Economia

BALANÇO

Fechamento de empresas bate recorde em Mato Grosso do Sul

Foram 6,2 mil baixas no primeiro semestre, maior número da série histórica da Jucems; economista diz que abrir empresa ficou mais fácil, mas custo para mantê-la continua elevado

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Enquanto Mato Grosso do Sul comemora sucessivos recordes na abertura de empresas, um outro indicador avança no mesmo ritmo e acende um sinal de alerta no ambiente de negócios.

Dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) mostram que 6.250 empresas encerraram as atividades entre janeiro e junho deste ano, o maior número já registrado no primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2000.

O número representa crescimento de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período de 2025, quando 5.534 empresas deram baixa. O resultado mantém uma trajetória de aceleração observada nos últimos anos.

Em 2023, por exemplo, o Estado contabilizou 5.164 empresas extintas durante todo o ano, em 2024, esse número subiu para 6.467 e, em 2025, outro recorde foi estabelecido, com 9.604 baixas. Agora, em apenas seis meses, Mato Grosso do Sul já alcançou praticamente dois terços do número registrado em todo o ano passado.

O avanço dos fechamentos ocorre justamente em um cenário de forte expansão do empreendedorismo. No mesmo período, a Jucems registrou 8.978 novas empresas, também o maior número da história para o primeiro semestre.

Em relação aos seis primeiros meses de 2025, quando foram constituídas 6.893 empresas, o crescimento foi de 30,2%.

Na prática, os números mostram que o Estado continua gerando mais empresas do que perdendo. O saldo entre constituições e extinções no primeiro semestre foi positivo em 2.728 empreendimentos.

Ainda assim, o crescimento simultâneo dos dois indicadores evidencia um ambiente empresarial mais dinâmico, mas também mais competitivo, em que milhares de empresas conseguem nascer, porém muitas não conseguem permanecer em atividade.

Para o economista Eduardo Matos, o aparente paradoxo pode ser explicado por dois movimentos distintos. O primeiro deles é a transformação ocorrida nas juntas comerciais nos últimos anos, que simplificou o processo de formalização das empresas.

Segundo ele, Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros que mais avançaram na redução da burocracia para abertura de novos negócios, graças à digitalização dos serviços e à integração dos sistemas públicos.

“O Brasil sempre foi reconhecido por ser um país extremamente burocrático para quem queria empreender. Abrir uma empresa demandava tempo, documentos e diversos procedimentos presenciais. Esse cenário mudou bastante. As juntas comerciais passaram por um processo de digitalização e simplificação que facilitou significativamente a abertura de um CNPJ. Hoje, Mato Grosso do Sul é um dos estados mais ágeis nesse processo”, explica.

Na avaliação do economista, essa modernização ajuda a explicar por que a abertura de empresas bate sucessivos recordes desde o ano passado. O desafio, porém, começa depois da emissão do CNPJ.

“Uma coisa é abrir uma empresa, outra completamente diferente é conseguir mantê-la funcionando ao longo do tempo. A facilidade para constituir um negócio não foi acompanhada por uma redução do chamado custo-Brasil, que continua sendo um dos maiores obstáculos para a sobrevivência das empresas”, afirma.

CUSTOS

Entre os principais fatores apontados por Eduardo Matos estão o elevado custo do crédito, os juros ainda altos, a carga burocrática para cumprimento das obrigações tributárias e a intensa concorrência em praticamente todos os setores da economia.

“O empresário continua enfrentando um custo muito alto para operar. Existe um enorme gasto de tempo e recursos apenas para cumprir as exigências tributárias. Soma-se a isso um ambiente de crédito caro, forte concorrência e diversas despesas que acabam reduzindo a capacidade financeira das empresas. São custos invisíveis que tornam muito difícil manter um negócio funcionando por muitos anos”.

Outro fator destacado pelo economista é o elevado endividamento das famílias brasileiras, que afeta diretamente a atividade das empresas.

Segundo ele, quando uma parcela crescente da renda das famílias é destinada ao pagamento de dívidas, sobra menos dinheiro para consumo, reduzindo o faturamento do comércio e dos prestadores de serviços.

“O endividamento das famílias diminui a circulação de recursos na economia. Menos consumo significa menor receita para as empresas, especialmente para os pequenos negócios, que normalmente possuem menos capital para enfrentar períodos de queda nas vendas”.

