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Calor gera consumo recorde e derruba energia em cidades de MS

Por volta das 22h de ontem (25), houve um novo recorde, com o maior consumo registrado na história, quando a potência alcançou o pico de 1.395 MW (Megawatts)

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O alto consumo de energia elétrica fez com que o sistema de abastecimento de Campo Grande e algumas cidades do interior não conseguissem suprir a demanda, deixando alguns bairros parcialmente sem energia, nesta segunda-feira (25). 

Segundo a Energisa, por volta das 22h de ontem, houve um novo recorde, com o maior consumo registrado na história, quando a potência alcançou o pico de 1.395 MW (Megawatts). 

Anteriormente, o recorde havia ocorrido na última quinta-feira (21), quando o uso foi de 1.248 MW. 

O pico de ontem representou um aumento de 11%, se comparado ao do dia 29. Essa diferença é o suficiente para abastecer uma Dourados e meia, a segunda maior cidade do Estado.

A situação poderia ser pior se não fosse a energia solar. Durantre periodo em que existe sol, 115 mil consumidores retiram energia das placas fotovoltaicas, o que significa pouco mais de 10% dos 1,1 milhões de cliente da energisa nos 74 municipios do estado. 

À noite, quando a energia solar não funciona, essa demanda passa a consumir energia distribuída pela rede e, por isso, há sobrecarga no período noturno. 

Veja os bairros Campo Grande parcialmente impactados com queda de energia: 

  • PARQUE RESIDENCIAL RITA VIEIRA
  • PIONEIROS
  • MONTE CASTELO
  • VILA VILAS BOAS
  • JARDIM LOS ANGELES
  • UNIVERSITÁRIO
  • JARDIM PARATI
  • JARDIM CENTENÁRIO
  • SANTO AMARO
  • JARDIM TV MORENA
  • CARANDA BOSQUE

Bairros Dourados: 

  • PARQUE ALVORADA
  • CACHOEIRINHA
  • ÁGUA BOA

Bairros Itaporã: 

  • VILA PIONEIRA 
  • VILA CRISTO REI

Monitoramento da onda de calor 

A Energisa informa que com as temperaturas chegando a 42°C e com a demanda de energia atingindo nova máxima histórica, os clientes devem declarar a carga utilizada.

“Contamos com o apoio dos nossos clientes, sejam eles comerciais, residenciais ou industriais, que devem declarar corretamente a carga utilizada para evitar sobrecarga e possíveis interrupções de energia. E quando tiver uma ocorrência, o cliente deve entrar em contato com a gente pelos canais de atendimento”, explica Rodolfo Acialdi Pinheiro, gerente de Planejamento de Orçamento da Energisa.

Ana Paula Paes, meteorologista e consultora da Energisa, explica que essa onda de calor foi provocada pela atuação de um bloqueio atmosférico, que impediu o avanço de frentes frias pela região. “Além disso, a influência do fenômeno El Niño tende a fazer com que as ondas de calor sejam mais intensas e frequentes”, disse. 

Logo, a empresa destaca que um dos cuidados, nesse período, é com os equipamentos de distribuição de energia. 

Preço na conta de luz 

Devido às altas temperaturas, as pessoas também devem ficar atentos às variações de temperatura que podem contribuir para o aumento da conta de energia, já que o uso dos aparelhos de ar-condicionado, ventilador e geladeira aumenta. 

Algumas atitudes podem contribuir para suavizar o custo na conta de energia do fim do mês, destaca a Energisa:

Ar-condicionado

  •  Não deixe portas e janelas abertas com o equipamento ligado. 
  •  Mantenha os filtros limpos. 
  •  Diminua ao máximo o tempo de utilização do aparelho. 
  •  Coloque cortinas nas janelas que recebem sol direto.
  •  Se possível, priorize a posição de 23ºC. 

 
Ventilador

  • Deixe ligado apenas quando alguém estiver usando. Deixar o ventilador ligado com antecedência para tentar refrescar um ambiente, não funciona, ele apenas desperdiça energia.

  
Geladeira 

  • Evite deixar a porta aberta. 
  • Regule a temperatura interna de acordo com o manual de instruções. 
  • Não coloque alimentos quentes dentro do equipamento. 
  • Deixe espaço para ventilação na parte de trás da geladeira.  
  • Não forre as prateleiras. 
  • Descongele a geladeira e verifique as borrachas de vedação regularmente.

Em casos de queda de energia, é necessário que os consumidores registrem a solicitação de falta de energia pelos canais de comunicação. A atualização de carga pode ser feita pelos mesmos meios.

