Cidades

FRUSTRAÇÃO

Caixa não suporta peso da água e desaba na aldeia de Dourados

Estrutura estava sendo enchida pela primeira vez e agora existe o temor que outras tantas que foram erguidas apresentem o mesmo defeito estrutural

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Uma caixa d’água com capacidade para 30 mil litros e a partir da qual cerca de 300 famílias da aldeia Jaguapiru, em Dourados, receberiam água desabou na madrugada deste sábado na área indígena onde residem em torno de 20 mil indígenas.

Cerca de outras 20 estruturas semelhantes foram construídas na região pelo Governo do Estado e o temor agora é de que também não suportem o peso da água. 

A estrutura que desabou faz parte de uma série de investimentos, da ordem de R$ 53 milhões, em todas as reservas indígenas do Estado. A reserva de Dourados, que tem em torno de 3,5 mil hectares, é uma espécie de bairro de Dourados e concentra população maior que 46 municípios de Mato Grosso do Sul e mesmo assim a população é obrigada a captar água de córregos e açudes.

O incidente ocorreu por volta das 2 da madruga e por conta do horário não havia ninguém por perto que pudesse sofrer ferimentos. A estrutura foi recém-montada e estava sendo enchida pela primeira vez. A partir deste sábado começaria a distribuição de água para as famílias mais próximas. 

No ano passado, em janeiro e em novembro, moradores das reservas Bororo, Jaguapiru e Panambizinho chegaram a interditar a rodovia entre Dourados e Itaporã para exigir abastecimento.

Nos últimos protestos, que se arrastaram durante uma semana, o Batalhão de Choque da PM chegou utilizar bombas de efeito moral e balas de borracha para desbloquear a MS-156. 

Depois disso, os governos federal e estadual começaram uma série de investimentos para reduzir o problema. O Estado perfurou dois poços, com  investimento de aproximadamente R$ 490 mil.

O Governo Federal disponibilizou outros R$ 2 milhões para perfuração de outros poços. Conforme o ministério dos povos indígenas, pelo menos 18 foram perfurados nos últimos meses.

Além disso, no começo da semana, dois caminhões-pipa, que custaram em torno de R$ 1,5 milhão foram entregues às aldeias para minimizar o problema até que uma rede de distribuição seja implantada em toda a comunidade.

Ao tomar conhecimento do ocorrido ainda na manhã deste sábado,  o deputado federal Geraldo Resende ligou para o DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) em Brasília e solicitou a implantação imediata de uma nova caixa d’água. “Quem fez o serviço deve assumir os custos de uma nova instalação, que tenha a estrutura adequada”.

No começo da manhã deste sábado a Secretaria de Estado de  Cidadania informou que ainda neste sábado enviaria uma equipe de técnicos ao local para avaliar a estrutura que desabou e fazer uma análise nos demais reservatórios que foram instalados e seriam ativados nos próximos dias. 

Segundo o capitão Ramão Fernandes, da Aldeia Jaguapiru, o equipamento estava programado para atender 300 famílias e seria ativado neste sábado. “A caixa estava sendo enchida essa noite, e provavelmente a base de concreto não suportou o peso e caiu, trazendo grande frustração para as famílias que começariam a receber a água em suas torneiras”, afirmou, conforme reportagem do site Douradosnews. 

“Demorou um mês para instalarem essa caixa; agora é preciso que as autoridades cobrem agilidade para que seja colocada outra no lugar”, afirmou Ramão Fernandes. “Pelo que percebemos, faltou ferro na estrutura da base do reservatório. É preciso que esse problema seja corrigido para que a nova instalação suporte o peso e não caia novamente”.

PROBLEMA ESTRUTURAL

 
De acordo com informações preliminares, além da caixa d’água que caiu, em torno de 20 estruturas semelhantes foram instaladas nos últimos dias nas aldeias Bororó e Jaguapiru. E, de acordo com os indígenas, se as demais tiverem a mesma composição de material (inclusive sem o uso de ferro) poderão cair, da mesma forma.

