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Saúde

Calor agrava problemas de pele como rosácea e brotoeja

Perigos do sol agravam problemas principalmente em idosos e crianças

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Problemas relacionados à exposição prolongada ao calor extremo, como o que vem ocorrendo nos últimos dias pelo Brasil, pode trazer sérios danos à saúde. Algumas condições já existentes podem ser agravadas, mas outras são desencadeadas pelas altas temperaturas. Os perigos ficam ainda maiores em crianças, idosos e pessoas com a saúde debilitada.

O sol forte pode causar o chamado estresse térmico, ao qual o corpo humano reage, tentando equilibrar sua temperatura interna, que é de 36°C. Entre outras reações, ele libera o suor e apresenta uma vasodilatação nas artérias, responsáveis por levar o sangue aos órgãos. Nestes momentos, pode haver queda de pressão sanguínea, causando sensação de mal-estar, moleza e canseira.

"Existem várias condições agravadas pelo aumento da temperatura do ambiente. Algumas agravadas, mas não geradas por ele, como no paciente que já tem uma doença base, como a rosácea. Neste caso, a pele piora por conta da vasodilatação provocada pelo calor", explica a dermatologista Valéria Zanela Franzon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

No entanto, existem outras condições diretamente relacionadas ao calor, como as urticárias, bolinhas vermelhas, chamadas de urticas, que provocam muita coceira e desconforto. "Elas podem ser desencadeadas em ambiente e dias muito quentes, mas também com banhos em temperatura elevada, ou ainda por estresse térmico", diz ela.

Os problemas se agravam no começo do verão, quando as pessoas costumam se expor ao sol após meses de frio e pouca luz. Entre os possíveis resultados está a erupção polimórfa à luz. "Ela passou o período de inverno, no qual se protegeu, e aí coloca o biquíni e vai para o primeiro banho de piscina ou de praia", diz a médica. A erupção se manifesta em várias bolinhas vermelhas, especialmente na região do pescoço e colo, provocando muita coceira.

Outro caso comum nos dias de muito sol é a insolação, quando a pele recebe tanto calor que acaba queimando. "Estava numa festa e não percebi que o sol estava entre as nuvens, então não senti queimando. Quando cheguei em casa que percebi. Até o banho de água fria queimava. Foi horrível", conta a estudante Luastel das Neves. Ela diz que nos três dias seguintes teve muita febre e sensação de gripe. Depois, viu o corpo todo descascar. "Até meu rosto, meu coro cabeludo descascou. Não conseguia nem colocar roupa. Levou uns dez dias para eu melhorar."

O pediatra Renato Kfouri explica que a insolação é uma hipertermia, quando o mecanismo de resfriamento da pele, a transpiração, falha e causa desidratação. "Pode levar a um quadro de baixa oxigenação cerebral, com quadros neurológicos graves."

Os perigos do sol podem ser ainda maior em idosos, pois já possuem a pele naturalmente mais frágil e ressecada, além de alterações na circulação. "Eles sofrem mais no calor e necessitam de cuidados redobrados", afirma o cardiologista Fernando Nobre, da Faculdade de Medicina da USP.

"Isso não quer dizer que os jovens estão livres do perigo. Ninguém deve se expor a temperaturas extremas por longo tempo, mesmo que protegidos", alerta.

Já os bebês sofrem de outra forma, com a desidratação e o excesso de roupas. "Os pais acabam agasalhando demais a criança, que pode não conseguir fazer com que o corpo troque o calor com o ambiente. Com isso, transpira demais e acaba fazendo a miliária, conhecida como brotoeja", diz Franzon.

Há vários tipos de brotoeja, mas a mais comum é branca, com um líquido dentro, chamado de vesículas. "É necessário deixar a criança com roupas leves, para que o corpo possa ventilar e a glândula sudorípara trabalhar adequadamente", completa a dermatologista.

A baixa umidade relativa do ar aumenta ainda os riscos de doenças respiratórias. O ressecamento das vias aéreas favorece a secreção mais espessa das vias aéreas e facilita infecções virais e bacterianas, além de respiratórias. "A hidratação funciona como um fluidificador destas secreções", destaca Kfouri.

"Com isso temos uma exposição maior aos alergênicos, ocasionando doenças alérgicas, como rinite, asma e bronquite."

A indicação é não se expor a ambientes externos com sol, principalmente entre 10h e 16h. "Atividade física em meios externos é absolutamente contraindicada. Até mesmo pessoas saudáveis devem evitar. O que vale para jovens e crianças nas escolas", afirma o cardiologista.

A água é essencial para evitar a desidratação. "Tome água a todo momento, não apenas quando der sede. Use protetor solar, chapéu, óculos, boné e sombrinha", reforça Nobre, destacando que esse não é o momento de querer ficar bronzeada para o verão.