Matos chama atenção ainda para outro componente que, na avaliação dele, merece acompanhamento nos próximos meses, a dificuldade crescente das empresas de renegociar seus passivos financeiros.

Ele cita uma análise recente do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que classificou como preocupante o elevado endividamento simultâneo das empresas, das famílias e do próprio setor público brasileiro.

“Uma prática comum das empresas é fazer a rolagem das dívidas, ou seja, renegociar prazos e manter um nível saudável de financiamento para continuar operando. O problema é que esse processo está ficando cada vez mais difícil. Esse é um sinal típico de aperto monetário e costuma anteceder momentos de desaceleração econômica”, observa.

Ainda segundo Matos, o recorde de fechamento de empresas não significa necessariamente que MS esteja vivendo uma crise, mas representa um indicador que merece atenção.

“Quando vemos recordes tanto na abertura quanto no encerramento de empresas, isso nos mostra que empreender ficou mais acessível, mas permanecer no mercado continua sendo um enorme desafio. Esses dados podem ser um indicativo de que parte das empresas está encontrando dificuldades para sobreviver em um ambiente de custos elevados e crédito restrito”, conclui.

FAVORÁVEL

Apesar desse cenário, a Jucems avalia que o ambiente de negócios permanece favorável. O presidente da autarquia, Nivaldo Rocha, atribui o crescimento das constituições à modernização dos serviços prestados pela junta.

“Os números são positivos. A Jucems vem facilitando o processo de abertura de empresas, com a digitalização de todas as etapas, por meio de capacitações e novas tecnologias para simplificar e agilizar esse registro empresarial. Estamos com números positivos e acreditamos que até o fim do ano haverá um crescimento expressivo da economia do Estado. A Jucems continuará investindo em tecnologia e aprimoramento das suas qualificações”, afirmou em entrevista no mês passado.

LOTERIAS

Resultado da + Milionária de ontem, concurso 388, quarta-feira (09/09): veja o rateio

A + Milionária tem dois sorteios semanais, às quartas e domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

10/09/2026 08h37

Confira o rateio da +Milionária

Confira o rateio da +Milionária Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 388 da + Milionária na noite desta quarta-feira, 9 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 92 milhões.

Premiação

  • 6 acertos + 2 trevos - Não houve acertador
  • 6 acertos + 1 ou nenhum trevo - Não houve acertador
  • 5 acertos + 2 trevos - Não houve acertador
  • 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 16 apostas ganhadoras (R$ 26.963,40)
  • 4 acertos + 2 trevos - 113 apostas ganhadoras (R$ 1.258,62)
  • 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 1251 apostas ganhadoras (R$ 113,68)
  • 3 acertos + 2 trevos - 2064 apostas ganhadoras (R$ 50,00)
  • 3 acertos + 1 trevo - 13162 apostas ganhadoras (R$ 24,00)
  • 2 acertos + 2 trevos - 15077 apostas ganhadoras (R$ 12,00)
  • 2 acertos + 1 trevo - 99599 apostas ganhadoras (R$ 6,00)

Confira o resultado da + Milionária de ontem!

Os números da + Milionária 388 são:

  • 11-17-21-23-34-41
  • Trevos sorteados: 3 - 5

O sorteio da + Milionária é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: + Milionária 389

Como a + Milionária tem dois sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no domingo, 13 de setembro, a partir das 10 horas, pelo concurso 389. O valor da premiação está estimado em R$ 93 milhões.

Para participar dos sorteios da + Milionária é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher de 6 a 12 números dentre as 50 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

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LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1293, quarta-feira (09/09): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e aos domingos; veja quais os números sorteados no último concurso

10/09/2026 08h36

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1293 da Dia de Sorte na noite desta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 400 mil.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 35 apostas ganhadoras (R$ 2.025,22)
  • 5 acertos - 1.406 apostas ganhadoras (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 12.751 apostas ganhadoras (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Novembro - 40.629 apostas ganhadoras (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1293 são:

  • 11 – 12 – 26 – 14 – 06 – 22 – 28
  • Mês da sorte: 11 - Novembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1294

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 10 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 1294. O valor da premiação está estimado em R$ 520 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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