“Vamos acionar, se necessário, até o Ministério Público, para que haja a responsabilização de quem, eventualmente, tenha agido com negligência na instalação desta e de outras caixas. Já não basta o problema histórico da falta de água nas aldeias douradenses, e ocorre mais esse problema. A solução precisa ser urgente”, afirmou o deputado  Geraldo Resende, autor da emenda parlamentar que permitiu a compra dos dois caminhões-pipa entregues no começo da semana.

No dia 9 de junho, a ministra  dos Povos Originários, Sônia Guajajara, chegou a participar de uma espécie de inauguração do reservatório que desabou e dos poços que já estavam perfurados nas aldeias de Dourados. 

No interior

Mirando esquema de lavagem de dinheiro, operação da Defron prende quatro neste sábado

Um veículo foi apreendido e mais sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Dourados, Rio Brilhante e Ponta Porã

12/09/2026 17h00

Divulgação

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Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil na manhã deste sábado (12), durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. 

A ação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em três municípios do Estado. Em Dourados, onde ocorreram as quatro prisões, os policiais fazem buscas em cinco endereços. As demais ordens foram cumpridas em Rio Brilhante e Ponta Porã.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a investigação teve origem em outra ocorrência de tráfico de drogas apurada pela Defron. A partir das diligências, os investigadores identificaram a participação de diferentes pessoas no fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.

Ainda conforme a polícia, a apuração também apontou movimentações financeiras relacionadas à atividade criminosa, levando à investigação por lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos. O material será submetido à análise e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Uma Toyota Hilux SW4, avaliada em aproximadamente R$ 200 mil, também foi apreendida durante a operação. As investigações continuam e os presos permanecem à disposição da Justiça. A operação foi coordenada pela Defron, com apoio do Setor de Investigações Gerais, o SIG de Dourados e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

Show Mantido

Samuel Rosa faz show de graça na Capital neste domingo

Apresentação acontece a partir das 18h, no Parque das Nações Indígenas, e público é convidado a levar 1 kg de alimento não perecível

12/09/2026 16h33

Cantor Samuel Rosa volta a Campo Grande

Cantor Samuel Rosa volta a Campo Grande

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Campo Grande recebe neste domingo (13) o show gratuito de Samuel Rosa, no Parque das Nações Indígenas. A apresentação começa às 18h e integra a programação especial pelos 80 anos do Sesc MS. A Banda V12 será responsável por abrir a noite antes da apresentação do cantor.

O evento reúne diferentes gerações da música e marca a passagem da turnê solo de Samuel Rosa pela Capital. Ex-vocalista do Skank, o cantor apresenta músicas do álbum "Rosa" e sucessos de mais de três décadas de carreira.

A programação começa às 18h com a Banda V12, grupo formado em Campo Grande que surgiu em 2016, inicialmente com o nome V8 e uma proposta acústica. Dois anos depois, a banda passou por mudanças de formação e adotou a identidade atual, com repertório voltado ao pop rock.

Na sequência, Samuel Rosa sobe ao palco para o show da turnê solo. O repertório reúne músicas de sua carreira após o fim do Skank e canções do álbum "Rosa".

A entrada é gratuita e o público é convidado a levar 1 kg de alimento não perecível para contribuir com o Sesc Mesa Brasil. As doações arrecadadas serão destinadas a instituições sociais cadastradas no programa, que atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar.

O que pode levar para o show

O público poderá levar cadeira para acompanhar a apresentação com mais conforto, além de bebidas em latas ou garrafas plásticas e alimentos para consumo próprio. Também haverá food trucks no local, com opções de comidas e bebidas.

Entre os itens proibidos estão garrafas de vidro, objetos cortantes ou perfurantes e materiais que possam oferecer risco ao público.

O show está mantido, apesar da previsão de chuva para Campo Grande neste domingo. A apresentação será realizada no Parque das Nações Indígenas, nos altos da Avenida Afonso Pena.

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