Cidades

PROJETOS INACABADOS

Capital promete licitação para 5 das 13 escolas com obras paradas

Das 13 unidades de educação que estão paralisadas, uma está com edital de licitação aberto e apenas duas já estão com contrato assinado com empresas

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Campo Grande tem 13 obras relacionadas à área da educação paralisadas. Dessas, a prefeitura informou que cinco devem entrar em licitação em breve e apenas duas já estão com contrato assinado entre empresas, sem estimativa de retomada das construções.

Em janeiro, o Correio do Estado fez o levantamento dessas 13 obras inacabadas, as quais são 11 Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e duas escolas de Ensino Fundamental, e a assessoria da prefeitura informou que quatro unidades estavam em processo de licitação.

Até então, nenhuma das obras foi retomada, e das quatro Emeis que estavam em processo de licitação apenas as dos bairros São Conrado e Jardim Inápolis estão com contrato assinado com as empresas vencedoras, mas ainda sem prazo para a retomada das construções.

Entre as outras duas Emeis citadas pela prefeitura em janeiro, a do Bairro Jardim Anache ainda aguarda o lançamento do edital de licitação, e a Emei do Bairro Oliveira III teve novo edital aberto nesta segunda-feira. 

De acordo com o Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), as empresas interessadas em realizar a construção da escola devem entregar as propostas até o dia 18 de julho na Secretaria Executiva de Compras Governamentais. A prefeitura informou ainda que as obras do Jardim Radialista e Talismã estão atualmente em processo de retomada de licitação.

As outras duas obras que também esperam pela abertura de licitação são a Emei da Vila Popular e a escola do Bairro Vila Nathália. De acordo com a prefeitura, na Vila Popular, “a empresa rescindiu o contrato com 90% da obra concluída, alegando defasagem no preço da licitação”, sendo assim, o Executivo municipal informou que nos próximos dias uma nova licitação será aberta.

No portal do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), a obra da Vila Popular continua cadastrada como “em execução”, mas de janeiro até o momento continua com 59,93% de execução e R$ 780.205,32 repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com um valor previsto total de R$ 1.322.381,91.

A obra da escola do Bairro Vila Nathália continua com o mesmo porcentual de execução de janeiro, de 49,42%, e cadastrada como paralisada no portal do Simec. No entanto, o valor informado do pagamento já efetuado pelo FNDE aumentou do início do ano até então, passando de R$ 890.075,91 em janeiro para R$ 1.540.516,00 neste mês.

Em relação às obras paradas nas Emeis dos bairros Jardim Nashville, Moreninhas II, Jardim Colorado e Serraville, a prefeitura informou que aguarda o governo federal para a mudança da metodologia de construção. 

Todas essas unidades estão com o termo de convênio vencido desde fevereiro de 2019, de acordo com o Simec. A Emei do Serraville está cadastrada como Emei do Nova Serrana no sistema federal.

FNDE

O governo federal lançou em maio deste ano o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica. A iniciativa foi instituída por intermédio da Medida Provisória n° 1.174 e visa assegurar as condições necessárias para que os municípios concluam as obras paralisadas.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o Brasil tem mais de 3.500 obras de infraestrutura escolar paralisadas ou inacabadas, e o Pacto Nacional poderia criar cerca de 450 mil vagas nas redes públicas de ensino em todo o País.

Em Mato Grosso do Sul, o FNDE informou que são 16 obras de escolas de Educação Infantil, cinco escolas de Ensino Fundamental e 10 quadras e coberturas que estão inacabadas ou paralisadas.

Na Capital, os indicadores de monitoramento de obras do FNDE apontam seis obras inacabadas, três em execução, quatro em processo de licitação e uma paralisada.

O órgão informa que para participar do Pacto Nacional é necessário que o município ou estado manifeste a intenção da retomada das obras. Além disso, há também uma análise técnica que avalia a viabilidade do projeto.

A obra que pretende receber recursos do Pacto Nacional deve estar com status de paralisada ou inacabada até a data de publicação da medida provisória, que foi o dia 15 de maio; apresentação de documentos necessários, como laudo técnico e novo cronograma físico-financeiro; não pode estar em processo de tomada de contas especiais; entre outras regras técnicas estabelecidas pelo poder executivo e normativo do FNDE.

