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Campo Grande tem só 34 alunos na EJA presencial do ensino médio

Capital concentra mais de 27 mil matrículas no ensino médio regular, mas responde por apenas 2,3% dos 1,5 mil estudantes da EJA presencial dessa etapa em Mato Grosso do Sul

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Campo Grande, maior cidade de Mato Grosso do Sul e responsável por quase um terço das matrículas do ensino médio regular do Estado, tem apenas 34 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) presencial de nível médio em 2026. O número consta nos resultados preliminares das matrículas presenciais efetivas da educação básica de 2026 nas redes estadual e municipais.

O dado chama atenção pelo contraste com o tamanho da rede de ensino da Capital. Enquanto cerca de 27 mil  estudantes estão matriculados no ensino médio regular em Campo Grande, somente 34 aparecem na EJA presencial correspondente à mesma etapa de ensino.

Na prática, para cada aluno matriculado presencialmente na EJA de nível médio na Capital, existem cerca de 795 estudantes no ensino médio regular.

Em todo Mato Grosso do Sul, o levantamento contabiliza 1.506 matrículas na EJA presencial de ensino médio.

Dessa forma, Campo Grande concentra apenas 2,3% desse universo, apesar de responder por aproximadamente 30% das 89.869 matrículas do ensino médio regular existentes no Estado.

Os números revelam uma distribuição bastante diferente daquela observada no ensino regular. Municípios bem menores que Campo Grande aparecem com quantidade superior de estudantes matriculados na modalidade presencial da EJA de nível médio.

Dourados lidera o levantamento, com 168 matrículas, quase cinco vezes o número registrado na Capital. Na sequência aparecem Corumbá, com 144; Aquidauana, com 123; Ponta Porã, com 115; e Ribas do Rio Pardo, com 112.

Somados, esses cinco municípios possuem 662 estudantes na modalidade, o equivalente a aproximadamente 44% de todas as matrículas da EJA presencial de nível médio de Mato Grosso do Sul.

Diferença chama atenção

A discrepância fica ainda mais evidente quando Campo Grande é comparada a Dourados. A Capital possui 27.041 alunos no ensino médio regular, quase quatro vezes os 6.964 registrados em Dourados. Na EJA presencial de nível médio, porém, a situação se inverte: são 168 matrículas em Dourados contra apenas 34 em Campo Grande.

Corumbá também supera a Capital. O município tem 3.299 matrículas no ensino médio regular, mas registra 144 na EJA presencial de nível médio, mais de quatro vezes o número de Campo Grande.

Aquidauana apresenta diferença ainda mais significativa em termos proporcionais. São 1.482 estudantes no ensino médio regular e 123 na EJA presencial de nível médio.

Os dados, por si só, não permitem concluir o motivo da baixa participação de Campo Grande.

Entre os pontos que precisam ser considerados estão a quantidade de turmas presenciais oferecidas, a distribuição de vagas, outras formas de atendimento da EJA e a eventual existência de modalidades que não estejam incluídas neste recorte.

EJA fundamental tem cenário diferente

Quando a análise é ampliada para a EJA presencial do ensino fundamental, Campo Grande volta a aparecer com um contingente expressivo.

A Capital contabiliza 1.542 matrículas nessa etapa, sendo 240 na rede estadual e 1.302 na municipal. O cenário contrasta diretamente com as 34 matrículas encontradas na EJA presencial de nível médio.

Em Mato Grosso do Sul, são 5.924 matrículas na EJA presencial do ensino fundamental. Campo Grande, portanto, responde por aproximadamente 26% do total estadual, participação muito mais próxima do peso populacional e educacional da cidade.

As 1.506 matrículas contabilizadas na EJA presencial de nível médio estão concentradas na rede estadual. O levantamento não registra matrículas dessa etapa nas redes municipais.

No ensino médio da EJA, toda a oferta contabilizada no levantamento em Mato Grosso do Sul está vinculada à rede estadual. Das 1.506 matrículas registradas, nenhuma aparece na dependência municipal. Em Campo Grande, as 34 matrículas também estão na rede estadual.

Mais de 89 mil no ensino médio regular

O resultado preliminar mostra ainda que Mato Grosso do Sul possui 89.869 matrículas presenciais no ensino médio regular. Campo Grande lidera com ampla vantagem, reunindo 27.041 estudantes.

Dourados aparece depois, com 6.964 matrículas, seguido por Três Lagoas, com 4.363; Ponta Porã, com 3.908; e Corumbá, com 3.299.

