Cidades

CASO SOPHIA

Casa da Mulher e Cepol terão plantão para atender criança, enquanto Casa da Criança não sai do papel

Local ainda será arquitetado e edificado e governo do Estado possui verba de R$ 10 milhões para destinar à construção da Casa da Criança

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Enquanto o Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente - Casa da Criança - não é construído, a Casa da Mulher Brasileira (CMB) e Centro Especializado de Polícia Integrada (CEPOL) serão os locais momentâneos de atendimento à criança e ao adolescente, que são vítimas de violência e abuso sexual.

O pronunciamento foi feito pelo Delegado-Geral de Polícia Civil, Roberto Gurgel, na manhã desta sexta-feira (3), durante audiência da criação da Casa da Criança, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Na CEPOL, será instalada, dentro de 45 dias, sala exclusiva para atendimento de crianças e adolescentes, no período noturno de segunda à sexta-feira e plantão de 24 horas aos sábados, domingos e feriados.

As salas serão destinadas para registro de boletim de ocorrência, oitiva de testemunhas, oitiva de autores e depoimento especial. A área ficará isolada e separada do restante da delegacia para garantir privacidade e melhor acolhimento da criança.

Já na Casa da Mulher Brasileira, será instalada, neste mês de março, a ‘sala lilás’, cujo objetivo é registrar boletim de ocorrência e realizar corpo de delito em crianças e adolescentes, do sexo masculino e feminino, vítimas de violência e abuso sexual.

"Isso é uma medida excepcional, momentânea. Nós não queremos em momento algum desfigurar aquilo que é a ideia inicial da Casa da Mulher Brasileira, mas entendemos que neste momento todos nós precisamos estar emanados e fazer um trabalho conjunto", destacou o delegado-geral.

Ambas as medidas são momentâneas e visam combater os crimes a curto prazo.

A criação do Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente - Casa da Criança - tem sido fortemente debatida, nos últimos dias, entre autoridades da segurança pública, parlamentares, chefes do executivo estadual/municipal e pela sociedade.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (SEDHAST), por meio do Governo de Mato Grosso do Sul, possui verba de R$ 10 milhões para destinar à construção da Casa da Criança.

Não existe nada decidido a respeito do projeto da Casa da Criança, mas, há três possíveis plantas para executá-lo: de 3,3 mil m²; 1,8 m² e 900 m².

De acordo com Gurgel, o secretário-adjunto de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Ary Carlos Barbosa, esteve em reunião, na manhã desta sexta-feira (3), para solicitar a doação do terreno em frente a Casa da Mulher Brasileira, para instalar a Casa da Criança.

AUDIÊNCIA

Audiência na ALEMS, na manhã desta sexta-feira (3), debateu o Projeto de Lei Estadual 007/2023, que diz a respeito da criação do Centro de Atendimento Integrado a Crianças e Adolescentes, que são vítimas de violência.

As autoridades que estiveram presentes na reunião são deputados estaduais Rafael Tavares (PRTB), João Henrique Catan (PL), Mara Caseiro (PSDB), Rinaldo Modesto (Podemos), delegado-geral de Polícia Civil Roberto Gurgel, vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB, Maria Isabela Oliveira Saldanha entre outros. Vale destacar que a audiência foi prosposta pelo deputado Rafael Tavares.

Na ocasião, a Maria Isabela Oliveira afirmou que recebeu denúncias anônimas de dentro dos Conselhos Tutelares e questionou para onde vai o R$ 1 milhão de verba do município destinado ao órgão. 

"Alguns conselheiros não tem gasolina no carro [de trabalho], não tem cadeira para sentar. Para aonde esse dinheiro está indo?", indagou.

Já o deputado estadual, Rafael Tavares (PRTB), afirmou que o intuito é da audiência é dar base para o Projeto de Lei para a criação do Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente.

"A ideia é debater com a sociedade civil, especialistas, para a gente cosneguir resolver esse problema do que aconteceu com a menina Sophia. Estamos pensando em soluções urgentes no momento, até porque criar, construir um centro como esse demora. E nós não podemos demorar e vejo que as pessoas estão empenhadas em solucionar o problema urgente", disse.

Programa

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado

12/06/2026 19h00

Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

Indenizado

Justiça manda indenizar entregador agredido com barra de ferro

Juiz de Campo Grande determinou indenização de R$ 5 mil por danos morais após agressão durante a retirada de um pedido por aplicativo

12/06/2026 18h22

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um comerciante de Campo Grande ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo que foi agredido com uma barra de ferro durante a retirada de um pedido.

A decisão foi proferida pelo juiz Deni Luis Dalla Riva, da 10ª Vara Cível da Capital, que considerou desproporcional a reação do empresário durante o desentendimento.

Conforme os autos do processo, o caso ocorreu enquanto o entregador realizava uma entrega por meio de aplicativo. Ao chegar ao estabelecimento comercial para buscar um pedido, houve uma discussão entre as partes relacionada ao funcionamento do local e ao tempo de espera para a retirada da refeição.

Segundo relatou o trabalhador, após aguardar a finalização do pedido e retornar para buscá-lo, ele passou a ser perseguido pelo proprietário do comércio, que teria iniciado uma série de ofensas verbais. Na sequência, o comerciante utilizou uma barra de ferro para atingir o entregador na região da cabeça.

A vítima afirmou que sofreu apenas ferimentos leves porque utilizava capacete no momento da agressão. O equipamento absorveu o impacto do golpe e evitou consequências mais graves.

Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à delegacia para o registro da ocorrência.

Durante os procedimentos policiais, tanto o capacete danificado quanto a barra de ferro utilizada na agressão foram apreendidos e incorporados às investigações.

Na ação judicial, o entregador solicitou indenização por danos materiais e morais. A defesa do comerciante sustentou que a agressão teria ocorrido em contexto de legítima defesa e alegou ainda que as partes já haviam firmado acordo anterior relacionado ao episódio.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o acordo mencionado dizia respeito exclusivamente aos danos materiais causados ao capacete, não abrangendo eventual reparação pelos danos morais sofridos pelo trabalhador.

Dessa forma, o pedido relacionado ao prejuízo material foi considerado encerrado, permanecendo apenas a análise da compensação moral.

Na decisão, o juiz ressaltou que as provas reunidas no processo, incluindo o boletim de ocorrência e declarações prestadas pelo próprio réu à autoridade policial, confirmaram que o entregador foi atingido por uma barra de ferro durante a discussão.

O magistrado também rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo ele, não ficou demonstrada a existência de agressão atual ou iminente que justificasse o uso de um objeto contundente contra a vítima.

Para Deni Luis Dalla Riva, ainda que tenha ocorrido uma troca de ofensas e um ambiente de exaltação entre as partes, a reação do comerciante extrapolou os limites da razoabilidade e não pode ser admitida como forma legítima de resolução de conflitos.

Com a decisão, o empresário foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais ao entregador, valor fixado em razão da agressão e dos constrangimentos decorrentes do episódio ocorrido durante o exercício da atividade profissional da vítima.

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