Cidades

RISCO

Capital tem 26 bairros com alto índice de infestação da dengue

Capital tem 26 bairros com alto índice de infestação da dengue

Lúcia Morel

12/01/2012 - 00h02
Continue lendo...

Vinte e seis bairros de Campo Grande apresentam alto índice de infestação do Aedes Aegypty, mosquito transmissor da dengue, e podem registrar epidemia da doença. A constatação é do Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypty (Liraa), realizado na 1ª semana deste mês pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Dentre os bairros, seis apresentaram índice considerado de alerta, já que está acima dos 2%. A situação é mais crítica ainda em três bairros (Guanandi, Taquarussu e Jacy), onde o percentual é de 4,8%. Outros três bairros em situação preocupante são Aero Rancho, São Conrado e Caiobá, onde duas casas em cada 100 apresentaram focos.

O coordenador de controle de vetores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Alcides Ferreira explica que todo índice acima de 1% é preocupante e aumenta as chances de ocorrência de dengue nas regiões. O maior problema continua sendo a falta de cuidado da população, segundo ele. Maior parte dos focos encontrados pelas equipes do CCZ são dentro das casas e não em terrenos baldios ou locais abandonados. “Pelo que verificamos no Liraa, os focos de dengue estão nas casas e imóveis particulares e não em áreas abandonadas”, afirmou. Os principais locais nas residências em que foram identificados focos foram nas caixas d’água ou recipientes que são deixados no chão e em lonas que cobrem certos objetos.

Bairros nobres
Entre os bairros que apresentam índice acima de 1% estão bairros nobres da cidade, como o Chácara Cachoeira, Santa Fé, Autonomista, Carandá Bosque, Itanhagá Park, São Bento e Jardim dos Estados. Todos apresentaram percentual de infestação entre 1,1% e 1,9%. Ferreira destaca que o trabalho das equipes do CCZ nos bairros são constantes, mas quando o Liraa aponta as regiões mais vulneráveis, as ações são intensificadas.

Outros bairros que também apresentaram percentual acima de 1% de infestação são Mata do Jacinto, Vila Margarida, Estrela Dalva, Novos Estados, Maria Aparecida Pedrossian, Rita Vieira, Tiradentes, São Lourenço, Jockey Clube, Piratininga, Los angeles, Lageado. “Há focos da dengue em todas as regiões da cidade, ninguém está imune e é por isso que é preciso cuidado constante contra a doença”, alerta.

Mudança
No Liraa realizado em outubro de 2011 em Campo Grande, os bairros e índices de infestação identificados eram outros. No ano passado, 27 bairros apresentavam situação de atenção, sendo que os que corriam mais risco eram Batistão, Tarumã e Coophavila II. À época o percentual de infestação chegava a 3,6%. Neste último relatório, o Liraa nesses bairros foi de 1%. A redução, conforme Ferreira, ocorreu devido a intensificação dos trabalhos das equipes do CCZ nesses locais.

Leia mais no jornal Correio do Estado

Mobilidade Urbana

Rua Bahia pode voltar a ter três faixas após corredor de ônibus ficar inacabado

Agetran se comprometeu a liberar o espaço para a circulação de veículos; mudança na Rua Brasil também é estudada para reduzir congestionamentos

21/08/2026 16h01

Faixa exclusiva para ônibus na Rua Bahia deverá ser devolvida à circulação de veículos.

Faixa exclusiva para ônibus na Rua Bahia deverá ser devolvida à circulação de veículos. Foto: Reprodução.

Continue Lendo...

A terceira faixa da Rua Bahia, em Campo Grande, deverá voltar a ser utilizada pelos motoristas após permanecer reservada para um corredor de ônibus que nunca foi concluído. A medida busca melhorar o fluxo de veículos em uma das vias mais movimentadas da Capital e atender às reclamações de comerciantes e moradores da região.

A possível liberação foi discutida durante uma reunião entre o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, e o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Ciro Vieira.

