Cidades

Alternativa

Em dois meses, patinetes elétricos alcançam 50 mil usuários em Campo Grande

Já são mais de 150 mil viagens realizadas desde julho, data em que o transporte alternativo foi implementado na Capital

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Em dois meses, 50 mil usuários se cadastraram para utilizar os patinetes elétricos em Campo Grande. Já são mais de 150 mil viagens realizadas desde 7 de julho, data em que o transporte alternativo foi implementado na Capital. 

O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (10) pela JET, empresa que administra os mais de 400 patinetes espalhados no município. 

Atualmente, os equipamentos atendem áreas do Centro, Jardim dos Estados e Vila do Polonês, além de trechos do Parque Ecológico do Sóter, onde a velocidade é reduzida.

Segundo a JET, os números indicam uma mudança na rotina dos usuários, principalmente em trajetos de curta distância e na chamada “última milha”, quando o patinete é utilizado para complementar o transporte público ou facilitar o deslocamento entre pontos de conexão e o destino final.

A empresa afirma que usuários têm relatado redução no tempo gasto em deslocamentos, especialmente para chegar ao trabalho, resolver compromissos ou fazer conexões com o transporte coletivo. A proposta é diminuir o tempo de espera e os trajetos percorridos a pé em deslocamentos cotidianos.

Preços

O serviço é contratado pelo aplicativo GO JET, disponível para Android e iOS. Em Campo Grande, o desbloqueio custa a partir de R$ 0,99, enquanto a tarifa por minuto começa em R$ 0,39. Os valores são apresentados na plataforma antes da confirmação da corrida.

O aplicativo também disponibiliza pacotes de minutos e o plano de assinatura mensal JET PLUS para usuários que utilizam o serviço com maior frequência.

Segurança

A JET afirma que a segurança é uma das prioridades da operação. Os patinetes têm velocidade máxima limitada de fábrica a 20 km/h e contam com geolocalização por GPS em tempo real, que permite a criação automática de zonas de velocidade reduzida em locais com maior circulação de pedestres.

Em pontos como o Parque Ecológico do Sóter e a Praça do Rádio Clube, o sistema identifica a localização do equipamento e pode reduzir a velocidade máxima para até 12 km/h. O usuário também recebe um alerta pelo aplicativo.

O uso é permitido apenas para maiores de 18 anos, com a idade verificada por CPF no cadastro. Os equipamentos devem ser utilizados individualmente, sendo proibida a condução com duas pessoas. A empresa também orienta que não haja consumo de álcool antes ou durante o uso e estabelece capacidade máxima de 120 quilos.

Ao finalizar a corrida, o usuário precisa registrar pelo aplicativo GO JET uma foto do patinete estacionado em local autorizado. Cada viagem conta ainda com cobertura de seguro para o usuário e suporte 24h. 

 

Operação "IFRIT"

Família movimentou mais de 500 milhões com drogas e armas, diz Receita

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira e utilizava forte armamento, drones, blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados

04/11/2026 10h20

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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A organização criminosa, alvo da operação "Ifrit" deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), seria liderada por uma família composta por três irmãos, seus filhos e outros parentes, segundo a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil (RFB). Segundo os órgãos de segurança, as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático indicaram que o grupo movimentou um valor superior a R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos de apuração.

A organização criminosa tinha como principal atividade o tráfico internacional de drogas e de armas de fogo, caracterizada pelo emprego de violência, elevado poder econômico e ampla capacidade logística.

Os recursos teriam circulado por intermédio de contas vinculadas aos investigados, operadores financeiros, empresas de fachada e negócios simulados utilizados para ocultar a origem e a destinação dos valores.

As análises fiscais conduzidas pela Receita Federal identificaram indícios de mecanismos de lavagem de dinheiro envolvendo "laranjas", ocultação patrimonial e dissimulação de fluxos financeiros, resultados corroborados por monitoramentos, interceptações e outras medidas investigativas.

Em Mato Grosso do Sul, entre os alvos da investigação estão policiais militares e três civis, que foram afastados de seus cargos, além de um policial rodoviário federal.

Um dos agentes de segurança é o investigador Douglas Tobias, que foi alvo também na Operação Infiltrados e teve sua prisão revogada ontem (3). Adel Hassan Haidar, empresário do setor hoteleiro e automotivo em Ponta Porã, também está entre os investigados.

O advogado Luiz Renê Gonçalves, que representa a defesa do policial Douglas Tobias, comentou sobre a operação de hoje e também sobre a revogação de seu cliente.


