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Capital terá 71 ônibus novos, mas prefeitura cobra mais 113 veículos até o fim deste ano

Segundo o contrato de concessão, a média de idade dos carros deveria ser de 5 anos, mas atualmente é de 7,7 anos

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O Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande ontem anunciaram a renovação de 15% da frota do transporte público da Capital. Até o mês de julho, 71 novos ônibus simples estarão nas ruas para substituir parte dos 184 veículos que estão no prazo máximo de funcionamento, que é de 10 anos. 

Segundo Odilon de Oliveira Júnior, diretor-presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), a pasta realiza anualmente, com apoio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), o levantamento da idade média da frota de ônibus da Capital, que atualmente é de 7,7 anos de funcionamento. 

No entanto, de acordo com o contrato de concessão, a idade média dos veículos do transporte coletivo deve ser de 5 anos. 

Em função disso, na última semana, a prefeitura publicou no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) uma determinação para que a concessionária responsável pelo transporte adequasse a idade média da frota ou apresentasse plano de troca às agências. 

“Pelo número levantado pela Agetran e pela Agereg, são 184 ônibus a serem trocados. O consórcio anunciou hoje [ontem] nessa coletiva que está trocando de imediato 71 [ônibus], e a gente espera a formalização oficial para que eles apresentem para as agências quando que eles pretendem trocar os que faltam para que a gente possa atingir a idade ideal prevista no contrato, que é de 5 anos e hoje está em 7,7 anos”, informou Oliveira Júnior. 

O Consórcio Guaicurus relatou que pretende comprar novos ônibus até o fim deste ano, mas não informou quando fará a aquisição nem quantos veículos serão comprados. Apesar da iniciativa, 113 ônibus ainda precisam ser trocados para renovar a frota que está ultrapassando o prazo máximo de 10 anos de uso. 

O diretor-presidente da Agereg alega que será refeito o cálculo da idade da frota para emitir um novo parecer: “O que importa é que o ônibus não pode passar de 10 anos, ele pode ter 9 [anos], por exemplo, e a idade média prevista no contrato tem de ser 5 anos”. 

Na publicação do Diogrande da semana passada, a Agereg informou que havia entrado em contato com a concessionária antes da decisão, e o consórcio apresentou defesa, “alegando violação ao princípio do contraditório e ampla defesa e alegou também a existência de desequilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Concessão n° 330/2012 a impossibilitar o cumprimento da determinação da agência em se amoldar às normas da concessão”. 

Porém, ontem, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, relatou que o pedido de financiamento de R$ 50 milhões para a compra dos 71 ônibus novos, cerca de R$ 730 mil por veículo, foi feito no fim do ano passado. 

“Como a indústria de ônibus já tinha anunciado que na virada do ano nós teríamos um aumento de 30% no preço dos chassis, nós colocamos um pedido, entramos em uma fila, porque não tinha chassis, como não tem hoje. Para comprar ônibus, nós temos de entrar em uma fila de espera”, relatou Rezende. 

A renovação parcial da frota foi financiada por meio do Finame, uma linha do governo federal para financiamento da produção e aquisição de máquinas e equipamentos nacionais credenciados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

O presidente do consórcio informou ainda que o prazo para o pagamento do financiamento é de cinco anos. 
Ainda na semana passada, o advogado do consórcio, André Borges, relatou ao Correio do Estado que a empresa pretendia entrar em contato com a prefeitura para negociar a decisão, pois a concessionária não tinha condições de fazer a compra. 

“O problema é que tem sido informado há vários anos que o contrato está com desequilíbrio financeiro”, disse Borges. 

NOVOS ÔNIBUS 

Os novos ônibus são comuns, sem ar-condicionado, e contam com todos os equipamentos de acessibilidade. No momento, 21 veículos já estão na Capital, e o restante deve chegar até o dia 29. Os ônibus antigos deverão ser vendidos pela empresa. 

CONTRATO 

Em fevereiro, a 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital, designou a realização de uma perícia para verificar a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro em processo movido pelo Consórcio Guaicurus. 

No entanto, a conclusão da perícia aponta que não há necessidade de mudanças no equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do transporte coletivo da Capital. O advogado da empresa relatou que o laudo foi impugnado pelo consórcio, que aguarda nova decisão do pedido de reequilíbrio de contrato. 

Revisões do contrato também foram pedidas pelos vereadores Marcos Tabosa e Professor André Luis. Em maio, os parlamentares entraram com ação popular contra a prefeita, o diretor-presidente da Agereg e o presidente do Consórcio Guaicurus para que os órgãos apresentassem provas do cumprimento, ou não, do contrato de concessão do transporte coletivo. 

Entre as solicitações de documentação feitas pelos vereadores está a de renovação da frota de ônibus, em razão da manutenção de veículos funcionando acima da idade permitida no contrato. Além disso, os vereadores citam também outras determinações, como a instalação de sistema de georreferenciamento. 

Marcos Tabosa e Professor André Luis também conseguiram assinaturas, em 2021 e 2022, para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que visava apurar o cumprimento das normas do contrato entre o Consórcio Guaicurus e a Prefeitura de Campo Grande, porém, a CPI nunca foi instaurada pelo Poder Legislativo. 

SAIBA

Segundo o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, não há indicativo de necessidade de criação novas linhas e compra de novos ônibus. “Se houver necessidade de ter reforço em determinadas linhas e determinados horários, a Agetran faz isso diariamente”, disse o diretor.

