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Folia em MS

Carnaval de Corumbá vai colocar 17 mil pessoas para desfilar na passarela

Cada agremiação carnavalesca na Capital do Pantanal tem de desfilar com mil integrantes; já nos blocos o mínimo é de 700

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Oficialmente, o Carnaval de Corumbá teve início na quarta-feira. Neste fim de semana, acontecerão os desfiles dos blocos oficiais e das escolas de samba. A Capital do Pantanal, quem tem 96 mil habitantes, terá mais de 17 mil pessoas desfilando, desde a Rua Frei Mariano, esquina com a Rua Treze de Junho, até a Avenida General Rondon, esquina com a Rua Major Gama, ao longo de pouco mais de seis quarteirões. 

São 10 agremiações que disputam o título do Carnaval e 11 blocos oficiais que entram no páreo para obter o reconhecimento de melhor bloquinho carnavalesco.

A programação oficial do evento tem início a partir das 20h deste sábado, quando saem, nessa ordem, os blocos: Águia da Vila, Afro Samba Reggae, Flor de Abacate, Os Intocáveis, Oliveira Somos Nós, Bola Preta, Nação Zumbi, Arthur Marinho, Clube dos Sem, Vitória Régia e Praia, Bola e Cerveja.

Já no domingo e na segunda-feira será a vez das escolas de samba. A ordem vai ser: Unidos da Vila Mamona, A Pesada, Unidos da Major Gama, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos de Corumbá, no domingo; e Imperatriz Corumbaense, Estação Primeira do Pantanal, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade Independente da Nova Corumbá, na segunda-feira, fechando o desfile.

Em 2024, a escola de samba campeã foi a Império do Morro, que alcançou 158,9 pontos. Entre os blocos, o Nação Zumbi conquistou o título da Liga Independente dos Blocos Carnavalescos de Corumbá (Liblocc), com 79,7 pontos.

Cada agremiação carnavalesca na Capital do Pantanal precisa desfilar com mil integrantes. Já nos blocos o número de foliões fica em torno de 700, mas alguns reúnem até 1,2 mil pessoas, como ocorreu em 2024.

No holofote central, para promover a festa e garantir que o reconhecimento de melhor Carnaval do Centro-Oeste seja de Corumbá, a Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá (Liesco) avalia que o evento conseguiu se reafirmar como o principal desta região do País. 

“A gente está cada vez mais reafirmando que o Carnaval no Centro-Oeste é feito aqui, em Corumbá. Em 2022, quando a festa foi realizada em abril, a gente mostrou que está no coração do corumbaense essa festa. Já está na identidade cultural da cidade, e estamos em evolução. Por dia, são 10 mil pessoas só das escolas desfilando e outras 25 mil assistindo”, analisou o presidente da Liesco, Victor Raphael. 

Por conta de ano eleitoral e troca de gestão em 2024, as escolas de samba, responsáveis por fazer o tamborim e os corações carnavalescos baterem forte na Capital do Pantanal, receberam recursos fora do período considerado antecipado. Atualmente, a verba pública representa entre 40% e 50% dos gastos das agremiações. O restante do valor para garantir os desfiles vem de eventos realizados ao longo do ano e parcerias.

Cada escola de samba corumbaense, atualmente, movimenta entre R$ 200 mil e R$ 300 mil para entrar na passarela. O intercâmbio com agremiações de São Paulo e do Rio de Janeiro também ocorre todos os anos, o que ajuda tanto a abrilhantar os adereços como colocar na avenida mais profissionalismo. Ainda assim, por regra, as escolas têm o limite de 30% para comprar produtos de fora. Essa questão é levada a sério pela Liesco, para também garantir que a economia local seja movimentada.

Para conseguir garantir toda a produção de fantasias e carros alegóricos, é um verdadeiro batalhão de gente que trabalha sem parar desde dezembro até próximo de as escolas se apresentarem. As agremiações maiores chegam a contar com 120 pessoas trabalhando rotineiramente, enquanto outras, neste ano, estão com 85 funcionários atuando. Todo esse pessoal garante, com o Carnaval, o amor pela festa e uma renda extra por pelo menos três meses.

