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INFRAESTRUTURA

Campo Grande terá investimento de R$ 324 milhões em obras do governo

Ao contar obras concluídas a partir do dia 1º de janeiro de 2023 e as em execução, o montante chega a quase R$ 1 bilhão

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O governo do Estado deve investir até o fim deste mandato quase R$ 1 bilhão em obras em Campo Grande, dos quais R$ 324 milhões estão previstos para futuras construções, divididas em urbanas e civis.

Segundo levantamento obtido pelo Correio do Estado, R$ 610,5 milhões são oriundos do MS Ativo, programa de gestão pública com todos os municípios de Mato Grosso do Sul, dos quais R$ 286,5 milhões estão concluídas, sendo R$ 54,9 milhões para obras civis, R$ 92,1 milhões em obras urbanas e 
R$ 139,5 milhões em convênios estaduais. 

O restante, cerca de R$ 324 milhões, sendo R$ 153 milhões em obras civis e R$ 171 milhões no setor urbano da Capital, ainda está previsto para ser executado nesta gestão. 

Entre as principais obras do programa estão: a pavimentação do Bairro Nova Lima, melhorias no Parque do Lageado, revitalização e duplicação da Avenida dos Cafezais, reordenamento das Avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, pavimentação asfáltica e drenagem do Jardim Itatiaia, revitalização da Avenida Duque de Caxias, obras na região do Imbirussu (Nova Campo Grande e São Conrado), estrada CG-150 (entre BR-262 e ponte do Ribeirão Brotas), e o recapeamento da Avenida Gury Marques. 

Somadas, estas obras resultam de R$ 167,3 milhões de investimento do governo do Estado. Até o momento, das obras acima, somente as Avenidas Cafezais e Duque de Caxias foram concluídas e entregues, enquanto o restante está previsto para ser entregue ainda este ano ou em 2026.

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Além disso, R$ 103 milhões foram destinados a reformas e construções de escolas, e outros R$ 88,7 milhões à habitação. Somados, os investimentos estaduais chegam a R$ 801,7 milhões em quase três anos, durante o governo de Eduardo Riedel (PP).

“Firmamos parceria com a Capital para desenvolver políticas públicas e investimentos que tragam benefícios concretos para a população em áreas estratégicas. Infraestrutura, habitação e educação são algumas dessas áreas com ações que se transformam em melhorias reais na vida do cidadão, e entendemos que nosso propósito foi alcançado. Campo Grande é uma cidade extraordinária e que merece ser cada vez mais valorizada. Estamos comprometidos em colaborar sempre que for necessário”, afirmou o governador ao Correio do Estado.

Saiba

O programa MS Ativo é finalista do Prêmio Excelência em Competitividade 2025, promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado será divulgado na quarta-feira.

Obra por obra

A maioria das obras consideradas principais estão em desenvolvimento ou já estão prontas. Em agosto de 2023, foi entregue a obra da Avenida dos Cafezais, com investimento de R$ 11,1 milhões, na qual foi revitalizado 3,2 km e duplicado 1,15 km.

Em seguida, foi a vez do recapeamento da Duque de Caxias ser entregue, durante cerimônia de lançamento nesta sexta-feira. As obras de recapeamento duraram dois anos, de agosto de 2023 a agosto deste ano. Foram investidos R$ 27,6 milhões por parte do executivo estadual.

No restante, as outras obras estão em andamento, como é o caso do reordenamento da rotatória da Avenida Euler de Azevedo com a Avenida Tamandaré, que conta com R$ 2,4 milhões de investimento estadual.

Em abril deste ano, o Estado repassou R$ 27,4 milhões, que serão pagos em 12 parcelas, para a pavimentação do Bairro Nova Lima, que será contemplado com 137,3 mil m² de asfalto e 2,5 mil metros de drenagem em mais de 30 ruas, ainda este ano. 

Para este segundo semestre, as obras do Parque do Lageado, com investimento de R$ 6,7 milhões, estão inclusas no pacote estadual.

