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Campo Grande recebe prêmio nacional por revitalização do Centro

O projeto custou mais de US$110 milhões e durou 5 anos, voltado para os pedestres e na mobilidade ativa

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A Capital sul-mato-grossense conquistou o Prêmio Cidade Caminhável 2025, na categoria Cidades Grandes, pelo projeto realizado pela Prefeitura Municipal, o Viva Campo Grande II - Requalificação do Microcentro. 

O anúncio dos vencedores foi feito na última sexta-feira (8), no Dia do Pedestre, o que reforça a importância do investimento em deslocamentos seguros e sustentáveis. 

A revitalização da região central de Campo Grande contou com a requalificação de mais de 80 quadras do microcentro, 35 quilômetros de calçadas acessíveis, a instalação de 400 rampas para cadeirantes, piso tátil e rebaixamento de guias, além de bancos novos, lixeiras e outros 78 conjuntos de mobiliário urbano, que tornam o passeio pela área mais confortável.

Foram plantadas 1.300 novas árvores, que ajudam a refrescar o ambiente, fazendo com que seja mais confortável permanecer no centro por mais tempo, e a sinalização foi redesenhada, trazendo mais segurança para os pedestres. 

As mudanças reforçam que essa requalificação teve como foco a população que anda a pé, além da mobilidade ativa e na reconquista dos espaços públicos. As mudanças já foram percebidas e os resultados notados.

O fluxo de pedestres subiu de 17,4 mil pessoas por dia em 2018 para quase 21 mil em 2023, trazendo reconexão ao centro da cidade entre as áreas comerciais, históricas e de serviços, fortalecendo a economia local e tornando a cidade mais inclusiva. 

Para a prefeita Adriane Lopes, esse reconhecimento nacional é motivo de muito orgulho para Campo Grande. 

“Isso reforça a importância de continuarmos investindo em ações que valorizem o pedestre, a mobilidade e a qualidade de vida no centro da cidade. Nosso compromisso é seguir fazendo o que precisa ser feito para que a Capital seja cada vez mais acolhedora e acessível para todos”, afirma.

O Prêmio Cidade Caminhável é promovido pelo Instituto Caminhabilidade, com apoio internacional da organização Walk 21, e tem como objetivo reconhecer e premiar projetos e iniciativas realizadas por órgãos públicos em municípios brasileiros que tenham contribuído para a melhoria da caminhabilidade. 

Além de Campo Grande, outras duas cidades foram premiadas nesta edição: Natal (RN), com a requalificação urbana no Contorno, com calçadas acessíveis e áreas de caminhada/corrida separadas do tráfego de veículo; e Anicuns (GO), com o projeto Escola em Movimento, um urbanismo tático para um entorno escolar seguro. 

As cidades premiadas ganharão espaço em um webdocumentário, episódios especiais de um podcast e acesso a uma rede de troca de experiências sobre mobilidade ativa. 

Viva Campo Grande II

O programa foi anunciado em 2017 e apresentado durante o I Seminário de Políticas Urbanas e Ambientais em Mato Grosso do Sul, nos dias 7 e 8 de dezembro do mesmo ano. 

O projeto contemplou um investimento de US$56 milhões de financiamento BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e US$56 milhões de contrapartida da prefeitura e levou 5 anos para ser concluído e o objetivo era, inteiramente, o de promover o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida do campo-grandense. 


 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem agride a pauladas esposa e filho que tentou impedir violência

Violência doméstica aconteceu no interior do Estado e filhos de 17 e 10 anos estavam no local

27/07/2026 11h10

Reprodução Dourados News / Clara Medeiros

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Durante a noite do último domingo (26), um homem foi preso em flagrante por agredir a pauladas a esposa, em Laguna Carapã, no interior do Estado, a cerca de 288 km de Campo Grande. O agressor ainda atingiu o filho, que tentou proteger a mãe no momento da violência.

Segundo informações do site Dourados News, o homem, de 51 anos, estaria consumindo bebidas alcólicas dentro de casa com a esposa, de 41 anos, quando em determinado momento o casal iniciou uma discussão. 

O homem teria então pegado um pedaço de pau que estava na casa e iniciou as agressões contra a vítima.

