Cidades

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Campanha "Caixa Encantada" arrecada 45 mil brinquedos para alegrar Natal de crianças de MS

Presentes serão entregues para quase 300 instituições de Mato Grosso do Sul

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul deu início, nesta segunda-feira (11), à entrega dos presentes da "Caixa Encantada", que arrecadou 45 mil brinquedos em seus 40 dias de campanha.

As arrecadações serão entregues para crianças e adolescentes de todo o Estado, distribuídas em quase 300 instituições.

"Nós temos muitas crianças em situação de vulnerabilidade, que provavelmente não receberiam nenhum brinquedo no Natal. A campanha proporciona isso", comentou a primeira-dama e madrinha da campanha, Mônica Riedel.

Gerson Oliveira/Correio do Estado

Nesta edição, a "Caixa Encantada" superou em 19 mil a quantidade de brinquedos arrecadados no ano passado - o que amplia o número de instituições beneficiadas pela ação.

Gerson Oliveira/Correio do Estado

"Infelizmente a gente não consegue atender a todos, mas pelo menos a gente consegue atender essa parcela, consegue fazer com que as pessoas abram o coração e tenham essa atitude de solidariedade, consegue fazer com que essas crianças tenham um Natal um pouco melhor, que tenham aquele sorriso e consigam sentir que alguém se importou com elas. Isso é muito bom", concluiu Mônica.

O evento de encerramento da ação e início da entrega dos presentes foi realizado no início da tarde, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo. Além dos parceiros da campanha, participaram do evento 250 crianças, de cinco instituições convidadas. A cerimônia, que anteriormente contava apenas com representantes das instituições, convidou os pequenos para uma tarde repleta de música e diversão.

"As 250 crianças que estão aqui hoje estão simbolizando as 50 mil [que receberão os presentes], e elas vão ter uma tarde inesquecível. Uma tarde de teatro, dança, alegria, música, algodão doce, pipoca, aquelas coisas que todos nós gostamos. Elas vão sair daqui com uma experiência única de conhecer o Parque dos Poderes, conhecer o Palácio Popular, conhecer um pouquinho do que é o nosso Estado", destacou o governador do Estado, Eduardo Riedel.

Escpaço foi preparado para receber as crianças. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A expectativa é de que ainda mais brinquedos sejam doados até amanhã, data em que se iniciam as entregas.

"Vamos ver se a gente, até amanhã, chega a 50 mil brinquedos. O mais importante é a mobilização que as pessoas tiveram em torno desse propósito. São 50 mil crianças, aproximadamente, que vão receber um brinquedo, um carinho, uma alegria no final do ano (...) foi a mobilização da sociedade, dos parceiros, das instituições, que pararam e ajudaram a fazer essa mobilização em torno dessa doação", concluiu Riedel.

Apoio

A campanha foi aberta no dia 30 de outubro com 2,5 mil brinquedos arrecadados na Corrida dos Poderes – que foi realizada no dia 28 de outubro em comemoração ao Dia do Servidor Público.

Além de Campo Grande, a ‘Caixa Encantada’ foi realizada em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, por meio das Forças de Segurança Pública e SED (Secretaria de Estado de Educação), que vão distribuir localmente o que for arrecadado.

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Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

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