Cidades

Feriadão

Campo Grande cria feriadão de quatro dias para os servidores

Decreto publicado no Diogrande transfere excepcionalmente a comemoração para 30 de outubro e mantém serviços essenciais em funcionamento

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Foi publicado na manhã desta quinta-feira (10), no Diário Oficial de Campo Grande, o Diogrande, a mudança na data comemorativa do Dia do Servidor Público. 

O decreto assinado pela prefeita Adriane Lopes transfere a comemoração do Dia do Servidor Público Municipal, originalmente prevista para 28 de outubro, uma quarta-feira, para 30 de outubro, sexta-feira.

Com a mudança, os servidores terão um feriado prolongado, de sexta-feira até segunda-feira, 2 de novembro, data em que é celebrado o Dia de Finados.

A transferência da data foi fundamentada no artigo 305 da Lei Complementar nº 190, de 22 de dezembro de 2011, que institui o Dia do Servidor Público Municipal, celebrado originalmente em 28 de outubro. 

O decreto também leva em consideração a necessidade de garantir a continuidade dos serviços e das atividades da Administração Municipal.

A publicação ressalta ainda que a data comemorativa representa uma forma de homenagear e reconhecer o esforço dos servidores públicos. 

br-163

Prefeitura oficializa tombamento de barracas em Anhanduí

Intervenção, reforma ou remoção das barraquinhas só podem ocorrer mediante autorização da Prefeitura

10/09/2026 10h50

Doces caseiros à venda nas barraquinhas

Doces caseiros à venda nas barraquinhas Foto: Valdenir Rezende/Arquivo/Correio do Estado

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Tradicionais barraquinhas localizadas às margens da BR-163, no distrito de Anhanduí, estão oficialmente tombadas como patrimônio cultural de Campo Grande.

Lei n° 7.679, que dispõe sobre tombamento das barracas, foi publicada no Diário Oficial (Diogrande) e assinada pela prefeita da Capital, Adriane Lopes, nesta quinta-feira (10).

De acordo com o Diogrande, a partir de então, as barraquinhas estão inscritas no Livro de Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico do Município de Campo Grande.

Na prática, o tombamento busca preservar as características essenciais do bem cultural e prevê que o município desenvolva ações de valorização cultural, turística e econômica, além de oferecer apoio aos trabalhadores locais, conforme a disponibilidade orçamentária.

As intervenções, reformas, ampliações, modificações estruturais ou remoções das barracas tombadas somente poderão ocorrer mediante prévia autorização da prefeitura.

No local, existem dezenas de barracas que comercializam produtos caseiros como doces, conservas, pimentas e artesanatos. As vendas garantem renda para diversas famílias da região.

O projeto, de autoria do vereador André Salineiro (PL), havia sido aprovado em 11 de agosto de 2026 na Câmara Municipal de Campo Grande.

“Esse projeto nasceu de um pedido dos comerciantes de Anhanduí, que estavam com medo de perder não apenas suas barracas, mas uma parte da história do distrito. Agora, graças à lei, esse patrimônio está protegido. Não é simplesmente uma estrutura às margens da rodovia. Ali existe trabalho, tradição, famílias e uma atividade econômica que faz parte da identidade de Anhanduí. Quando os comerciantes nos procuraram, nós não ficamos apenas reclamando do problema. Fomos buscar uma solução. Hoje, essas barracas estão protegidas por lei e aquilo que faz parte da história de Anhanduí não poderá simplesmente ser retirado sem que o município participe dessa decisão”, afirmou Salineiro.

Confira na íntegra o trecho redigido em Diário Oficial:

Doces caseiros à venda nas barraquinhas

BARRACAS x DUPLICAÇÃO DA BR-163

A BR-163 está passando por reformas e ampliações, com obras de duplicação. Com isso, os comerciantes estavam receosos de que as barracas fossem retiradas durante a execução do serviço.

Com o tombamento decretado pela prefeitura, os comércios não podem mais ser removidos sem autorização prévia.

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Motiva Pantanal para saber se a decisão vai atrapalhar os serviços e se será feito algum tipo de readequação para não afetar as obras, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Guardiões de Fogo

PF cumpre mandado em estado vizinho de registro fraudulento de CAC concedido em MS

Operação Guardiões de Fogo da Polícia Federal está em sua terceira fase

10/09/2026 10h40

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A Polícia Federal (PF) deflagrou a terceira fase da Operação Guardiões de Fogo durante a manhã desta quinta-feira (10), a ação cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de um homem que fraudou o processo para conseguir o registro de Colecionadores Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).

Foto: Divulgação/PF

O mandado foi cumprido no município de Alto Araguaia, no estado vizinho Mato Grosso, mas o envolvido teria conseguido a concessão de maneira irregular em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

As investigações indicaram que ele teria utilizado de documentos inaptos durante a fase de concessão do registro e burlou requisitos legais exigidos para aquisição e manutenção de armas de fogo.

No cumprimento da medida judicial foram apreendidas armas de fogo, munições, documentos e outros materiais que auxiliarão na investigação.

Operação Guardiões de Fogo

O combate a posse ilegal de arma obtidas por registros CACs fraudulentos está em sua terceira fase da Operação Guardiões de Fogo e busca impedir que armas de fogo permaneçam sob tutela irregular de quem não está apto a opera-lás, ou que as utiliza para outros fins.

Foto: Divulgação/PF

A primeira no Estado ocorreu em julho (09) deste ano, em que a PF apreendeu cerca de 300 munições, 2 pistolas cal. 9 mm e 1 fuzil cal. 22 de um suspeito que estaria com a concessão irregular. A segunda fase aconteceu no mês seguinte, em agosto (11), com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. 

Em ambas as ocasiões, os envolvidos teriam utilizado do mesmo esquema, com documentos que não são aceitos para obter o registro e burlou os requisitos legais.

De acordo com a Polícia Federal, o registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica e o uso de documentos falsos enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.

Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos.

Foto: Divulgação/PF

As investigações que deflagrou a terceira fase da operação segue em andamento para esclarecer integralmente os fatos e identificar outras pessoas envolvidas.

CAC

O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.

Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.

Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treio, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria. 

Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:

  • Ter no mínimo 18 anos completos e 25 anos para aquisição de arma de fogo;
  • Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com a atividade de CAC, como condenações por crimes dolosos ou contra a segurança pública;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Apresentar aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, comprovada por meio de avaliação psicológica realizada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  • Apresentar os documentos obrigatórios (documento de identificação, certidão de antecedentes criminais, comprovante de ocupação lícita, comprovante de residência);
  • Realizar o pagamento da taxa de registro junto ao Exército, de R$ 100 e outras taxas obrigatórias. 

O valor total pode chegar a R$ 3,5 mil.

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