Apesar dos seguidos avisos meteorológicos e das pancadas quase diárias de chuva em Campo Grande, dezembro foi mais um mês com chuvas irregulares e abaixo da média em boa parte da cidade, assim como acontece desde outubro, mês considerado como o primeiro da temporada das chuvas.
Dados do Centro de Monitoramento e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) mostram que na região central da Capital foram 139,4 milímetros no mês passado, sendo que a média histórica é de 206 milímetros para o último mês do ano.
Na região do aeroporto, os pluviômetros registraram 165,1 milímetros. Mas alguns quilômetros mais a oeste, na estação da Embrapa Pantanal, o volume chegou a 210,4 milímetros, ultrapassando um pouco a média história, mas deixando claro a irregularidade das chuvas neste ano.
Conforme o meteorologista Vinícius Sperling, do Cemtec, essa irregularidade é uma das principais características e consequências do El Niño, fenômeno que altera as características climáticas mundias e que tende a se estender pelo menos até abril.
E esta escassez e irregularidade das chuvas ocorre desde o começo de outubro em Campo Grande. Naquele mês, foram apenas 15,4 milímetros na estação da Embrapa, o que é 90% abaixo da média história para aquela região da cidade, de 147,9 milímetros.
A diferença com relação a dezembro é que em outubro a precipitação ficou abaixo da média na cidade inteira. A estação com maior volume foi a do bairro Santa Luzia, onde foram registrados 56, o que é 62% abaixo da média história.
No mês seguinte, em novembro, as características foram parecidas. Na estação da Embrapa foram 114,6 milímetros, ante média histórica de 163,9. E como é típico do El Niño, a irregularidade também ocorreu naquele mês. Na estação da Upa do bairro Universitário, região sul da Capital, o volume foi 52% maior, chegando a 173 milímetros, ultrapassando a média histórica.