90 dias

Atuação da Força Penal Nacional em presídios de MS é prorrogada

Ministério da Justiça prorrogou o auxílio do efetivo por mais 90 dias em estabelecimentos penais de Campo Grande e Dourados

17/08/2026 14h00

Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande é uma das que a Força Penal Nacional atua

Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande é uma das que a Força Penal Nacional atua Foto: Gerson Oliveira / Arquivo / Correio do Estado

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O Ministério da Justiça e Segurança prorrogou hoje (17) por mais 90 dias o emprego da Força Penal Nacional na a Máxima de Campo Grande, o  Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho; e na Penitenciária Estadual de Dourados, localizada a aproximadamente 120 quilômetros da fronteira com o Paraguai. O objetivo é dar continuidade ao trabalho de varredura de aparelhos celulares e materiais ilícitos nos presídios, iniciado em maio deste ano.

A Portaria  Nº 1.280, publicada hoje no Diário Oficial da União, permite “excepcionalmente”, o emprego da Força Penal Nacional, em caráter episódico e planejado para treinamento, capacitação e desenvolvimento de protocolos de segurança.

O texto afirma que a operação atende solicitação do Governo de Mato Grosso do Sul com o apoio logístico e terá a supervisão dos órgãos de administração penitenciária e de segurança pública do estado, sendo que o número de profissionais federais não foi divulgado.

Esta decisão permite a continuidade de operações específicas de revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional e o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, com o objetivo de fortalecer a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.

Nessa atuação conjunta entre Governo do Estado e Ministério está sendo utilizado o georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

A Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.

 

MATO GROSSO DO SUL

Bioparque Pantanal pode ganhar nome de cientista corumbaense nascida em 1912

Projeto busca complementar nomenclatura do espaço em homenagem à pesquisadora que é uma das principais referências da taxonomia vegetal no Brasil

17/08/2026 12h32

Importante frisar: não há a intenção de retirar o já consolidado título de

Importante frisar: não há a intenção de retirar o já consolidado título de "Bioparque Pantanal", mas sim acrescentar o nome da pesquisadora em complemento à identidade do local. Marcelo Victor/Correio do Estado e Arquivo Graziela Maciel Barroso

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De autoria da deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT), professora Gleice Jane, um projeto protocolado na última semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, pode trazer ao nome do Bioparque Pantanal um complemento em homem à cientista corumbaense nascida em 1912 que tornou-se uma das principais referências da taxonomia vegetal no Brasil. 

Graziela Maciel Barroso nasceu em Corumbá, em 1912, e atuou como naturalista no Jardim Botânico do Rio de Janeiro antes mesmo de ingressar na universidade em busca de uma graduação, título esse que chegou quando ela já havia completado meio século vivido. 

Agora, conforme proposto pela deputada Gleice Jane (PT), a instituição na Capital do Mato Grosso do Sul passaria a se chamar: Bioparque do Pantanal Graziela Maciel Barroso. 

Ainda segundo a justificativa da parlamentar, para além de ampliar a presença de figuras femininas na memória de espaços públicos locais, a homenagem valorizaria as conquistas e contribuições da pesquisadora que chegou a ser a única mulher entre os candidatos aprovados em concurso público para atuar como naturalista no Jardim Botânico do RJ. 

Importante frisar que não há a intenção de retirar o já consolidado título de "Bioparque Pantanal", mas sim acrescentar o nome da pesquisadora em complemento à identidade do local.

Entenda

Após anos sendo um "elefante branco", o um dia popularmente conhecido como "aquário de Campo Grande" foi inaugurado em 28 de março de 2022 como Bioparque Pantanal.

Gleice Jane defende que associar o nome da cientista ao Bioparque permite aproximar duas dimensões da história sul-mato-grossense: a rica biodiversidade local e a contribuição das mulheres para a produção científica.

“Graziela nasceu em Corumbá e se tornou uma das maiores referências da botânica brasileira, mas sua história ainda é pouco conhecida pela própria população de Mato Grosso do Sul. Dar seu nome ao Bioparque é reconhecer uma cientista extraordinária, valorizar a ciência produzida por mulheres e mostrar às novas gerações que uma mulher sul-mato-grossense ajudou a construir conhecimento fundamental sobre a biodiversidade do nosso país”, diz a deputada.

Através de seu trabalho, Graziela contribuiu para o estudo e classificação da flora nacional, considerada uma principais catalogadoras de plantas do país, sendo parte fundamental inclusive da formação das diferentes gerações de pesquisadores que estariam por vir. 

Conforme o texto da proposta, há uma baixa presença de mulheres na denominação de equipamentos e espaços públicos, nomes que, se atribuídos a esses locais, poderiam contribuir para a construção da memória coletiva, reconhecendo figuras femininas no imaginário popular com o passar dos anos. 

“A memória de um Estado também é construída pelos nomes que escolhemos preservar. Durante muito tempo, as contribuições das mulheres para a ciência, a educação, a cultura e tantas outras áreas foram invisibilizadas. Homenagear Graziela é também dizer que as mulheres fizeram e continuam fazendo parte da construção da história de Mato Grosso do Sul”, afirma Gleice Jane.

Para ela, há ainda um simbolismo em vincular toda a jornada da botânica ao equipamento público local que se dedica à preservação da biodiversidade. 

 

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