Com quantos dias se faz um grande Carnaval

Além dos blocos oficiais e das escolas de samba, em Corumbá, o Carnaval ganha contornos mais amplos porque envolve concurso de marchinhas, concurso de fantasias, shows nacionais e regionais e o engajamento de vários outros blocos, que desfilam tanto no centro da cidade como em áreas fechadas. Como se tornou tradição, a prefeitura de Corumbá é responsável por organizar um bloco que sempre sai às ruas primeiro, abrindo festividades na véspera do grande evento.

O bloco Sandálias de Frei Mariano desfilou na quarta-feira, abrindo as festividades, como já ocorre em Corumbá há 19 anos – iniciativa criada pela empreendedora cultural Heloísa Urt. É obrigatório que nesse bloco o prefeito e o vice façam as vezes de dançar na passarela. Desta vez, Dr. Gabriel e sua vice, Bia Cavassa, usaram a camiseta oficial do bloco e desceram a Rua Frei Mariano com vários servidores municipais, além da corte de Momo, composta por Kléber Kosta, Cinthia Ajala e as princesas Leidy Anni Arruda e Juliana Bejarano.

Frei Mariano é lembrado no bloco porque se tornou uma figura mítica em Corumbá. A lenda fala que ele rogou uma praga contra os moradores da cidade depois de ter sido acusado de não pagar pelo relógio da Igreja Matriz, em 1887 – dados históricos apontam que um empresário promoteu pagar e colocou a culpa do calote no frei. Suas sandálias teriam ficado enterradas em algum lugar da cidade, e o desenvolvimento local só voltaria a acontecer se alguém as achasse. Verdade ou não, esse caso segue um mistério.

Já no concurso de marchinhas, a vencedora da edição deste ano foi “Sogra do TikTok”, de Diego Rodrigues e Hiltinho. A segunda colocação ficou com “Carnaval na Fronteira”, composta pela jornalista Lívia Gaertner e interpretada por Karina Cabral. O terceiro lugar foi de “Peixe Frito pra Sobra”, de Fábio Marchi.

No concurso de fantasias, 20 participantes disputaram o certame no tradicional salão do Corumbaense, que fica no fim da passarela do samba.

“Conseguimos democratizar o Carnaval em Corumbá. Antes, só era feito na área central. Levamos para os bairros porque há pessoas que não têm condições de vir até o Centro. Com o Folia nos Bairros, levamos diversão para as crianças, em uma festa para as famílias. Para o ano que vem, vamos fazer um Carnaval muito melhor. Que todos possam curtir, com muita tranquilidade e segurança, o melhor Carnaval do Estado e o melhor do Centro-Oeste”, convidou o prefeito Dr. Gabriel.

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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Campo Grande

Prefeitura monta plano para privatizar unidades 24 horas

Proposta apresentada pela Sesau para o Conselho Municipal de Saúde foi rejeitada pela maioria; ideia seria conceder a parte administrativa dos CRSs

26/03/2026 08h35

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital Gerson Oliveira

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), montou um plano para privatizar duas Unidades de Saúde com atendimento 24 horas da Capital e apresentou a proposta para o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal.

Ontem, membros da Sesau se reuniram com representantes do CMS para apresentar uma proposta de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para Organizações Sociais de Saúde (OSSs), sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Sesau em sua apresentação, daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“O Conselho Municipal de Saúde não se opõe a essa proposta por mero posicionamento político circunstancial. O conselho se opõe porque compreende, à luz de sua história, de suas atribuições legais e da experiência acumulada no SUS, que a terceirização da gestão das Unidades Públicas de Saúde não enfrenta os principais problemas hoje vividos pela população de Campo Grande e ainda pode agravar fragilidades já existentes”, pontua.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, completa o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

Durante a tarde, foi a vez dos vereadores da Comissão Permanente de Saúde receberem os representantes da Sesau para debater a proposta de terceirização. 

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a comissão, disse que não esperava esta atitude do Município, além de esclarecer que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

Cabe ressaltar que as OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

PLANO INICIAL

Em contato com a Sesau para mais informações sobre esse plano, a secretaria limitou-se a declarar que se trata de uma ideia inicial, ainda em análise, que será amplamente debatida com outros órgãos.

“Uma ideia de proposta para implementação de OSS na Remus [Rede Municipal de Saúde], que será amplamente discutida com o Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Tribunal de Contas, entre outros”, afirma a Sesau.

A reportagem também questionou o gasto mensal da prefeitura para gerir as CRSs Aero Rancho e Tiradentes. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

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