Cidades

Negociação em Aberto

Caixa faz proposta final, mas greve continua até decisão dos funcionários

Banco apresentou novos termos nesta quinta-feira (10) e deu prazo até sexta (11) para a categoria decidir; paralisação segue enquanto bancários avaliam a proposta.

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A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal começou nesta quinta-feira (10) em Mato Grosso do Sul e em outras regiões do País, mas uma nova rodada de negociação abriu caminho para um possível fim da paralisação. O banco apresentou uma proposta final aos representantes dos trabalhadores e estabeleceu até esta sexta-feira (11) como prazo para que a categoria decida se aceita os novos termos.

Mesmo com a retomada das negociações, a greve continua até que os funcionários analisem a proposta e deliberem em novas assembleias. A paralisação havia sido aprovada por tempo indeterminado depois da rejeição do acordo apresentado anteriormente pela instituição.

A nova negociação ocorreu na manhã desta quinta-feira, em São Paulo, entre representantes da Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

Segundo as informações divulgadas pela representação dos trabalhadores, o banco informou que a proposta permanecerá válida somente até sexta-feira.

Caso os termos sejam novamente rejeitados, a Caixa informou que poderá retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo. Nesse cenário, o impasse deixaria a mesa de negociação e passaria a ser submetido à Justiça do Trabalho, que poderia decidir sobre as condições do acordo.

A coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, afirmou que a mobilização dos funcionários teve peso na retomada das negociações e defendeu a manutenção da paralisação até a realização das assembleias.

“A mobilização dos empregados foi fundamental para que a Caixa trouxesse uma nova proposta. A greve continua até a decisão das assembleias. Nossa intenção é sempre resolver a campanha com negociação em busca de conquistas, e não com judicialização”, afirmou.

A movimentação ocorre poucas horas depois do início efetivo da greve. Conforme mostrou o Correio do Estado, os funcionários vinculados ao Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, que representa a Capital e outros 27 municípios, decidiram cruzar os braços após 87,5% dos participantes da assembleia rejeitarem a proposta anterior da Caixa.

Nesta quinta-feira, a adesão ao movimento foi quase total na base do sindicato. Segundo a entidade, praticamente 100% das agências da Caixa permaneceram fechadas em Campo Grande e nos outros 27 municípios abrangidos pela representação sindical.

Apenas uma unidade localizada no interior não aderiu à paralisação e manteve o atendimento.

Agências permaneceram fechadas nesta quinta-feira após funcionários aderirem à paralisação por tempo indeterminado. Foto: Reprodução.

Mesmo com a forte adesão, as negociações foram retomadas nesta quinta-feira. Representantes dos funcionários se reuniram com a Caixa para discutir uma nova proposta, mas, até o momento, os bancários ainda não deliberaram sobre os termos apresentados.

Com isso, a greve continua enquanto a categoria aguarda a realização das assembleias que definirão os próximos passos do movimento.

No País, a rejeição havia ocorrido em 128 bases sindicais, sendo que 93 aprovaram greve por tempo indeterminado.

A Caixa foi ainda na contramão do resultado registrado entre trabalhadores de outras instituições: a proposta negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi aprovada por 72,1%, enquanto empregados do Banco do Brasil aprovaram o acordo com 51,7% dos votos.

Nova proposta mexe no Saúde Caixa

Um dos principais pontos da nova proposta está relacionado ao Saúde Caixa, tema que vinha sendo colocado entre as principais reivindicações dos empregados.

O banco propôs antecipar sua parcela da 13ª mensalidade dos anos de 2028, 2029 e 2030 para cobrir integralmente o déficit registrado em 2026. A proposta também estabelece que o novo modelo de custeio passe a ser cobrado a partir de janeiro de 2027.

Outro ponto prevê o pagamento dos valores relacionados ao PAMS, retroativos a 2021, além da ampliação da participação da Caixa no custeio do plano de 6,5% para 8%, medida que deverá constar no acordo coletivo.

A instituição também propôs a criação de grupos de trabalho para estudar medidas de eficiência do Saúde Caixa, uma possível terceira fonte de receitas e um modelo que permita destinar ao plano parte dos ganhos relacionados ao aumento de produtividade.

