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perído de vazante

No 8º ano seguido de estiagem, Rio Paraguai começa a baixar

Nível máximo na régua de Ladário neste ano foi de apenas 2,56 metros. Última cheia ocorreu em 2018, quando o rio chegou a 5,35 metros e alagou a planície pantaneira

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Depois de alcançar 2,56 metros na régua de Ladário no último dia 19, o nível do Rio Paraguai começou a baixar e nesta segunda-feira amanheceu (27) com 2,52 metros, indicando que começou o chamado período da vazante, que normalmente se estende de três a quatro meses.

Este é o oitavo ano consecutivo em que o principal rio da bacia pantaneira não provoca alagamentos significativos no Pantanal. A última cheia significativa registrada no bioma ocorreu em 2018, quando o nível do rio atingiu 5,35 metros em Ladário e inundou milhares de quilômetros quadrados na planície.

Depois disso, em 2023, atingiu 4,24 metros, nível que não chegou a causar alagamentos que tivessem demandado a remoção de rebanhos para regiões mais elevadas. Historicamente, quando o rio passa dos quatro metros em Ladário ela começa a transbordar em alguns pontos.

Embora o pico deste ano, de apenas 2,56 metros, esteja incluído na lista das das menores cheias da história, ele ainda é maior que em anos próximos. Em 2024, por exemplo, o máximo que o rio atingiu foi 1,47 metros. Em 2021 a situação foi parecida, com pico de apenas 1,88 metro.  Um ano antes, em 2020, o máximo foi de apenas 2,06 metros.

Para pecuaristas, o fato de não ocorrerem cheias significativas garante a tranquilidade de não precisarem remanejar rebanhos para regiões mais elevadas. Por outro, lado, a escassez de água no Pantanal aumenta os riscos de queimadas descontroladas.

Em, em 2020,  por exemplo, o fogo atingiu em torno de 1,8 milhão de hectares somente no Pantanal de Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, foram 1,35 milhão de hectares e em 2024, cerca de 1,7 milhão.

Ao longo de 2025, embora não tenha ocorrido cheia no Rio Paraguai, que atingiu pico de apenas 3,31 metros, pancadas de chuva durante o período em que normalmente ocorrem as estiagens mantiveram a vegetação verde e o fogo destruiu apenas 121 mil hectares, o menor volume da série histórica.

O nível do Rio Paraguai é medido pela Marinha desde 1900 em Ladário e em 2014 registrou a pior seca, com 69 centímetros abaixo de zero naquele ponto de medição. Ao longo dos 126 anos de medição, o ciclo atual de estiagem é comparável somente ao dos anos 60 do século passado, quando o Pantanal ficou cerca de dez anos sem cheias.

Mineração

Além de facilitar queimadas, a falta de água no Rio Paraguai afeta diretamente as exportações de minério pela hidrovia. Em 2023, por exemplo, foram embarcadas em torno de 6,1 milhões de toneladas ao longo dos quase dez meses em que o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário.

Em 2024, ano de estiagem recorde, o volume despencou para 3,1 milhões de toneladas, já que somente durante três meses o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário. O transporte no período de estiagem precisa ser interrompido por conta, principalmente, de quatro grandes bancos de areia. Se eles fossem removidos, o escoamento de minérios poderia ser feito durante o ano inteiro. 

E, no projeto que prevê a concessão da hidrovia para a iniciativa privada existe a previsão de que a empresa vencedora do leilão seja obrigada a fazer esta dragagem de manutenção, que depende de autorização do Ibama. 

Após a privatização dos 600 quilômetros entre Ladário e Porto Murtinho, as empresas de transporte terão de pagar pedágio de até R$ 1,27 por tonelada de produto escoado. Embarcações de turismo ficarão livres da cobrança.


 

estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos. 

 Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Esplanada Ferroviária, parte do Armazém Cultural foi totalmente destelhado.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas.

 Em nota, a concessionária de energia elétrica, Energisa, infomou que há várias demandas pela cidade e que as equipes já foram acionadas e estão nas ruas.

 

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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