Cidades

JAPORÃ

Fogo destrói casa de reza em aldeia indígena de MS

Ainda não se sabe as causas do incêndio, mas é possível que tenha sido incendiada criminalmente

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Casa de reza foi destruída pelo fogo, na noite desta quarta-feira (19), na aldeia indígena Porto Lindo, em Japorã, município localizado a 451 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a estrutura do espaço, composta por capim sapé, foi destruída pelas chamas em poucas horas.

Populares notaram o início das chamas/fumaça e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar via 193. Os militares compareceram no local e utilizaram milhares de litros d’água para conter o fogo, mas não foi possível salvar o espaço.

Ainda não se sabe as causas do incêndio, mas é possível que tenha sido incendiada criminalmente.

A casa de reza é um espaço espiritual e sagrado para indígenas da região, onde ocorrem atividades culturais, educacionais e religiosas, com prática de rezas, cantos e danças.

O local cumpre a função de assegurar a preservação da memória, tradição e saberes indígenas do Povo Guarani Kaiowá.

Geralmente, o espaço sofre intolerância, preconceito e violência dos moradores da região. Não é a primeira vez que uma casa de reza é incendiada em aldeias de Mato Grosso do Sul. A casa de reza Gwyra Nhe’engatu Amba, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, foi atacada, queimada e destruída três vezes.

SEGURANÇA PÚBLICA

Estado mantém ofensiva contra facções criminosas

Em nova operação contra PCC e Comando Vermelho, polícia prendeu 14 pessoas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; investigações se intensificaram após morte de PM

10/07/2026 08h00

Divulgação/PM

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A polícia de Mato Grosso do Sul tem intensificado as ações contra as organizações criminosas nos últimos dias, principalmente após a morte do policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos, no dia 30 de junho, em Corumbá. Ontem, uma operação deflagrada em Três Lagoas mirou duas facções criminosas e prendeu 14 pessoas.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Janus mirou envolvidos na guerra entre Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) e que têm cometido homicídios e tentativas de homicídio registrados recentemente em Três Lagoas.

Conforme nota da polícia, a ação tinha expedido 15 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão em Três Lagoas e Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, e Rondonópolis e Cuiabá, em Mato Grosso.

Contudo, a nota também traz que foram efetivamente cumpridos até a manhã de ontem 12 mandados de prisão, 1 mandado de internação de adolescente e 15 mandados de busca e apreensão, além de uma prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

“A Operação Janus é resultado de investigações conduzidas de forma integrada pela 1ª, 2ª e 3ª Delegacias de Polícia Civil [de Três Lagoas], em conjunto com a SIG [Seção de Investigações Gerais] de Três Lagoas, voltadas à apuração de crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubos atribuídos a integrantes de duas facções criminosas, bem como ao enfrentamento ao crime organizado”, diz a nota.

A ação envolveu diversas delegacias de Três Lagoas e de Campo Grande, como a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), e a Polícia Militar.

“Ao longo da ação, também foram apreendidos: substâncias entorpecentes e dezenas de aparelhos celulares”, traz a nota.

OPERAÇÕES

Esta é a quarta grande operação das forças de segurança de Mato Grosso do Sul que mira o fim da guerra por território entre PCC e Comando Vermelho. A rivalidade cresceu desde o ano passado, com a tentativa de entrada da facção originária do Rio de Janeiro em território que antes era dominado pelo grupo paulista.

Matéria do Correio do Estado publicada no mês passado mostrou que, em razão dessa intensificação, o governo do Estado recebeu, este ano, R$ 10,3 milhões do governo federal, por meio do programa Brasil contra o Crime Organizado, instituído em maio.

Na época da publicação da matéria, o titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, afirmou que esse recurso chegaria em junho e seria utilizado por 90 dias para operações contra essas facções criminosas.

A verba, ainda segundo o secretário, é destinada “para o custeio de diárias para os policiais fazerem essas operações nas fronteiras e nas divisas do Estado”.

Além da opeação de ontem, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul também fizeram ações em Campo Grande, Corumbá e nas regiões norte e leste do Estado, além de presídios.