No conjunto da educação básica contemplada pelo levantamento, Mato Grosso do Sul registra ainda 53.951 matrículas em creches, 65.385 na pré-escola, 201.599 nos anos iniciais do ensino fundamental e 142.403 nos anos finais.

Os resultados são preliminares e consideram as matrículas presenciais efetivas da educação básica nas redes estadual e municipais.

Portanto, os 34 estudantes registrados em Campo Grande correspondem especificamente à EJA presencial de nível médio no recorte apresentado pelo levantamento.

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Quase 30 bolivianos são presos ao entrar em MS com cocaína no estômago

Operação foi planejada há dois meses e cada boliviano engoliu, em média, 90 cápsulas de cocaína

25/09/2026 13h09

Cápsulas foram retiradas do estômago dos bolivianos após prisão

Cápsulas foram retiradas do estômago dos bolivianos após prisão Foto: Reprodução

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Uma operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu 37 bolivianos nesta sexta-feira (25), em Terenos. Destes, 28 estavam com cápsulas de cocaína no estômago, fazendo o trabalho conhecido como "mulas do tráfico".

O grupo foi encaminhado para a Polícia Federal em Campo Grande.

O chefe da Delegacia da PRF em Campo Grande,  Marcos Kley de Souza, disse ao Correio do Estado que a operação que culminou no flagrante estava sendo planejada há dois meses entre a delegacia da Capital, com apoio da Secretaria de Saúde de Terenos.

"O planejamento era trabalhar dois dias em Terenos, mas não possível porque, em 12 horas de operação, a gente está com 37 presos, e todos conduzidos para a Polícia Federal", disse o policial.

Kley explicou que o trabalho de inteligência identificou que havia 28 "barrigueiros", termo usado pela PRF para se referir às pessoas que fazem o transporte de droga através da ingestão de cápsulas.

"Esses ônibus clandestinos que saem da Bolívia com destino a São Paulo vêm em grande quantidade esse modo de tráfico, que são os engolidos, então a gente estava trabalhando com foco nesses ônibus clandestinos", explicou.

O ônibus entrou no Brasil através da fronteira com Corumbá e tinha como destino o estado de São Paulo.

Após a identificação dos bolivianos que faziam o transporte da droga, foi feita a retirada das cápsulas.

Em média, cada pessoa engoliu 90 cápsulas, sendo a maior quantidade 99 em uma pessoa. A droga foi apreendida e ainda será pesada para quantificar o total. 

O caso será investigado pela Polícia Federal.

 

15 dias após temporal

Prefeitura segue à espera de R$ 40 milhões para recuperar a cidade

União reconheceu o estado de calamidade, mas ainda não liberou o dinheiro para restaurar a Capital

25/09/2026 12h00

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius MARCELO VICTOR

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande ainda não recebeu os R$ 40 milhões do Governo Federal destinados à recuperação da cidade, após estragos causados pelo temporal de 10 de setembro.

A União ainda não liberou o recurso e Campo Grande segue à espera da verba para restaurar pontos críticos, como destelhamento de casas, escolas e Armazém Cultural da Esplanada Ferroviária, além de desabamento de teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Em 12 de setembro, Campo Grande decretou estado de emergência por conta dos estragos deixados pelo forte temporal.

Em 15 de setembro, Adriane Lopes foi até Brasília (DF) pedir socorro ao Governo Federal para reconstruir a cidade. Na ocasião, foi atendida pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

Logo, a União reconheceu o estado de calamidade pública em Campo Grande. Com isso, autorizou o envio de recursos federais extraordinários, livres de amarras orçamentárias, para socorro humanitário e reconstrução da infraestrutura da Capital.

Mas, 15 dias após o vendaval, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), afirmou que ainda segue à espera do recurso. “Nós não recebemos ainda o recurso para a recuperação da cidade depois da tempestade que aconteceu. Não tivemos ainda nenhum recurso, mas o relatório foi apresentado”, revelou.

Ainda não se sabe quando o dinheiro será liberado.

A chefe do executivo municipal contou ainda que foi nesta semana ao Ministério da Saúde, em Brasília, em busca de recursos para Campo Grande.

“[Fui em busca de] ampliação dos recursos para atendimento da população de Campo Grande, tendo em vista que hoje nós temos 960 mil habitantes e nós atendemos 1 milhão e 600 mil pessoas. Então eu tenho que bater na porta do Governo Federal e apresentar os meus dados e pedir mais recursos porque o que a gente recebe é insuficiente para a cobertura da saúde na Capital”, disse.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado em 10 de setembro de 2026 em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

De acordo com Adriane, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, dezenas de famílias desabrigadas, 37 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

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