Cidades

Onda de Calor

Calor intenso coloca Campo Grande em alerta de "grande perigo"

Instituto de meteorologia alerta "grande perigo" devido as altas temperaturas na Capital

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Apesar da chuva ontem, que trouxe um breve alívio, as temperaturas voltaram a subir, em Campo Grande. No último final de semana do verão, o sábado (16) iniciou com a manhã quente na região central registrando 33ºC. 

A previsão, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)  para a Capital é de 35ºC ao longo do dia. Com grau de severidade em alerta vermelho. 

Na sexta-feira (15), a chuva aliviou a alta temperatura na Capital que em torno de 12h registrava 35,6ºC quando as nuvens de chuva começaram a ficar mais densas. A chuva iniciou às 15h e a temperatura despencou para 23,5ºC.

O verão termina na próxima quarta-feira (20). Neste período do ano a temperatura fica cerca de cinco graus acima da média por influência do fenômeno El Niño.

As regiões mais afetadas pelas altas temperaturas  são o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país.

 

Divulgação INMET

 

Ainda, em Campo Grande no domingo (17), a temperatura máxima será de 34°C e a mínima 24°C. A semana entre o dia 18 a 20 de março indicam temperaturas altas na casa de 34°C.

Altas temperaturas em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as temperaturas podem chegar até a 40°C. 


As regiões do Estado que mais devem sofrer com as ondas de calor são as regiões Sul, Sudoeste, Sudeste e Leste do Estado. A umidade do ar pode variar entre 15% a 35%.

Ainda, segundo o Cemtec na terça-feira (12), o município de Corumbá registrou a maior temperatura em todo Mato Grosso do Sul, com 38,8°C. Enquanto Jardim foi o município com menor índice de umidade do ar registrando 26%.

O metereologista da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Vinícius Sperling, explicou que as altas temperaturas estão ligadas a alta pressão atmosférica que atinge a região Centro Sul do país. 

"Com essa alta pressão acima da superfície quente funciona praticamente como uma tampa porque você tem os ventos subsidentes, movimento de cima para baixo dentro dessa massa de ar. Então esses ventos não são favoráveis à formação de nuvens e eles comprimem o ar quente próximo à superfície".

Cuidados

  • Evitar a sair durante os períodos mais quentes do dia
  • Procurar sempre se abrigar da exposição do sol em sombras
  • Tomar muita água, vestir roupas leves
  • Procurar ficar em locais frescos e ventilados
  • Tomar cuidados com a hidratação de idosos e crianças
  • Suspensão de exercícios físicos das 10h às 16h


Contate a Defesa Civil (telefone: 199).

 

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CAMINHOS

Veja como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

Assunto ganha importância durante o Setembro Verde, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante

20/09/2026 08h47

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim Divulgação

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Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, mais de 32 mil brasileiros já usaram os cartórios para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos. 

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

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SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

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