A obra de pavimentação asfáltica e a drenagem de águas pluviais no Bairro Jardim Itatiaia (Etapa C), com investimento estimado em R$ 16,7 milhões, teve o aviso de licitação lançado na semana passada, com a concorrência eletrônica marcada para o dia 3 de setembro.

A obra de maior valor é o recapeamento da Avenida Gury Marques e de diversas ruas das Moreninhas, no novo acesso ao bairro, que conta com investimento de R$ 42,9 milhões e está prevista para ser entregue este ano ou no primeiro semestre de 2026.

Por fim, há implantação e pavimentação asfáltica em um trecho de 5,08 km na estrada CG-150, com investimento de R$ 9 milhões e previsão de entrega também para os primeiros meses do ano que vem.

 

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Operação Timber Shield

Após laudo descartar cocaína, defesa de transportadora pede liberação de carretas em MS

Perícia não encontrou vestígios de cocaína na carga de madeira da Operação Timber Shield, e defesa afirma que retenção dos veículos perdeu fundamento jurídico.

22/07/2026 18h01

Foto: Divulgação

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A divulgação do laudo da Perícia Criminal da Polícia Federal, que não encontrou vestígios de cocaína na carga de madeira apreendida durante a Operação Timber Shield, abriu um novo capítulo no caso que chegou a ser anunciado como a maior apreensão de cocaína da história do Brasil.

Agora, a defesa das empresas proprietárias dos caminhões e carretas utilizados no transporte da carga cobra a liberação definitiva dos veículos que ainda permanecem retidos, sob o argumento de que o resultado da perícia retirou o fundamento para a manutenção da medida.

A operação foi deflagrada em 21 de junho, nas alfândegas de Corumbá (MS) e Cáceres (MT), após uma força-tarefa formada pela Receita Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro, com apoio de autoridades dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia.

Inicialmente, as autoridades anunciaram a apreensão de uma carga que poderia conter entre 20 e 50 toneladas de cocaína, supostamente impregnada em toras de madeira.

Ao todo, oito caminhões carregados com aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidos durante a Operação Timber Shield, quatro em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT). Os veículos permaneceram sob retenção para a realização da perícia e das investigações.

No entanto, laudo pericial produzido pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, concluído em 17 de julho e revelado nesta quarta-feira (22) pelo jornal O Estado de S. Paulo, concluiu que não foram encontrados vestígios de cocaína nas amostras analisadas.

O documento detalha que a perícia empregou diferentes técnicas para verificar a suspeita de droga impregnada na madeira.

Além das análises laboratoriais, foram realizadas novas coletas diretamente na carga retida em Corumbá, com apoio de cães farejadores, espectrômetro a laser e testes químicos complementares.

Os peritos também destacaram que a madeira de aroeira possui elevada densidade e baixa capacidade de absorção, característica que dificulta sua utilização como matriz para ocultação de entorpecentes.

Ao final, todas as amostras examinadas apresentaram resultado negativo para cocaína ou qualquer outra substância ilícita.

Com a conclusão da perícia, a defesa sustenta que não há mais justificativa para manter retidas as carretas e cobra uma definição da Receita Federal sobre a liberação dos veículos.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa uma das empresas envolvidas no caso, a defesa protocolou um requerimento na Receita Federal solicitando um posicionamento sobre a situação dos veículos e sobre a responsabilidade pelo pagamento das diárias decorrentes da retenção.

"Eu fiz um requerimento e estou aguardando a Receita Federal me posicionar, porque a defesa entende que, a partir do momento em que houve a retenção desses caminhões por parte da Receita, as diárias não são por conta das transportadoras e dos importadores. Então, eu fiz um requerimento para a Receita Federal e estou aguardando o posicionamento deles, até para a gente verificar qual será o posicionamento deles e alguma proposição jurídica nesse sentido."

Além da discussão sobre a liberação dos veículos, a defesa também questiona o procedimento adotado pela Receita Federal durante a operação.

Segundo Leandro Lobo, houve uma inconsistência na retenção do conjunto formado pelo cavalo mecânico e pela carreta.

