Assinado pelo diretor da Fundação Social do Trabalho (Funsat), João Henrique Lima Bezerra, com a empresa F.C.A Comércio de Alimentos e Eventos, o contrato de R$10 milhões para compra de marmitex para os participantes do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt) foi prolongando por mais um ano pela prefeitura de Campo Grande.
Conforme o aditivo publicado hoje (15) na edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o prazo de vigência do contrato fica prorrogado agora por mais 12 meses, que contam a partir de amanhã (16) até 15 de setembro de 2027.
Além disso, é revelado ainda o reajuste dos valores originais contratados, que segundo o Executivo da Capital baseia-se nos 5% referentes à variação do índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E).
Na prática isso refletiria no aumento de um real no preço unitário pago por marmitex, que fica reajustado de R$19,69 para R$ 20,69, o que faz o valor original saltar em quase meio milhão de R$ 9.771.497,23 para um custo estimado em R$10.267.764,23. Ao fim do contrato, a empresa terá faturado um montante de R$20.133.513,46.
Primt na prática
Versão repaginada do polêmico "Programa Assistencial de Inclusão Profissional" (Proinc), o Primt trouxe mudanças nos percentuais de reserva de vagas, que anteriomente eram de 3 e passaram para 5% para pessoas com deficiência que não recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC), o mesmo para pessoas negra e indígenas devidamente cadastrados na Fundação Nacional do Índio (Funai).
Com a nova lei, o Primt passou a permitir que apenas funcionários de determinados serviços possam retornar ao programa após seis meses do fim do contrato, ficando autorizados trabalhadores das áreas de limpeza, conservação e consertos diversos em praças, escolas, centros infantis, centros sociais, unidades de saúde ou assemelhados, aparelhos e canteiros públicos.
Segundo dados em balanço sobre o segundo semestre de 2025, repassados pela Funsat para vereadores na Câmara Municipal de Campo Grande em 1° de abril deste ano, entre julho e dezembro do ano passado o programa somou R$ 26,1 milhões em investimentos.
O Primt nasceu com a Determinação de que o número de vagas não ultrapasse 15% do quadro de servidores efetivos ativos da Prefeitura de Campo Grande, que à época da criação correspondia ao limite de 2.610 pessoas. Por esses números, o programa contou no período com 1.231 beneficiários ativos até o fim de dezembro, com a grande maioria (73,7%) tratando-se de mulheres.
No Primt, a faixa etária dos participantes gira entre 21 e 30 anos. No "ranking" dos principais órgãos que concentram esses beneficiários aparecem:
- ° Secretaria Municipal de Educação (Semed),
- ° Fundação Municipal de Esportes (Funesp),
- ° Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e
- ° Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS).
Pelo prazo de um ano o contrato estabelece a entrega de 496.267 marmitex. Além disso, os trabalhadores do programa recebem o benefício de vale-transporte, que segundo balanço concentraram quase dois milhões dos R$26,1 mi em investimentos no segundo semestre de 2025.