Também estão previstos R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde, com início em janeiro de 2027.

Prêmio de R$ 3 mil e pagamentos em setembro

A proposta também estabelece um calendário financeiro para os trabalhadores caso o acordo seja aprovado. A Caixa informou que pretende pagar em 18 de setembro o salário já reajustado, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o Super CAIXA e o prêmio previsto no acordo.

O prêmio será de R$ 3 mil por empregado e está relacionado ao atingimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO), alcançado em junho deste ano.

Além desses pontos, a proposta mantém cláusulas negociadas ao longo de 2026 relacionadas a diversidade, equidade de gênero, combate à discriminação, acessibilidade e condições específicas de trabalho para pessoas com deficiência.

Para empregados PcD, estão previstas avaliações das condições de trabalho que poderão permitir, conforme cada situação, redução da jornada em até 25%, trabalho remoto e outras formas de flexibilização.

Também fazem parte do pacote mudanças nas ausências permitidas, abono de férias independentemente do período de descanso e a criação do chamado Grupo de Trabalho Trajetória, que deverá discutir questões relacionadas a carreira e remuneração.

No atendimento, a proposta suspende até 31 de dezembro a penalização vinculada ao cumprimento de metas no sistema Genesys/Figital e amplia de cinco para dez minutos o período destinado à continuidade dos atendimentos.

Greve continua

Apesar da apresentação dos novos termos, a paralisação não foi encerrada. A orientação é de que os trabalhadores permaneçam mobilizados até que as assembleias decidam se aceitam ou rejeitam a proposta.

A greve começou nesta quinta-feira depois de um processo de negociação que terminou, inicialmente, sem acordo. Na base de Campo Grande e região, o sindicato havia informado ao Correio do Estado que não era possível prever a duração do movimento justamente porque a paralisação havia sido aprovada por tempo indeterminado.

Agora, o prazo estabelecido pela Caixa coloca esta sexta-feira (11) como data decisiva para o futuro da mobilização. Caso a categoria aprove os termos, abre-se caminho para o encerramento da greve.

Se houver nova rejeição e o banco cumprir a posição apresentada na negociação, o conflito poderá deixar de ser resolvido diretamente entre Caixa e trabalhadores e avançar para a Justiça do Trabalho.

Na matéria publicada antes do início da paralisação, a Caixa havia informado ao Correio do Estado que mantinha aberto o diálogo com as entidades representativas e buscava uma solução para a renovação do ACT e da Convenção Coletiva de Trabalho, mas não havia detalhado naquele momento se uma nova rodada ocorreria antes da greve.

Operação "IFRIT"

Família movimentou mais de 500 milhões com drogas e armas, diz Receita

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira e utilizava forte armamento, drones, blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados

04/11/2026 10h20

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A organização criminosa, alvo da operação "Ifrit" deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), seria liderada por uma família composta por três irmãos, seus filhos e outros parentes, segundo a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo os órgãos de segurança, as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático indicaram que o grupo movimentou um valor superior a R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos de apuração.

A organização criminosa tinha como principal atividade o tráfico internacional de drogas e de armas de fogo, caracterizada pelo emprego de violência, elevado poder econômico e ampla capacidade logística.

Os recursos teriam circulado por intermédio de contas vinculadas aos investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados utilizados para ocultar a origem e a destinação dos valores.

As análises fiscais conduzidas pela Receita Federal identificaram indícios de mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo "laranjas", ocultação patrimonial e dissimulação de fluxos financeiros, resultados corroborados por monitoramentos, interceptações e outras medidas investigativas.

Em Mato Grosso do Sul, entre os alvos da investigação estão policiais militares e três civis, que foram afastados de seus cargos, além de um policial rodoviário federal.

Um dos agentes de segurança é o investigador Douglas Tobias, que foi alvo também na Operação Infiltrados e teve sua prisão revogada ontem (3). Adel Hassan Haidar, empresário do setor hoteleiro e automotivo em Ponta Porã, também está entre os investigados.

