Com sete meses para o fim de 2026, Mato Grosso do Sul já acumula 14 vítimas pela arbovirose transmitida através do mosquito da dengue
Mato Grosso do Sul fechou abril com um total de 14 óbitos por Chikungunya e outras duas mortes sendo investigadas em decorrência dessa arbovirose, o que faz MS beirar o pior ano da série histórica distante ainda cerca de sete meses para o final de 2026.
Conforme o boletim epidemiológico elaborado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES), referente à última semana epidemiológica de abril, Dourados chegou à marca de nove mortes, o que fez o Estado atingir o número de 14 óbitos no intervalo de quatro meses neste ano.
Sendo 17 mortes o total que marca o pior índice para um período de 12 meses, registrado no ano passado, desde que a doença passou a ser catalogada pela SES em 2015, 2025 já terminou com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, acumulando, inclusive, o dobro do total de óbitos da última década.
Pelo documento mais recente da SES, a última morte registrada até então trata-se de um paciente masculino de 28 anos, morador de Dourados, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital.
Seus primeiros sintomas foram sentidos no domingo de 19 de abril e seu óbito foi registrado no sábado seguinte, 25. Sem nenhuma comorbidade relacionada, a confirmação do óbito como positivo para Chikungunya aconteceu no último dia 29.
Além dessas 14 vítimas de Chikungunya até o fim de abril em Mato Grosso do Sul, o Estado fechou o quarto mês de 2026 com mais dois óbitos em investigação e 52 gestantes confirmadas com a arboviroses, em um universo de 2.997 registros da arbovirose entre 8.894 casos prováveis.
Chikungunya em MS
Cabe destacar que essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março do ano passado Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.
Em números, nota-se a dificuldade dos poderes públicos em frear o avanço da doença transmitida pelo vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti.
Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica.
Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, observa-se que a série histórica começa em 2015 com apenas um óbito registrado naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.
Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.
Em outras palavras, os 14 óbitos dos quatro primeiros meses de 2026 já passam da metade das mortes por Chikungunya da última década no Mato Grosso do Sul, sendo 25 entre 2015 e 2025.
Justamente o tempo que leva desde o primeiro relato dos sintomas até a data do óbito, é o que distingue a Chikungunya da dengue e da zika, por exemplo, pois, diferente das demais, na maior parte das vezes costuma ser fatal no intervalo de até três semanas.
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