O filho da mulher, de 17 anos, tentou proteger a mãe entrando na frente e também foi agredido na região da nuca e das costas. A mulher foi atingida na cabeça e ambas as vítimas foram encaminhadas a um hospital.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para realizar a prisão em flagrante. Os policiais encaminharam o agressor para o plantão da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), localizada em Dourados a 58 quilômetros do município. O caso segue sendo investigado.

Na casa em que ocorreu o crime ainda estava presente uma segunda filha, de dez anos.

perído de vazante

No 8º ano seguido de estiagem, Rio Paraguai começa a baixar

Nível máximo na régua de Ladário neste ano foi de apenas 2,56 metros. Última cheia ocorreu em 2018, quando o rio chegou a 5,35 metros e alagou a planície pantaneira

27/07/2026 10h57

Escassez de água no Rio Paraguai afeta principalmente o transporte de minérios, já que a dragagem de manutenção segue barrada pelo Ibama

Escassez de água no Rio Paraguai afeta principalmente o transporte de minérios, já que a dragagem de manutenção segue barrada pelo Ibama

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Depois de alcançar 2,56 metros na régua de Ladário no último dia 19, o nível do Rio Paraguai começou a baixar e nesta segunda-feira amanheceu (27) com 2,52 metros, indicando que começou o chamado período da vazante, que normalmente se estende de três a quatro meses.

Este é o oitavo ano consecutivo em que o principal rio da bacia pantaneira não provoca alagamentos significativos no Pantanal. A última cheia significativa registrada no bioma ocorreu em 2018, quando o nível do rio atingiu 5,35 metros em Ladário e inundou milhares de quilômetros quadrados na planície.

Depois disso, em 2023, atingiu 4,24 metros, nível que não chegou a causar alagamentos que tivessem demandado a remoção de rebanhos para regiões mais elevadas. Historicamente, quando o rio passa dos quatro metros em Ladário ela começa a transbordar em alguns pontos.

Embora o pico deste ano, de apenas 2,56 metros, esteja incluído na lista das das menores cheias da história, ele ainda é maior que em anos próximos. Em 2024, por exemplo, o máximo que o rio atingiu foi 1,47 metros. Em 2021 a situação foi parecida, com pico de apenas 1,88 metro.  Um ano antes, em 2020, o máximo foi de apenas 2,06 metros.

Para pecuaristas, o fato de não ocorrerem cheias significativas garante a tranquilidade de não precisarem remanejar rebanhos para regiões mais elevadas. Por outro, lado, a escassez de água no Pantanal aumenta os riscos de queimadas descontroladas.

Em, em 2020,  por exemplo, o fogo atingiu em torno de 1,8 milhão de hectares somente no Pantanal de Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, foram 1,35 milhão de hectares e em 2024, cerca de 1,7 milhão.

Ao longo de 2025, embora não tenha ocorrido cheia no Rio Paraguai, que atingiu pico de apenas 3,31 metros, pancadas de chuva durante o período em que normalmente ocorrem as estiagens mantiveram a vegetação verde e o fogo destruiu apenas 121 mil hectares, o menor volume da série histórica.

O nível do Rio Paraguai é medido pela Marinha desde 1900 em Ladário e em 2014 registrou a pior seca, com 69 centímetros abaixo de zero naquele ponto de medição. Ao longo dos 126 anos de medição, o ciclo atual de estiagem é comparável somente ao dos anos 60 do século passado, quando o Pantanal ficou cerca de dez anos sem cheias.

Mineração

Além de facilitar queimadas, a falta de água no Rio Paraguai afeta diretamente as exportações de minério pela hidrovia. Em 2023, por exemplo, foram embarcadas em torno de 6,1 milhões de toneladas ao longo dos quase dez meses em que o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário.

Em 2024, ano de estiagem recorde, o volume despencou para 3,1 milhões de toneladas, já que somente durante três meses o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário. O transporte no período de estiagem precisa ser interrompido por conta, principalmente, de quatro grandes bancos de areia. Se eles fossem removidos, o escoamento de minérios poderia ser feito durante o ano inteiro. 

E, no projeto que prevê a concessão da hidrovia para a iniciativa privada existe a previsão de que a empresa vencedora do leilão seja obrigada a fazer esta dragagem de manutenção, que depende de autorização do Ibama. 

Após a privatização dos 600 quilômetros entre Ladário e Porto Murtinho, as empresas de transporte terão de pagar pedágio de até R$ 1,27 por tonelada de produto escoado. Embarcações de turismo ficarão livres da cobrança.


 

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