O advogado Luiz Renê Gonçalves, que representa a defesa do policial Douglas Tobias, comentou sobre a operação de hoje e também sobre a revogação de seu cliente.


"Douglas Tobias, na Operação Infiltrados, obteve ontem (3) uma importante vitória com a revogação de uma prisão preventiva agora reconhecidamente injusta pela Justiça. Na Operação Ifrit acompanhamos a busca e apreensão cumprida regularmente hoje, mas ainda não tivemos acesso aos autos da medida cautelar e do inquérito, logo não temos condições de manifestar sobre o caso. De todo modo, Douglas Tobias mais uma vez demonstrou se tratar de pessoa idônea, profissional exemplar e que nada tem a esconder, estando à disposição para prestar esclarecimentos e esperando que se faça justiça", disse o advogado.

Estrutrura da organização criminosa

A materialidade das atividades atribuídas ao grupo foi corroborada por apreensões de drogas, armas, munições e outros elementos vinculados a integrantes da organização criminosa em diferentes estados, além de eventos relacionados a crimes violentos associados à sua atuação.

De acordo com as instituições, a organização criminosa possuia elevado grau de estruturação, com atuação transnacional, significativa capacidade financeira e logística para praticar os crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de capitais, corrupção e outros delitos correlatos praticados de forma estável e permanente, ao menos, desde 2018.

As drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru, sendo posteriormente internalizados no Brasil por meio da faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Após a internalização, as cargas ilícitas eram distribuídas para diversos municípios do Estado e para outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As investigações também indicam a utilização do território brasileiro como plataforma logística para armazenamento, transporte e remessa de entorpecentes destinados ao mercado europeu, notadamente à Espanha e a Portugal.

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Os elementos colhidos pelas autoridades federais indicam vínculos com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), além da colaboração de agentes públicos que teriam fornecido informações estratégicas e apoio às atividades da organização.

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira, utilizando armamento de elevado poder ofensivo, equipamentos de comunicação, drones, veículos blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados.

Operação Ifrit

A operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, Justiça Federal de 1º Grau.

Ao todo, participam da ação, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários da Receita Federal do Brasil, além de 450 policiais federais.

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

INFRAESTRUTURA

Jardim Jerusalém recebe pacote de obras avaliado em R$ 5,2 milhões

Trabalhos incluem drenagem, construção de bacia de contenção e pavimentação de 1,2 quilômetro de vias

04/11/2026 09h30

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande irá fazer o investimento de R$ 5,2 milhões para obras de drenagem e pavimentação no bairro Jardim Jerusalém. Os trabalhos se iniciaram na Avenida João Garcia de Carvalho Filho, com a implantação da rede de drenagem para receber a pavimentação. 

As intervenções ocorrem em outros trechos e pistas, o projeto também contempla os ramos A e B, a Rua Bronzita, a Avenida Oceania e a Rua Aragonita.

Ao todo a rede de drenagem terá 1.963 metros e também contará com a construção de uma bacia de contenção. Já a nova pavimentação será de 1,2 quilômetros. 

A empresa responsável pelas obras, a Engeotec Construções terá o prazo contratual de 240 dias para realização dos serviços e a previsão de conclusão em junho de 2027. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), ficará responsável por realizar a fiscalização do trabalho. 

Para a prefeita Adriane Lopes os investimentos em pavimentação, atendem a reivindicações antigas dos moradores da região. 

“São investimentos aguardados há décadas e que agora estão chegando aos bairros, mudando a realidade das famílias. Nosso compromisso é proporcionar mais conforto, segurança e comodidade à população, com ruas pavimentadas, transitáveis e preparadas para os períodos de chuva”, afirmou a prefeita. 

Na região do Bandeira, os investimentos em obras de pavimentação e drenagem já se aproximam de R$ 14 milhões. As intervenções fazem parte do programa Vira CG Infraestrutura.

A iniciativa prevê mais de R$ 280 milhões em investimentos ao longo de 2026 para a execução de pavimentação asfáltica, drenagem, recapeamento e implantação de ciclovias. Ao todo, mais de 200 ruas de Campo Grande serão contempladas com obras de infraestrutura.
 

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