A primeira ocorreu em abril deste ano. Levando o nome de Operação Leviatã, a ação do Garras cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão em Coxim, na região norte do Estado.

Já no início de junho o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fez uma ofensiva contra as facções criminosas e prendeu cinco membros de “alta periculosidade” do PCC em Campo Grande, durante a Operação Malleus, que ocorreu também em Água Clara e Corumbá.

Em 9 de junho começou a implantação do padrão de segurança máxima no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o presídio de segurança máxima de Campo Grande.

Com revista em todas as celas e até helicóptero, a ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen) fez parte do programa Brasil contra o Crime Organizado e teve por objetivo padronizar e capacitar as operações no presídio a partir de investimentos do programa.

A unidade de Campo Grande foi a primeira a receber a capacitação prática por meio do projeto.

Polícias Civil e Militar participaram de operação, que contou também com o helicóptero da Sejusp - Foto: Divulgação/PM

MORTE DE POLICIAL

Além do programa federal, outro fator tem motivado a intensificação da atuação contra a guerra de facções. A morte do policial militar Marcelo Pimenta, durante o atendimento a uma ocorrência de briga entre as facções, em Corumbá, no fim do mês passado.

Desde a morte do PM, pelo menos nove pessoas já foram mortas em confrontos com policiais até ontem, entre elas, um dos envolvidos diretamente no assassinato de Marcelo, Everton da Silva Viana, de 40 anos, que foi morto no dia 30 de junho, conforme a PM, após tentar furtar a arma de um policial.

Somente na faixa de fronteira, foram seis mortes nos nove primeiros dias deste mês em confrontos entre supostos bandidos e policiais.

A última morte resultante de confronto ocorreu na noite de quarta-feira, em Campo Grande. Fernando Ferraz Fernandes, de 35 anos, morreu, segundo a PM, depois de disparar contra policiais em um terreno baldio, após a ocorrência de uma briga entre usuários de drogas no Bairro Sayonara.

*SAIBA

Segundo a Polícia Militar, Marcelo Pimenta morreu ao atender a um chamado sobre tiros disparados contra uma residência em Ladário. Ao alcançar os suspeitos, três homens em um carro, os PMs foram recebidos com tiros e um deles atingiu Marcelo.

ESPORTES

Projeto na Câmara proíbe atletas que jogam fora do Brasil e técnico estrangeiro na Seleção

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País

09/07/2026 22h00

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

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O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou nesta quarta-feira, 8, na Câmara dos Deputados um projeto de lei que restringe as convocações para a Seleção Brasileira a jogadores vinculados a clubes do País e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica. A proposta também veta patrocínios de casas de apostas, incluindo as bets, a clubes e outras entidades esportivas.

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País. A restrição alcança ainda a comissão técnica: treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com clubes ou entidades esportivas estabelecidos no Brasil.

A medida, se aprovada, atingiria diretamente jogadores brasileiros que atuam em clubes no exterior e também impediria a presença de treinadores estrangeiros à frente da Seleção. Atualmente, o Brasil é comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

"Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha", disse Hauly na quarta-feira, em discurso na Câmara ao defender a proposta.

Em outro trecho, a proposta proíbe clubes, associações, agremiações e entidades de administração do esporte de firmar ou manter contratos de patrocínio, publicidade ou similares com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do setor. A vedação inclui a exposição de marcas em uniformes, estádios, centros de treinamento, placas, entrevistas, transmissões, redes sociais e eventos esportivos.

Os contratos já em vigor teriam de ser encerrados em até 180 dias após a publicação da lei, caso o projeto seja aprovado e sancionado. O descumprimento poderia levar à suspensão do recebimento de recursos públicos federais, incentivos fiscais, além de outras sanções previstas na legislação.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara. Depois de apresentado, o texto precisa ser despachado pela Mesa Diretora para análise das comissões temáticas. Caso seja aprovado nas comissões e, se necessário, no plenário da Câmara, poderá seguir ao Senado.

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