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Concessionária volta a prometer combate à buraqueira na Rota da Celulose

Caminhos da Celulose é responsável por 870 km de cinco estradas. Duas delas viraram alvo de uma série de reclamações ao longo das últimas semanas

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Alvo de uma série de reclamações por conta das más condições do asfalto nas cinco rodovias sob sua responsabilidade, a  concessionária Caminhos da Celulose garantiu nesta quarta-feira (29) que até o fim de agosto todas elas receberão obras de recuperação e que em uma delas estes trabalhos começam ainda nesta semana.

Em nota enviada ao Correio do Estado, a assessoria da concessionária informou que “a Caminhos da Celulose informa que, após a conclusão dos projetos executivos, contratou as empresas responsáveis pela realização dos reparos no pavimento das rodovias sob sua concessão: BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

Desde o começo de fevereiro, ela responde por 318 quilômetros da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; por 248 quilômetros da BR-267, de Nova Alvorada do Sul até a divisa com São Paulo; por 230 quilômetros da MS-040, de Campo Grande até Santa Rita do Pardo; e pelos pouco mais de 70 quilômetros das rodovias estaduais 338 e 395, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu.

Os principais focos das reclamações são a MS-040 e a BR-267. A nota da Caminhos da Celulose não informa qual delas é prioridade, mas informou que “neste momento, as empresas encontram-se em fase de mobilização para o início das obras. Uma delas dará início aos serviços ainda nesta semana, enquanto as demais iniciarão as intervenções na sequência. A previsão é de que todas estejam mobilizadas até o fim de agosto”.

A promessa atual vem quase um mês depois da primeira, feita no dia 02 de julho. Naquela data, a concessionária informou que "já emitiu as ordens de serviço para o início das obras de restauração do pavimento”. Informou, ainda, que "as intervenções serão executadas simultaneamente em diversas frentes ao longo das rodovias".

No começo de julho, garantiu, também, que “segue realizando serviços de conservação e manutenção nas duas rodovias, com intervenções contínuas para garantir as condições de trafegabilidade e segurança”, referindo-se à MS-040 e à BR-267. Mas, quase um mês depois, as cenas de veículos com pneus estourados parados às margens da estrada estão cada vez mais comuns. 

E, apesar da deterioração do pavimento, a concessionária alega que “a mobilização das equipes e a execução dos serviços seguem o cronograma estabelecido e estão em conformidade com os prazos previstos no contrato de concessão”.

Ultimato da AGEMS

Responsável pela fiscalização do contrato de concessão, o presidente da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul), Carlos Alberto Assis, afirmou ao Correio do Estado nesta quarta-feira que já cobrou a concessionária para providenciar com urgência os reparos para garantir a segurança dos usuários das rodovias.

Em meio às cobranças, deixou claro que “se não entregar tudo aquilo que está no contrato de concessão, não tem cobrança de pedágio a partir de fevereiro do próximo ano”.

Ele lembra que neste “primeiro ano não tem grandes entregas, mas eu já deixei claro que até 10 de agosto, no máximo, precisam colocar as equipes nas estradas para dar tempo de fazerem aquilo que está previsto no contrato”.

A agência também enviou nota ao Correio do Estado dizendo que "a concessionária está cumprindo as obrigações contratuais até o momento. O trabalho de tapa buraco deve ser realizado nos 12 primeiros meses do contrato, mas não existe, no contrato, um cronograma de tapa buraco". 

No mundo da lua

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o Gordinho do Bolsonaro, é um daqueles que veio a público para reclamar da buraqueira da BR-267. Em publicação em suas redes sociais postada na segunda-feira (27) não economizou nas críticas ao Governo Lula.

Antes dele, em meados de junho, o deputado estadual Renato Câmara apresentou no plenário da Assembleia Legislativa, e teve apoio de todos os outros deputados que estavam na audiência, um pedido formal para que o DNIT, órgão federal, providenciasse reparos urgentes nesta mesma estrada.

Apesar de estarem em funções que supostamente representam os interesses da população e que acompanham de perto as decisões dos governantes, eles ignoravam o fato de a rodovia ter sido privatizada e concedida à iniciativa privada, para o consórcio Caminhos da Celulose, no dia 6 de fevereiro deste ano.

A própria concessionária não fez questão, por enquanto, de informar aos usuários que é a responsável pelas rodovias. Pelo menos até o começo de julho, quem chegava de São Paulo por Bataguassu não encontrava nenhuma placa informando que a BR-267 estava sob os cuidados da Caminhos da Celulose.

Ao longo da MS-040, outra que foi tomada por buracos em um trecho de cerca de 100 quilômetros, esta informação até que existe, mas somente em uma placa próximo a Santa Rita do Pardo.

Além desta nova promessa de começar a fazer manutenção adequada no asfalto, a concessionária anunciou nos últimos dias que começou a instalar 13 postos de atendimento aos usuários (SAUs) e assinou acordo com a TIM para serem instaladas torres que garantam cobertura de celular ao longo dos 870 quilômetros das cinco rodovias. 

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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