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Campo Grande: em 2 dias, prefeitura quita dívida milionária para transporte público não parar

Ainda resta pagar R$ 1,03 milhão ao Consórcio Guaicurus, dinheiro virá do Fundo Municipal de Saúde

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A Prefeitura de Campo Grande repassou, nos últimos dois dias, R$ 2,3 milhões em subvenções para o sistema de transporte coletivo, informou em entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira (24), a secretária de Fazenda, Márcia Helena Okama.

Ela afirmou que ainda restam R$ 1,03 milhão para regularizar os repasses ao Consórcio Guaicurus. Esse valor, segundo Okama, deve ser pago entre esta sexta-feira (24) e o início da próxima semana, e virá do Fundo Municipal de Saúde.

Questionada sobre o uso de verbas da saúde — que já enfrenta dificuldades de financiamento —, a secretária explicou que, entre as gratuidades subsidiadas pelo município, há também demandas do setor da saúde, como o transporte de pacientes renais crônicos, pessoas em tratamento de câncer e portadores de algumas DSTs.

Por mês, a depender do fluxo de passageiros, a Prefeitura de Campo Grande se comprometeu a subsidiar o sistema de transporte coletivo com repasses de R$ 1,5 milhão ao concessionário. Com a situação regularizada, ainda restarão os meses de novembro e dezembro para serem pagos, segundo informou a titular da Sefaz da Capital de Mato Grosso do Sul.

Crise no transporte coletivo de Campo GrandeTransporte coletivo de Campo Grande passa por crise/ Paulo Ribas

Na quarta-feira (22), os motoristas do Consórcio Guaicurus, concessionária do transporte coletivo, promoveram uma paralisação de aproximadamente três horas no início da manhã, o suficiente para complicar a vida de quem depende do transporte público.

O motivo foi o atraso no pagamento do adiantamento salarial (vale) da categoria. O valor ainda não foi quitado e, caso isso não ocorra até a próxima segunda-feira (27), uma nova paralisação — ou até mesmo uma greve — poderá ter início na terça-feira (28).

A secretária Márcia Okama também informou que a inadimplência com os órgãos do Tesouro Nacional está em vias de resolução.

“Tecnicamente, não estamos mais no Cadin (Cadastro de Inadimplentes da Receita Federal, que inviabiliza o recebimento de repasses)”, afirmou.

Por estar inadimplente com a Receita Federal e o Tesouro Nacional, a Prefeitura de Campo Grande estava impedida de receber recursos de transferências não obrigatórias — aquelas não estabelecidas por lei — de outros entes públicos. Por esse motivo, o Governo de Mato Grosso do Sul tentou repassar R$ 3,3 milhões referentes ao subsídio do transporte coletivo neste mês, mas não conseguiu.

Okama disse que, com a retirada do nome de Campo Grande do cadastro, não haverá mais impeditivo para que o Governo do Estado transfira sua parte no acordo de subsídio da tarifa do transporte coletivo.

Cobrança

Na entrevista coletiva, além de Márcia Helena Okama, participaram o presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Paulo da Silva, e o presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg), José Mário Antunes da Silva.

Eles fizeram questão de destacar que, com a regularização dos repasses, esperam que novas paralisações não ocorram, para que a população não seja prejudicada. Ambos afirmaram que o Consórcio Guaicurus poderá ser multado caso os ônibus não circulem na próxima semana.

O subsídio ao transporte coletivo foi criado após a pandemia de Covid-19, quando o sistema passou a enfrentar problemas de financiamento. Foi então instituída uma nova modalidade de tarifa — a técnica —, com valor superior ao da tarifa pública cobrada diretamente do usuário.

Contratualmente, o Consórcio Guaicurus recebe uma tarifa técnica de R$ 6,17, enquanto nas catracas o valor cobrado do público é de R$ 4,90. A diferença entre a tarifa técnica e a pública compõe o subsídio, que é pago pela prefeitura e pelo governo de Mato Grosso do Sul.

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Previsão

Terceiro ciclone extratropical do ano deixa fim de semana chuvoso em MS

Em todo o Estado, são esperadas pancadas de chuva e máximas de 26ºC na Capital

30/01/2026 17h45

Fim de semana será chuvoso e com temperaturas amenas

Fim de semana será chuvoso e com temperaturas amenas FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A atuação de um ciclone extratropical formado na região do oceano Atlântico Sul, na altura das regiões Sul e Sudeste brasileiras deve contribuir para o avanço de uma frente fria, criando condições favoráveis para a ocorrência de chuvas e tempestades em todo o território de Mato Grosso do Sul neste final de semana. 

O impacto do fenômeno em Mato Grosso do Sul, o terceiro registrado em 2026, deve ser sentido de forma indireta, especialmente com o avanço da frente fria e grandes volumes de chuvas, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento, especialmente entre esta sexta-feira (30) e sábado (31), de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec). 

No domingo (01) e na segunda-feira (02), a instabilidade atmosférica deve continuar, mas não mais associada ao ciclone, mas, sim, à formação e atuação de um sistema de baixa pressão entre o Paraguai, a Bolívia e Mato Grosso do Sul, onde o aquecimento durante o dia, associado à alta umidade e deslocamento de cavados devem criar condições favoráveis a volumes de chuvas acima de 40 milímetros no dia. 