Anastácio

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Mandado é cumprido em Anastácio e equipamentos são apreendidos; investigação apura possível envolvimento de outros suspeitos e reforça alerta sobre riscos na internet

23/04/2026 17h32

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS Foto: Arquivo PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Aeges 2 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Anastácio.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A corporação também destacou a importância da atualização na forma de tratar esse tipo de crime. Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, há uma orientação internacional para que se utilize expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.

A mudança de nomenclatura busca evidenciar a gravidade das violações e o impacto causado nas vítimas.

Prevenção 

Além da repressão, a Polícia Federal reforçou o papel fundamental da prevenção. Em nota, a instituição orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes, estabelecendo diálogo aberto sobre os riscos presentes no ambiente virtual.

O monitoramento de redes sociais, jogos online e aplicativos, aliado à educação digital, é apontado como uma das principais formas de proteção.

A recomendação inclui ainda atenção a mudanças de comportamento, como isolamento, uso excessivo ou sigiloso de dispositivos eletrônicos, que podem indicar situações de risco.

A orientação é que crianças e adolescentes sejam incentivados a relatar qualquer abordagem inadequada, tanto no ambiente virtual quanto no convívio presencial.

Para a Polícia Federal, a informação e o acompanhamento familiar continuam sendo ferramentas essenciais no enfrentamento desse tipo de crime, considerado um dos mais graves por atingir diretamente a dignidade e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Operação Oncojuris

Fraude milionária envolvia ex-servidor, donos de farmácias e candidato a vereador

Esquema manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos

23/04/2026 17h20

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina Foto: Marcelo Victor/ Correio do Estado

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Guilherme de Oliveira Neto, Luiz Henrique Marino, Reginaldo Pereira dos Santos, Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada presos na manhã desta quinta-feira (23) no âmbito da 'Operação Oncojuris' são apontados como integrantes de um esquema criminoso que teria causado prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos do Estado.

Segundo apurado pela polícia, os cinco exerciam diferentes funções no esquema que manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos por meio de pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem qualquer capacidade financeira ou estoque. O grupo ingressava em ações judiciais como parte interessada, oferecendo medicamentos com valores muito abaixo do Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

As investigações começaram há sete meses após o Núcleo de Atendimento à Saúde (Nas) identificar um padrão considerado atípico em decisões sobre a compra de medicamentos, inclusive para tratamento de câncer.

Outro ponto crítico revelado pela investigação é que os medicamentos, em muitos casos, eram importados de forma irregular, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias mínimas de segurança, colocando em risco pacientes, especialmente aqueles em tratamento oncológico.

Donos de farmácias, Luiz Henrique Marino e Reginaldo Pereira dos Santos são investigados por atuar como empresários locais, fornecer orçamentos e participar diretamente da execução financeira das fraudes.

Ex-servidor público, Guilherme de Oliveira Neto e Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada, estes advogados, são investigados por compor o chamado "núcleo jurídico" do esquema, responsável por viabilizar as decisões que autorizavam o bloqueio de verbas públicas.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados em diferentes regiões do país. Entre os cinco mandados de prisão expedidos em Mato Grosso do Sul, apenas  Luiz Henrique Marino foi preso em Ribas do Rio Pardo. Os demais foram detidos em Campo Grande.  

Operação

Exonerado em junho de 2025, Guilherme de Oliveira Neto trabalhava na Secretaria de Estado de Saúde apontado como uma das peças de articulação interna do esquema. A apuração aponta ele como um dos que direcionavam os orçamentos de empresas específicas para subsidiar decisões judiciais.

Reginaldo Pereira dos Santos aparece como responsável por empresas como a Medic Import, além da Drogaria Vitória, localizada na Avenida Ernesto Geisel. Conforme as investigações, as empresas atuariam fornecendo orçamentos e, posteriormente, recebiam os valores liberados judicialmente.

Conhecido como "Henrique da Farmácia", Luiz Henrique Marino, foi candidato a vereador em Ribas do Rio Pardo em 2024 pelo PL, obteve 381 votos e não se elegeu. 

Segundo as autoridades, após a liberação dos recursos, grande parte dos valores era desviada por meio de cobranças de taxas de serviço ou assessoria, que podiam ultrapassar 70% do total repassado. Apenas uma pequena fração era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente R$ 78 milhões, afirmou o superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos desviados.

A deflagração da Operação Oncojuris, foi conduzida pela Receita Federal em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado.

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