em meados de julho, no dia 17, este percentual estava em 18%. 

O índice somente recupou por conta dos constantes vertimentos extras de água para despachar as planas rio abaixo em pleno período de estiagem. “Sempre que as condições climáticas permitem, o vertimento é realizado para reduzir a quantidade de plantas aquáticas, conforme aprovação do órgão ambiental”, informou a Elera.

Estes vertimentos, segundo a empresa, são feitos sempre que o vento e a quantidade de água no Rio Pardo são favoráveis. “O último vertimento está acontecendo desde o final de julho, de forma controlada e com monitoramentos ambientais recorrentes”, informou a concessionária após ser questionada pelo Correio do Estado.

O fenômeno das plantas aquáticas, conforme Elera, se intensificou a partir do começo de 2025. E, apesar de um relatório do Imasul atribuir a responsabilidade por esta proliferação ao excesso de poluentes despejados pela fábrica de celulose da Suzano, a controladora da hidrelétrica diz estar assumindo sozinha o aumento dos custos operacionais decorrentes do fenômeno.

Indagada se havia algum tipo de acordo ou tentativa de acordo com a Suzano para dividir os prejuízos provocados por esta vegetação flutuante, a empresa se limitou a informar que “não tem acordo firmado com a Suzano envolvendo a operação da usina. A Elera cumpre as condicionantes ambientais e, quando identificada a concentração elevada de macrófitas, a empresa providencia a remoção mediante autorização do órgão ambiental”. 

Apesar de destacar que usina e sua barragem estão seguras, a Elera admite uma série de transtornos e gastos que antes não existiam. “O acúmulo de macrófitas flutuantes tem demandado iniciativas adicionais na operação da usina, como a contratação de mergulhadores para limpeza de grades e compra de equipamentos para tentar mitigar os problemas ocasionados pelas plantas aquáticas”.

E os prejuízos não param por aí. “Essas intervenções podem exigir, inclusive, interrupções temporárias da geração para a realização das atividades de limpeza, além de demandarem recursos adicionas”, informa a empresa que até 2029 tem a concessão para operar a usina do Mimoso, ativada em 1971, 

Os primeiros vertimentos ocorreram no final de outubro do ano passado e desde então fazem parte da rotina da usina. Mas o problema da proliferação das plantas é mais perceptível nesta época de estiagem, já que a menor vazão do Rio Pardo acaba resultado em um acúmulo mais intenso de nutrientes dos quais estas plantas se alimentam.

Segundo a Elera, “a presença das macrófitas, principalmente as fixas, é natural em sistemas aquáticos e pode trazer benefícios ao ecossistema, como abrigo e alimentação para fauna aquática. O que se observa atualmente, a partir do início de 2025, na UHE Assis Chateaubriand, é o acúmulo significativo de espécies flutuantes”.

O principal nutriente destas plantas flutuantes, segundo relatório do Imasul que veio a público no começo de agosto, é o fósforo. Este, por sua vez, é despejado no Rio Pardo em grande quantidade em meio aos 206 milhões de litros diários de esgoto da fábrica de celulose que entrou em operação em julho de 2024. Maior do mundo em série única, ela tem capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano.

Esse volume  de rejeitos equivale a praticamente todo o esgoto coletado dos mais de 900 mil habitantes de Campo Grande conectados à rede da Águas Guariroba. Se esses rejeitos fossem transportados em carretas bi-trem com capacidade para 50 mil litros cada, diariamente seriam necessárias 4,1 mil viagens. Se fossem os tradicionais e antigos auto-fossa, o número de viagens chegaria ao dobro.

A Suzano garante que cumpre a legislação estadual e federal no que se refere à filtragem destes rejeitos. Porém, o relatório do Imasul revela que antes do despejo deste esgoto são 90 partículas de fósforo por miligrama de água no Rio Pardo. Depois disso, são até 3.037, o que põe o lago do Mimoso no pior grau de poluição possível na escala de classificação da qualidade de águas de rios utilizada pelo Imasul.

E é exatamente esta poluição que provoca a proliferação das plantas e está inviabilizando o uso do lago não só para atividades de lazer, como ocorreu durante décadas, mas até para uso pecuário e de irrigação agrícola. 


 
 

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