"Na realidade, houve uma falha procedimental da Receita. Eles apreenderam o conjunto, formado pelo cavalo mecânico e pela carreta. Depois, por mera liberalidade deles, liberaram o caminhão e agora querem liberar a carreta. Só que, enquanto não forem resolvidas essas questões das diárias, a defesa entende que não há fundamento para a liberação da carreta. Então, por enquanto, a gente tem que aguardar esse posicionamento."

Até a publicação desta reportagem, a Receita Federal ainda não havia se manifestado sobre o resultado do laudo pericial nem sobre o requerimento apresentado pela defesa. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.

Caso ganhou repercussão internacional

Quando foi anunciada, a Operação Timber Shield foi apresentada pelas autoridades como aquela que poderia resultar na maior apreensão de cocaína já registrada no Brasil.

A suspeita era de que o entorpecente estivesse dissolvido ou impregnado na estrutura da madeira destinada à exportação.

A operação mobilizou órgãos brasileiros e internacionais e provocou a retenção da carga, dos caminhões e de outros materiais utilizados no transporte.

Laudo mudou rumo da investigação

O laudo pericial, elaborado pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, analisou minuciosamente o material coletado durante a operação e concluiu pela inexistência de cocaína nas amostras examinadas.

A conclusão desmontou a principal hipótese investigativa que motivou a operação e deve influenciar os próximos desdobramentos administrativos e judiciais do caso, incluindo a situação dos veículos ainda retidos.

Até a publicação desta reportagem, a Receita Federal ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o resultado da perícia nem informado se pretende liberar as carretas ou manter as apreensões. 

Obras

Às vésperas de "tarifaço" sobre pedágio, Motiva conclui primeiro trecho de duplicação na BR-163

Concessionária finalizou obras em três pontos da rodovia federal

22/07/2026 17h45

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande Foto: Divulgação

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Às vésperas do reajuste tarifário previsto para o próximo dia 5 de agosto, a Motiva Pantanal anunciou a liberação do 1° trecho de duplicações da BR-163.

Em nota ao Correio do Estado, a concessionária que administra a rodovia federal destacou o término da duplicação de 1,6 quilômetros no trecho entre os km 452,9 e 454,5, próximo à Capital, além da regulização dos acessos entre os quilômetros 515 e 521, bem como a finalização da terceira faixa proximo ao município de Mundo Novo. 

Cabe destacar que o reajuste sobre a tarifa foi autorizado pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e entra em vigor a partir da 0h do dia 5 do próximo mês, quarta-feira. 

Publicação por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no diário oficial da União desta quarta-feira (22), autoriza a  reajustar em 40,5% as tarifas nas nove praças de pedágio da BR-163 em todo o Estado. Este será o primeiro tarifaços previsto ao longo dos próximo cinco anos.

A maior parte deste reajuste (33,64%), já estava previsto no contrato de repactuação, que entrou em vigor no começo de agosto do ano passado. Este mesmo contrato prevê mais três reajustes ao longo dos próximos anos. Por conta desta reposição do índice inflacionário, as tarifas sofrerão acréscimo de 5,16% a partir do início do próximo mês.

Com isso, quem percorrer os 845 quilômetros em carro de passeio terá de desembolsar R$ 107,00. Hoje, o custo é de R$ 76,10.

Em nota, a empresa destacou que o acréscimo decorre da aplicação das regras previstas no Contrato de Concessão otimizado e "está diretamente vinculado ao cumprimento das metas de investimento e execução física das obras, auditadas por verificador independente e validadas pela ANTT".

A concessionária espera entregar 5,6 quilômetros de duplicações, 6,12 quilômetros de faixas adicionais, 1km quilômetro de vias marginais, oito dispositivos de retorno e 20 edificações operacionais até o fim de agosto, data em que se encerra o primeiro ano da  nova concessão. 

A empresa já iniciou obras originalmente previstas para o segundo ano da concessão, o que inclui novas duplicações em Nova Alvorada do Sul e no trecho entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, além de novas faixas adicionais em Mundo Novo. Nos próximos meses também terão iníciose iniciam novas obras em Eldorado, Nova Alvorada do Sul, Dourados e Jaraguari. 

*Atualizado às 18h30

*Colaborou Neri Kaspary

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