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Câmara Municipal diz que Prefeitura não debateu sobre aumento do IPTU na Capital

Moradores de Campo Grande reclamam dos valores elevados cobrados no carnê, ultrapassando a margem dos 5,32% de reajuste oficial estabelecido pela Prefeita Adriane Lopes

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Papy, comunicou, por meio de nota oficial, que a Casa de Leis não participou da discussão sobre o aumento do IPTU e na redução do desconto para pagamento à vista. 

Na nota, o vereador afirma que irá constituir uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração e aplicação dos novos valores do IPTU.

Por fim, a Câmara Municipal enviou um ofício à prefeita Adriane Lopes (PP), solicitando explicações sobre a metodologia utilizada no cálculo dos novos valores e os motivos da redução do desconto para pagamento à vista.

Ofício enviado pela Câmara de Vereadores de Campo Grande à Prefeita Adriane Lopes
Ofício enviado pela Câmara de Vereadores de Campo Grande à Prefeita Adriane Lopes / Reprodução: rede social / Rafael Tavares

Ao Correio do Estado, o vereador Rafael Tavares, que lidera a comissão formada para questionar as medidas adotadas pela Prefeitura de Campo Grande, falou sobre a situação: 

"A cidade de Campo Grande tem muitos problemas, a prestação de serviço público na cidade é ruim e então ao meu entender não é o momento da Prefeitura reajustar valores de imóveis, aumentando assim a arrecadação e justamente onerando a população. Então nós queremos realmente compreender quais foram as bases de cálculos utilizadas para essa atuação, atualização dos valores de imóveis e também o motivo de cancelar o desconto de 20% que havia para o pagamento à vista".

Ele complementa que em nenhum momento a Câmara Municipal foi consultada sobre a alteração e que a população de Campo Grande tem cobrado dos vereadores.

"Essa decisão de aumentar os valores dos imóveis foi exclusiva da Prefeitura, não passou pela Câmara, não passou pelos vereadores e esse é um dos motivos também que faz com que a gente busque essas informações. Afinal, nós fomos eleitos pela população e justamente para fazer essa ligação com o Poder Executivo e quando uma decisão como essa que onera a população é tomada de uma forma unilateral, fica uma situação complicada na relação com o Executivo".
 

Nota da Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Campo Grande, por meio de sua Presidência, vem a público esclarecer que não participou da discussão, deliberação ou aprovação dos novos critérios que resultaram no aumento do IPTU e na redução do desconto para pagamento à vista. Nenhuma proposta relacionada à base de cálculo, atualização de valores ou forma de cobrança passou por esta Casa de Leis.

Reforçamos que a Câmara não foi consultada, tampouco convidada a opinar sobre as mudanças implementadas pela Prefeitura.

Como presidente da Câmara, assumo o compromisso de constituir imediatamente uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar com profundidade os critérios utilizados na elaboração e aplicação dos novos valores do IPTU. É nosso dever institucional fiscalizar e compreender os fundamentos técnicos e legais que foram impostos à população sem o devido debate com o Legislativo.

Enviaremos um ofício à Prefeitura Municipal solicitando formalmente explicações detalhadas sobre a metodologia utilizada no cálculo dos novos valores e os motivos da redução do desconto para pagamento à vista. Exigimos que tais informações sejam apresentadas de forma clara, acessível e transparente.

Reforçamos nosso compromisso com cada cidadã e cidadão de Campo Grande. Esta Casa Legislativa seguirá atuando com firmeza, responsabilidade e respeito à população, defendendo sempre a justiça fiscal e a transparência na gestão pública.

Reajuste

A prefeita Adriane Lopes, por meio do decreto n. 16.443, de 10 de novembro deste ano, reduziu o desconto de 20% para 10% no pagamento à vista do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares no ano de 2026. O prazo para o pagamento é até 12 de janeiro.

Junto a esta medida, também foi divulgado que o reajuste oficial do imposto seria de 5,32%. Porém, recentemente, moradores de Campo Grande reclamaram do valor elevado que aparece nos carnês, com aumento muito acima do estabelecido.

Nas redes sociais dos vereadores e da Prefeitura, os campo-grandenses, indignados com a situação do aumento abusivo no IPTU, reclamaram dos valores abusivos dos impostos. "31 % de aumento em minha casa",  "Aqui, ela subiu 41% em uma casa que nem asfalto tem". "Tenho só um terreno no meio do mato, não passa nem carro na rua e veio mais de 500 reais", "O meu subiu quase 45%, lembrando que tudo está pior, asfalto, segurança e nada mudou para melhor" são alguns dos comentários da população.

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CONFRONTO POLICIAL

Choque nega elo entre confrontos em MS e decisão dos EUA sobre PCC e CV

Subcomandante do Choque afirmou que o aumento da quantidade de confrontos policiais se deve a crescente atuação do crime organizado no Estado

09/06/2026 12h00

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026 Naiara Camargo

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Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, negou relação entre o aumento no número de confrontos policiais ocorridos nas últimas semanas em Mato Grosso do Sul e a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) em classificar como terroristas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Interrogado pelo Correio do Estado, o capitão afirmou que o aumento da quantidade de confrontos policiais se deve a crescente atuação do crime organizado no Estado.

“Não. Não tem essa relação diretamente. Acontece que o crime cada vez mais está se utilizando mais de violência, de ameaça, porque o Estado também está em cima deles. Então o Estado está fazendo a sua parte, principalmente a Polícia Militar do Estado do Mato Grosso do Sul. A gente continua combatendo. Então, o crime cada vez mais vai evoluindo e vai ficando mais agressivo. Então não tem relação diretamente com essa situação lá do presidente dos Estados Unidos, não”, explicou o capitão, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (9).

Nos últimos dias, mortes decorrentes de intervenção legal de agente de Estado têm crescido no Estado.

Em 9 de junho, A.D.S morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Sonora, município localizado a 362 quilômetros de Campo Grande.

Em 8 de junho, M. E. A., de 22 anos, apelidado como "perturbado", morreu em confronto com o Batalhão de Choque (BPMChoque), em Sidrolândia, município localizado a 70 quilômetros da Capital.

Em 6 de junho, M.O.M.S, de 19 anos, morreu em confronto com o Choque no jardim Tijuca, em Campo Grande.

Em 5 de junho, C.D.F.M., de 25 anos e A.C.C.R., de 28 anos, morreram em confronto com o Choque em Rio Verde, município situado a 203 quilômetros de Campo Grande.

Sobre os confrontos na região norte de MS, o capitão afirmou que o aumento é esporádico.

“Esse aumento da situação do Norte é esporádico. Na verdade [os confrontos ocorrem no] Estado inteiro, o Estado é um Estado com cinco divisas, duas fronteiras, já tem todos esses detalhamentos da situação geográfica. Então tem havido crimes no Estado inteiro, não é somente na região norte”, disse.

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 50 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 9 de junho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 50 mortes,

  • 8 ocorreram em janeiro
  • 5 em fevereiro
  • 9 em março
  • 9 em abril
  • 14 em maio
  • 5 em junho
  • 47 são homens
  • 1 é mulher
  • 2 não tiveram o sexo divulgado
  • 24 são adultos
  • 19 são jovens
  • 3 são adolescentes
  • 2 são idosos
  • 2 não tiveram a faixa etária divulgada

Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Subcomandante do Batalhão de Choque, capitão Clemente, em coletiva de imprensa realizada em 9 de junho de 2026Fonte: Sejusp

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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