Com cerca de um terço da população de Mato Grosso do Sul concentrada em Campo Grande, a Capital segue no centro da política de investimentos do Governo do Estado. Obras de infraestrutura, modernização da educação, programas sociais e ações voltadas à geração de emprego integram a estratégia adotada pela gestão estadual para acelerar o desenvolvimento urbano e ampliar a qualidade de vida da população.
A administração do governador Eduardo Riedel mantém como uma das principais diretrizes o fortalecimento da relação entre Estado e municípios, modelo que tem resultado em novos investimentos tanto na Capital quanto no interior.
Dentro desse planejamento, o programa MS Ativo já direcionou aproximadamente R$ 610 milhões para Campo Grande. Os recursos envolvem obras concluídas, novos contratos, convênios e projetos estruturantes em diferentes regiões da cidade.
Obras urbanas avançam em diferentes regiões da Capital
Entre as intervenções consideradas prioritárias estão a revitalização da Avenida dos Cafezais e as melhorias executadas na Avenida Duque de Caxias, além da ampliação da pavimentação em bairros das regiões urbana e periférica da cidade.
Os investimentos alcançam localidades como Moreninhas, Nova Campo Grande, Caiobá, Nova Lima, Noroeste, Lageado, Nashville e Centenário, com obras de drenagem, recapeamento e recuperação da malha viária.
Nas regiões do Itamaracá e Itatiaia, o Governo do Estado também executa obras voltadas à melhoria da mobilidade e da infraestrutura urbana. As ações incluem pavimentação, drenagem e adequações no sistema viário, buscando reduzir problemas históricos enfrentados pelos moradores durante períodos de chuva intensa.
Além disso, novas etapas de investimentos devem contemplar saneamento básico, iluminação pública e revitalização de espaços comunitários e áreas de lazer.
Na zona rural, uma das obras em andamento é a pavimentação da rodovia CG-150, ligando a BR-262 à ponte sobre o Ribeirão Botas. A intervenção é considerada estratégica para facilitar o transporte da produção agrícola e melhorar o acesso de produtores rurais.
Rede estadual amplia educação integral e modernização tecnológica
A área educacional também concentra parte relevante dos investimentos estaduais em Campo Grande. Desde 2023, mais de R$ 103 milhões foram aplicados em infraestrutura escolar, segundo dados do Governo do Estado.
Hoje, 52 das 76 escolas estaduais da Capital funcionam em período integral. As unidades também receberam reforço tecnológico, sistemas de videomonitoramento e melhorias estruturais.
Outra medida adotada foi a instalação de placas solares em 40 escolas estaduais, iniciativa voltada à redução de custos e incentivo ao uso de energia sustentável. Em outras 33 unidades, houve implantação de gás natural encanado para aumentar a eficiência operacional.
No campo pedagógico, o programa MS Alfabetiza ampliou o suporte à educação infantil por meio da distribuição de milhares de materiais didáticos destinados aos estudantes da rede estadual.
Capacitação profissional busca suprir demanda do mercado
Em paralelo aos investimentos em educação básica, o Governo do Estado intensificou as políticas de qualificação profissional em Campo Grande.
Nos últimos dois anos, aproximadamente 350 mil capacitações foram ofertadas na Capital por meio de parcerias com diversas instituições.
Os cursos atendem a áreas que enfrentam déficit de mão de obra qualificada e têm como objetivo ampliar a empregabilidade, estimular o empreendedorismo e acompanhar o crescimento econômico registrado em Mato Grosso do Sul.
Programas sociais ampliam alcance na Capital
Na área social, os programas estaduais seguem ampliando o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade em Campo Grande.
O programa Mais Social atende atualmente mais de 14,6 mil famílias com auxílio voltado à compra de alimentos, produtos de higiene e gás de cozinha.
Já o Conta de Luz Zero beneficia aproximadamente 7,3 mil famílias na Capital, enquanto o programa Cuidar de Quem Cuida oferece apoio financeiro a 655 cuidadores familiares.
O MS Supera, voltado à permanência estudantil, contempla 760 acadêmicos e estudantes de cursos técnicos e profissionalizantes com auxílio financeiro mensal.
Campo Grande mantém maior participação nos repasses de ICMS
Além das transferências diretas e dos investimentos estaduais, Campo Grande continua liderando a participação na divisão do ICMS entre os municípios sul-mato-grossenses.
Os repasses seguem critérios definidos pelo Índice de Participação dos Municípios (IPM), calculado com base em fatores como arrecadação, atividade econômica, população, extensão territorial e indicadores ambientais.
A metodologia é construída em conjunto com os municípios e entidades representativas, incluindo a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul.
Apesar das variações registradas nos últimos anos, a Capital mantém a maior fatia da distribuição estadual. Especialistas avaliam que o crescimento econômico de cidades do interior, especialmente polos industriais e logísticos como Corumbá e Três Lagoas, influencia diretamente os critérios de composição do valor adicionado fiscal utilizado no cálculo do imposto.