Bem-Estar

Aulão gratuito de dança japonesa é opção para o sábado em Campo Grande

Atividade de Matsuri Dance é aberta a todas as idades e não exige experiência

07/08/2026 16h32

Casa de Cultura

Casa de Cultura Reprodução

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Quem ainda não decidiu o que fazer neste sábado (8) pode aproveitar uma opção gratuita de lazer e cultura em Campo Grande. A Casa de Cultura promove um aulão de Matsuri Dance, das 9h às 11h45, aberto a pessoas de todas as idades e sem necessidade de experiência com dança.

A atividade será realizada na sede da instituição, na Avenida Afonso Pena, 2.270, no Centro. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição antecipada: basta comparecer ao local.

O aulão será conduzido pelos professores Márcio Oliveira e Kenji e vai ensinar coreografias tradicionais do Matsuri Dance, manifestação ligada à cultura japonesa. A proposta também é promover integração, bem-estar e socialização entre os participantes.

Além de ser uma opção para movimentar o corpo e conhecer um pouco mais da cultura japonesa, a atividade também pode ajudar quem pretende participar das apresentações do Bon Odori 2026, que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de agosto, na sede da Associação Nipo-Brasileira.

Serviço

O quê: Aulão gratuito de Matsuri Dance
Quando: sábado (8)
Horário: das 9h às 11h45
Onde: Casa de Cultura — Avenida Afonso Pena, 2.270, Centro
Quanto: gratuito
Inscrição: no próprio local
 

Fiscalização Urbana

Exército é notificado por terreno sem limpeza em Campo Grande, mas diz que área é da União

Área foi notificada por falta de limpeza e pode receber multa de até R$ 13,5 mil; Exército afirma que imóvel já foi transferido ao patrimônio da União.

07/08/2026 16h19

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União.

Comando do Exército consta no edital da Prefeitura como responsável pelo terreno, mas instituição informou que a área foi transferida ao patrimônio da União. Foto: Divulgação

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O Comando do Exército foi incluído pela Prefeitura de Campo Grande em uma relação de responsáveis por imóveis urbanos notificados por irregularidades. A medida consta no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta sexta-feira (7) e estabelece prazo de 30 dias para que os problemas apontados pela fiscalização sejam regularizados.

A notificação foi publicada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Edital de Notificação nº 050/2026. O documento reúne dezenas de proprietários de áreas espalhadas por diferentes regiões da Capital.

No caso atribuído ao Comando do Exército, o imóvel é identificado no cadastro do Município como localizado na região do Sobrinho, com a referência “próximo Jair Garcia”. A notificação de número 545623 registra a infração identificada pela letra “A”. 

De acordo com o próprio edital, a classificação “A” corresponde à infração prevista no artigo 18-A da Lei Municipal nº 2.909/1992, referente à não limpeza de propriedade urbana. Para essa irregularidade, a Prefeitura estabelece multa que varia de R$ 3.390,50 a R$ 13.562. 

A publicação, porém, não informa as condições encontradas no terreno, como presença de mato alto, lixo, entulho ou outros materiais.

Também não detalha a extensão da área nem esclarece há quanto tempo o imóvel estaria em situação irregular. O que o documento oficial permite afirmar é que a fiscalização enquadrou o imóvel na categoria referente à falta de limpeza.

Cadastro aponta Exército, mas instituição diz que área é da União

Embora o edital publicado pela Prefeitura de Campo Grande identifique o Comando do Exército como responsável pelo imóvel localizado na região do Sobrinho, próximo à Jair Garcia, o Exército informou ao Correio do Estado que a área não pertence mais à instituição e foi transferida ao patrimônio da União. 

Questionado sobre quando ocorreu a transferência, o Exército não informou a data.

A reportagem também procurou a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS) para confirmar a titularidade, esclarecer desde quando o imóvel está sob responsabilidade da União e quem deve realizar a manutenção da área, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Exército tem 30 dias para regularizar situação

Conforme as regras estabelecidas pela Semades, os proprietários relacionados no edital têm 30 dias, contados da publicação, para sanar as irregularidades. Caso a determinação não seja cumprida, ficam sujeitos ao lançamento das multas previstas para cada tipo de infração. 

Além da falta de limpeza, o edital estabelece penalidades para outras situações encontradas pela fiscalização municipal.

Entre elas estão ausência de muro ou estrutura de fechamento, falta de construção ou conservação de passeio público, problemas na manutenção da faixa de permeabilidade e depósito de materiais em via pública.

Para a falta de muro, calçada ou manutenção da faixa de permeabilidade, a cobrança indicada é de R$ 33,91 por metro de testada. Já o depósito de materiais em via pública pode resultar em multa entre R$ 1.695,25 e R$ 6.781.

A penalidade mais elevada entre as infrações descritas no edital é justamente a relacionada à falta de limpeza, que pode alcançar R$ 13.562. 

Fiscalização alcança imóveis em diferentes regiões

O Comando do Exército não é o único responsável notificado. A relação publicada pela Prefeitura inclui pessoas físicas, espólios e empresas com imóveis em bairros e parcelamentos de diferentes pontos de Campo Grande.

Entre as regiões citadas no documento aparecem Nova Lima, Rita Vieira, Jardim dos Estados, Bandeirantes, São Conrado, Nova Campo Grande, Centro, Carandá, Panamá e outras localidades. As irregularidades variam conforme cada propriedade. 

A presença de um órgão federal na relação chama atenção em meio à extensa lista porque coloca o Comando do Exército sob a mesma fiscalização das normas municipais de postura urbana aplicada aos demais responsáveis relacionados no edital.

A notificação foi assinada pelo gerente de Controle de Posturas da Semades, Paulo Nina Ferreira, e consta no Diogrande nº 8.419. 

 

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