Também são esperadas rajadas de vento com velocidade variando entre 40 e 60 km/h, com possibilidade de rajadas pontuais superiores a 60 km/h, especialmente nas regiões Sul e Cone-Sul de Mato Grosso do Sul, que estão em alerta de perigo para tempestades.

Os municípios de Amambai, Anaurilândia, Bataguassu, Batayporã, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Glória de Dourados, Iguatemi e Itaquiraí, Ivinhema, Japorã, Jateí, Juti, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranhos e Sete Quedas estão em alerta de perigo para temporais durante todo o final de semana, com volumes de chuva podendo chegar a 100 milímetros no dia, além de ventos fortes e queda de granizo.

Nestas regiões, são esperadas mínimas entre 20-22ºC e máximas entre 25ºC e 34ºC. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 23ºC e máximas devem chegar a 36ºC no sábado (01). 

Na região Norte, Leste e Bolsão, as mínimas variam entre 21ºC e 23ºC e as máximas atingem 35ºC. 

Na Capital, as mínimas esperadas são entre 22ºC e 24ºC, e as máximas chegam a 31ºC, mas devem cair para 26ºC entre domingo e segunda-feira. 

Terceiro ciclone

O sistema começou a se organizar próximo à costa dos estados de São Paulo e do Paraná e sua atuação com as áreas de baixa pressão, calor e umidade contribui para a formação de temporais. 

Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica e são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar quente e fria. 

Esse novo ciclone não deve atingir o continente, passando apenas pelo mar. O que chega ao continente é a frente fria associada, o que favorece a chuva persistente ao longo do dia. 
 

PRISÃO

Homem autoriza descarte de caixa d'água de amianto mesmo sem ser dono do terreno

Duas pessoas foram presas em flagrante pela DECAT pelo despejo irregular. O rapaz ainda culpou a Prefeitura pela demora para resolver o problema

30/01/2026 17h30

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é proibido no Brasil

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é proibido no Brasil Foto: Agência Brasil

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Policias da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT) prenderam em flagrante duas pessoas por descartarem, de forma irregular e em terreno alheio, uma caixa d'água de amianto e materiais de construção civil, na rua Teófilo Otoni, esquina com a avenida Duque de Caxias, no bairro Vila Eliane.

Marcio César da Luz autorizou Núbia Kátia Leite Pereira a despejar os resíduos em um terreno, o qual nem é proprietário. No dia 20 de janeiro, os policiais flagraram os dois descartando o material. De acordo com a DECAT, eram cerca de 20 sacolas contendo resíduos de construção civil, inclusive uma caixa d'água, aparentando ser a base de amianto.

Para transportar o resíduo, a mulher de 60 anos dirigia um carro, modelo Fiat Uno Vivace, que pertence a sua sogra, e estava acompanhada de Bruno Arado da Silva, identificado como seu funcionário.

Em depoimento, a senhora afirmou que trabalha com construção civil e tentou o descarte no Ecoponto, mas não foi autorizado, então saiu a procura de um lugar. Na ocasião, ela encontrou Márcio, com quem falou e autorizou o descarte, segundo eles sem cobrar nada. 

Em depoimento às autoridades, a senhora de 60 anos relatou que ela e seu marido José trabalham de forma autônoma com serviços de construção civil e pegaram um trabalho próximo à antiga rodoviária. Os materiais descartados, eram provenientes deste local de onde pegaram o trabalho.

Apesar de ter autorizado o descarte no terreno, o local não pertence a Márcio. Ele confessou que realmente aprovou o despejo dos resíduos e ainda responsabilizou a Prefeitura por demorar para resolver o problema.

O crime foi enquadrado no artigo 54 da lei nº 9.605/98, que trata sobre "poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou que provoquem a mortalidade de animais ou a destruição significativa da flora". 

Foi estabelecida a fiança de três salários mínimos para Núbia. Ela pagou e foi liberada logo em seguida.

Já no caso de Márcio, ele fugiu da ação da polícia da vez em que outros três foram presos por efetuar o descarte. O homem afirmou que não utilizaria mais o espaço para descarte, além de afirmar não ser dono do terreno e que o usou para "sobreviver".  Além disso, reiterou que iria esconder o descarte no fundo do terreno e que a culpa era da Prefeitura pela demora.

Diante dessas declarações, foi estabelecido que sua fiança seria de seis salários mínimos e, também, que ele seja proibido de frequentar qualquer parte do terreno, de lá parar, utilizar para qualquer fim, sob pena de responder por desobediência e ficar sujeito a nova prisão.

Márcio César foi encaminhado a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC - Centro), onde permanecerá à disposição da Justiça Pública.

Amianto

A utilização do amianto crisotila é proibida no Brasil. Em fevereiro de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve os efeitos da declaração de inconstitucionalidade de norma que permitia a utilização do produto. 

A exposição ao amianto está relacionada à ocorrência de diversas doenças. Ele é classificado como reconhecidamente cancerígeno para os seres humanos. Não foram identificados níveis seguros para a exposição às suas fibras.

O descarte irregular de caixa d'água de amianto é crime ambiental, conforme o artigo 54 da Lei Federal n° 9.605/1998, com penas de reclusão ou detenção, além de multas.

O descarte de caixa d'água de amianto deve ser feito exclusivamente por empresas especializadas em resíduos perigosos, pois o material é tóxico. Não podem ser descartadas em lixo comum, ecopontos ou caçambas de entulho.

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