"Douglas Tobias, na Operação Infiltrados, obteve ontem (3) uma importante vitória com a revogação de uma prisão preventiva agora reconhecidamente injusta pela Justiça. Na Operação Ifrit acompanhamos a busca e apreensão cumprida regularmente hoje, mas ainda não tivemos acesso aos autos da medida cautelar e do inquérito, logo não temos condições de manifestar sobre o caso. De todo modo, Douglas Tobias mais uma vez demonstrou se tratar de pessoa idônea, profissional exemplar e que nada tem a esconder, estando à disposição para prestar esclarecimentos e esperando que se faça justiça", disse o advogado.

Estrutrura da organização criminosa

A materialidade das atividades atribuídas ao grupo foi corroborada por apreensões de drogas, armas, munições e outros elementos vinculados a integrantes da organização criminosa em diferentes estados, além de eventos relacionados a crimes violentos associados à sua atuação.

De acordo com as instituições, a organização criminosa possuia elevado grau de estruturação, com atuação transnacional, significativa capacidade financeira e logística para praticar os crimes de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de capitais, corrupção e outros delitos correlatos praticados de forma estável e permanente, ao menos, desde 2018.

As drogas e armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru, sendo posteriormente internalizados no Brasil por meio da faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Após a internalização, as cargas ilícitas eram distribuídas para diversos municípios do Estado e para outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As investigações também indicam a utilização do território brasileiro como plataforma logística para armazenamento, transporte e remessa de entorpecentes destinados ao mercado europeu, notadamente à Espanha e a Portugal.

Polícia Federal esteve em um galpão na rua São Borja, em Campo Grande, para apreender veículos dos suspeitos

Os elementos colhidos pelas autoridades federais indicam vínculos com facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC), além da colaboração de agentes públicos que teriam fornecido informações estratégicas e apoio às atividades da organização.

A organização exercia influência em áreas da faixa de fronteira, utilizando armamento de elevado poder ofensivo, equipamentos de comunicação, drones, veículos blindados e estruturas destinadas ao abrigo de integrantes armados.

Operação Ifrit

A operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina, expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, Justiça Federal de 1º Grau.

Ao todo, participam da ação, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários da Receita Federal do Brasil, além de 450 policiais federais.

Após a Justiça Federal de Campo Grande autorizar as medidas judiciais, os agentes foram às ruas para cumprir 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Campo Grande, os mandados são cumpridos nas ruas São Félix, Ceará e na avenida Cônsul Assaf Trad, no condomínio de luxo Alphaville. Em um dos endereços, os policiais encontraram arma, munições, apreenderam celulares e dinheiro em espécie.

INFRAESTRUTURA

Jardim Jerusalém recebe pacote de obras avaliado em R$ 5,2 milhões

Trabalhos incluem drenagem, construção de bacia de contenção e pavimentação de 1,2 quilômetro de vias

04/11/2026 09h30

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B

Serviços contemplam a Avenida Oceania, a Rua Aragonita, a Rua Bronzita e os ramos A e B Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande irá fazer o investimento de R$ 5,2 milhões para obras de drenagem e pavimentação no bairro Jardim Jerusalém. Os trabalhos se iniciaram na Avenida João Garcia de Carvalho Filho, com a implantação da rede de drenagem para receber a pavimentação. 

As intervenções ocorrem em outros trechos e pistas, o projeto também contempla os ramos A e B, a Rua Bronzita, a Avenida Oceania e a Rua Aragonita.

Ao todo a rede de drenagem terá 1.963 metros e também contará com a construção de uma bacia de contenção. Já a nova pavimentação será de 1,2 quilômetros. 

A empresa responsável pelas obras, a Engeotec Construções terá o prazo contratual de 240 dias para realização dos serviços e a previsão de conclusão em junho de 2027. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), ficará responsável por realizar a fiscalização do trabalho. 

Para a prefeita Adriane Lopes os investimentos em pavimentação, atendem a reivindicações antigas dos moradores da região. 

“São investimentos aguardados há décadas e que agora estão chegando aos bairros, mudando a realidade das famílias. Nosso compromisso é proporcionar mais conforto, segurança e comodidade à população, com ruas pavimentadas, transitáveis e preparadas para os períodos de chuva”, afirmou a prefeita. 

Na região do Bandeira, os investimentos em obras de pavimentação e drenagem já se aproximam de R$ 14 milhões. As intervenções fazem parte do programa Vira CG Infraestrutura.

A iniciativa prevê mais de R$ 280 milhões em investimentos ao longo de 2026 para a execução de pavimentação asfáltica, drenagem, recapeamento e implantação de ciclovias. Ao todo, mais de 200 ruas de Campo Grande serão contempladas com obras de infraestrutura.
 

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