Entretanto, a regulamentação da medida provisória ainda não foi publicada, e somente após as normas que estabelecerão as condições mínimas e o prazo para manifestação de interesse que os municípios e os estados poderão manifestar a intenção de participar do programa.

SAIBA 

Levantamento feito pelo Correio do Estado em janeiro estima que a entrega dessas escolas abriria 3 mil vagas, sendo 120 por Emei e 780
por escola municipal.

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Cidades

ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

Em junho, plano emergencial para impedir sobrecarga foi acionado

23/08/2026 18h00

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Pela segunda vez no ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras. O objetivo é preservar a segurança do sistema diante da expectativa de menor consumo no fim de semana.

O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. O grupo inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto.

Medida ocorreu em junho

O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, no feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.

O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, diante do avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar.

Em agosto de 2025, no dia dos pais, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema. Naquela data, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

Para equilibrar o sistema e evitar um blecaute que poderia atingir vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas. O operador cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

ONS prepara corte automático

Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou, na última quinta-feira (20) que está preparando um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas.

Chamado de Esquema

Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema automático prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, divididos em três estágios de 1 GW. O mecanismo seria acionado somente depois de esgotadas as demais alternativas de controle.

Segundo a ONS, um projeto-piloto deverá ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Se os testes forem bem-sucedidos, a implementação poderá avançar em 2027.

A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Para o ONS, o crescimento dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia produzida não pode ser observada ou controlada diretamente pelo operador.

Distribuidoras executam cortes

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para executar o plano anunciado para este domingo.

Em nota, a entidade pediu procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a Abradee, critérios claros são necessários para dar segurança operacional e jurídica aos geradores.

IMUNIZAÇÃO

Dia D leva mais de 2,3 mil pessoas a pontos de vacinação em Campo Grande

Mobilização realizada em 22 locais facilitou a atualização da caderneta de crianças e adolescentes além de oferecer doses para adultos e idosos

23/08/2026 17h30

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande Divulgação

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Mais de 2,3 mil pessoas procuraram os pontos de imunização abertos em Campo Grande durante o Dia D da Multivacinação, realizado neste sábado (22). Ao todo, 2.354 moradores passaram pelos 22 locais de atendimento disponibilizados na Capital ao longo do dia. 

A estratégia teve como foco principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com a conferência das cadernetas e aplicação das vacinas previstas para cada faixa etária. A mobilização, porém, também permitiu que adultos e idosos verificassem a situação vacinal e recebessem doses pendentes. 

Além das Unidades de Saúde da Família (USFs), houve atendimento no Pátio Central e no Mutirão Todos em Ação, realizado na Escola Municipal Professor José de Souza, conhecida como Zezão, na região do Bairro Oliveira.

Na USF Santa Emília, por exemplo, foram aplicadas vacinas contra gripe, além da tríplice viral e da dupla adulto. Márcia Arruda, de 63 anos, recebeu doses contra hepatite B e gripe depois de aproveitar que passava pela região.

"Foi bom, porque eu estava passando por aqui e aproveitei para colocar a vacina em dia", contou.

Também houve quem descobrisse somente no posto que estava com a vacinação atrasada. Aparecida Feliciano foi à unidade para acompanhar a filha e decidiu conferir a própria caderneta.

"Eu vim trazer a minha filha e fiquei sabendo que poderia tomar as vacinas hoje. Foi por isso que aproveitei. Nem sabia que estava atrasada", disse.

No mutirão realizado na região do Bairro Oliveira, Elloá, de 10 anos, tomou as vacinas contra HPV e gripe. A mãe, Evellyn Ortigoza, de 29 anos, também recebeu o imunizante contra a gripe.

A menina ainda deverá voltar à unidade de saúde dentro de 30 dias para receber a vacina contra a dengue. Depois das doses deste sábado, deixou um recado para outras crianças: "Nunca mais tenho medo de tomar vacina".

Além da vacinação humana, o mutirão no Zezão teve atendimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com aplicação de vacina antirrábica em animais.

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