Papy afirmou que a agência assumiu o compromisso de devolver a faixa à circulação de veículos. Atualmente, o espaço permanece sem utilização plena porque estava previsto para integrar o corredor exclusivo do transporte coletivo.

A reivindicação foi levada ao órgão municipal depois de queixas apresentadas por comerciantes, moradores e motoristas. Entretanto, ainda não foram divulgados o cronograma da mudança nem a data em que a faixa será efetivamente liberada.

Projeto começou em 2019

As intervenções na Rua Bahia começaram em 2019 e abrangem o trecho entre as avenidas Afonso Pena e Coronel Antonino. Desde então, o projeto tem provocado críticas, principalmente entre empresários que perderam vagas de estacionamento e tiveram o acesso aos estabelecimentos afetado pelas mudanças.

Motoristas também relatam congestionamentos frequentes ao longo da via. Com uma das faixas reservada ao corredor de ônibus, mas sem o funcionamento da estrutura planejada, o espaço deixou de contribuir para o escoamento do trânsito.

O projeto previa a execução de 1,2 quilômetro de microdrenagem, o recapeamento de 1,75 quilômetro da Rua Bahia e a implantação de uma faixa exclusiva para ônibus. Também estavam incluídas obras de infraestrutura, sinalização e estações de pré-embarque.

O investimento inicial foi estimado em R$ 4,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 3,5 milhões seriam provenientes de financiamento do PAC Mobilidade Urbana, enquanto R$ 1,26 milhão corresponderia à contrapartida viabilizada em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul.

Apesar dos recursos previstos e do início das intervenções, o corredor de transporte coletivo não foi finalizado.

Rua Brasil pode virar mão única

Além da liberação da terceira faixa da Rua Bahia, a Agetran avalia alterar o sentido de circulação da Rua Brasil, paralela à Avenida Mato Grosso. A proposta é transformar a via em mão única para criar uma rota alternativa e reduzir a concentração de veículos na região.

A mudança atenderia principalmente aos condutores que deixam o Centro em direção aos bairros e precisam acessar as proximidades da Rua Bahia. Os detalhes do trajeto e o sentido que poderá ser adotado ainda dependem dos estudos técnicos conduzidos pela agência municipal.

correios

Três municípios de Mato Grosso do Sul passam a ter CEP por rua

Até então, cidades tinham CEP geral e agora passarão a ser individuais por logradouro, facilitando a localização de endereços

21/08/2026 15h46

CEP individual facilita a localização de endereços

CEP individual facilita a localização de endereços Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Mais três municípios de Mato Grosso do Sul passam a contar com Código de Endereçamento Postal (CEP) por logradouro. Os Correios instituíram a novidade em Anastácio, Aquidauana e Ivinhema.

A mudança também vale para os distritos de Camisão, Piraputanga, Cipolência e Taunay, de Aquidauana, e Amandina, de Ivinhema.

Até então, os municípios utilizavam CEPs gerais para todos os logradouros de cada área urbana. Agora, cada quadra, rua, alameda, viela, avenida e travessa passaram a ter CEP individual.

Segundo os Correios, a nova codificação facilita a localização de endereços, beneficiando moradores e empresas que prestam serviços na localidade.

O sistema ainda permite que o CEP seja usado como referência de garantia de confirmação de endereço, prática comum entre empresas de diversos segmentos.

A recomendaçao é que a população de cada cidade entre em contato com seus correspondentes e empresas nas quais possuam cadastro para informar o novo CEP do seu endereço.

Sistemas de bancos e empresas que trabalham conectados ao banco de dados dos Correios serão atualizados com os dados novos por logradouro.

Imóveis, empresas, fazendas, instituições e todos os usuários com propriedades localizados fora dos perímetros urbanos poderão fazer uso do CEP único correspondente à área rural de cada município.

O CEP de cada logradouro já está disponível para consulta, bastando acessar a funcionalidade Busca CEP no site dos Correios.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).