Cidades

Inédita no Brasil

Casa no padrão europeu é 25% mais barata, resiste a tremores
e fica pronta em 6 dias

Primeira casa sustentável, bio-saudável e inteligente do país foi montada na Capital

Danielle Valentim

14/11/2015 - 14h00
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Capaz de resistir a tremores de 9 graus na escala Richter e a ventos de até 300 km/h, o projeto da casa é como qualquer outro, o que chama atenção é a forma como a construção é desenvolvida. Sabe a teoria de tijolo em cima de tijolo? Esquece. Com padrão europeu, a primeira casa sustentável, bio-saudável e inteligente do Brasil foi "montada" em Campo Grande em apenas seis dias e com o uso da nanotecnologia. O empreendimento foi construído com foco em três fatores: água, ar e energia. 

Uma casa resistente a terremotos não chama tanta atenção no Brasil, afinal, o fenômeno é raro no país, que está localizado no centro de uma das grandes placas que compõem a superfície terrestre. O fato é que o imóvel extremamente forte também fica 25% mais barato que as casas tradicionais. Quem não gosta de uma economia?

A ideia de trazer a inovação ao Brasil surgiu com base na deficiência que o país apresenta em relação a habitação. Kleber Karru, que morou na Espanha por sete anos, conheceu o morador de lá, Eugen Fudulu, e há três anos decidiram investir no projeto. Em parceria com o laboratório europeu Open MS, que se baseia na nanotecnologia.

Os componentes da casa são feitos em uma máquina, que não desperdiça material e com apenas quatro funcionários tira o projeto do papel em menos de uma semana. É importante ressaltar que a casa fica pronta em seis dias, depois que o radier (alicerce) está pronto. O modelo também é usado para casas de luxo e até edifícios.

As paredes recebem isolamento térmico e acústico, com espuma e fios de vidro, por dentro e por fora, dessa forma a casa mantém uma temperatura agradável, sendo dispensado o uso de ar condicionado. O material também é resistente a fogo, água e cupim. Depois da estrutura montada pela máquina e a montagem realizada, o acabamento final pode ser feito da forma desejada, com azulejo, látex, textura ou grafiato.

O projeto busca parceria com o Governo Estadual para que as casas de alta qualidade e baixo valor cheguem a população menos favorecida. Para os modelos de habitações populares, os sócios projetam entregar 30 casas por mês, ou seja uma casa por dia. A ação também resultaria em geração de empregos. 

"Isso poderia acontecer pois o número de pessoas trabalhando aumentaria. Com equipes de trabalho, divididas por funções, fazemos uma casa por dia. Neste caso, uma equipe faria o radier, outra montaria a estrutura e outra seria responsáveis pelo revestimento e acabamento final", diz Kleber Karru.

Com foco na água, ar e energia, Karru explica que o purificador instalado no cavalete da rua é capaz de retirar impurezas da água antes que ela chegue na torneira da residência. Assim como o aparelho de ar, que retira todas as bactérias do ambiente, e a economia evidente com a energia solar. "A casa é entregue pronta para morar de forma saudável e digna", diz.

O Portal Correio do Estado visitou a casa mais inteligente do Brasil, antes da finalização. Mas o imóvel será inaugurado e aberto ao público com jardim e móveis decorados, na próxima segunda-feira (16), a partir das 10 horas, na Rua Vista Alegre esquina com a Inácio de Souza. A casa é apenas um modelo, já que as unidades para venda estarão disponíveis, quando a fábrica for instalada no Brasil, em abril de 2016. 

Tempo

Chuva de 45 milímetros volta a alagar bairros em Campo Grande

As chuvas antecederam a chegada de uma frente fria no Estado influenciada pela formação de um ciclone extratropical entre o Paraguai e a Argentina

07/04/2026 17h45

Alagamento na Rua Filinto Miller na tarde de hoje (7)

Alagamento na Rua Filinto Miller na tarde de hoje (7) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em alerta para tempestades e chuvas intensas desde domingo, Campo Grande registrou grandes volumes de água na tarde desta terça-feira (7). 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em duas horas choveu o equivalente a 45,4 milímetros na cidade, causando alagamentos em vários bairros. 

Segundo a estação meteorológica no bairro Jardim Panamá, entre 14h e 16h de hoje, o acumulado foi de 34 milímetros na região. No bairro Santa Luzia, foram 16,8 milímetros. Já na região do Universitário, foram 6,4 milímetros durante o período e na região sudoeste da cidade, o acumulado foi de 9,4 milímetros. 

Como consequência, foram registrados alagamentos no bairro Amambaí, na Avenida Günter Hans, no Parque do Sol, no bairro Caiçara, Aero Rancho, em trechos da Avenida Três Barras e no bairro Los Angeles, onde o vendaval derrubou uma árvore na Rua Engenheiro Paulo Frontin. 

De acordo com o meteorologista Natálio Abrão, a Capital registrou ventos de 52,5 km/h e cerca de 1.955 raios caíram na cidade na tarde desta terça-feira. 

As indicações da Defesa Civil são para evitar buscar abrigo debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar próximo de placas de propagandas e torres de transmissão. 

Também é indicado evitar o uso de aparelhos ligados à tomada durante as tempestades. 

Frente fria

As chuvas também reduziram a temperatura, que caiu quase 10ºC em quatro horas, passando de 31ºC às 13h para 21,6ºC às 17h, indicando a chegada da frente fria no Estado. 

Entre os dias 7 e 9 de abril, a intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e a Argentina dará origem a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico. 

Essas condições devem impactar Mato Grosso do Sul através do aumento da nebulosidade, com pancadas de chuvas e tempestades, seguidas por queda nas temperaturas.

Na retaguarda da frente fria, há indicativos de avanço de uma massa de ar ainda mais frio.

As menores temperaturas devem ser registradas entre os dias 10 e 12 de abril, com a mínima variando entre 12°C e 14°C, especialmente na região sul do Estado. Em outras regiões, as mínimas previstas variam entre 16ºC e 17ºC, de acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec). 

O Estado continua em alerta de perigo para tempestades e chuvas intensas para tempestades e chuvas intensas até esta quarta-feira (8). 
 

Greve

Enfermagem da Santa Casa paralisa atividades por falta de pagamento

Categoria pede pelo repasse da complementação salarial referente ao mês de fevereiro e o pagamento do salário, cujo prazo para pagamento encerrou hoje (7)

07/04/2026 16h45

Paralisação já começou na manhã desta terça-feira (7)

Paralisação já começou na manhã desta terça-feira (7) Reprodução Redes Sociais

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Os trabalhadores da enfermagem da Santa Casa de Campo Grande voltaram a cruzar os braços por falta de pagamento nesta terça-feira (7). 

No período da manhã, a categoria realizou Assembleia com os profissionais, onde ficou definido que parte dos trabalhadores ficará de braços cruzados em frente ao hospital até o pagamento. 

A classe afirma que o pagamento da complementação salarial referente ao mês de fevereiro, e até mesmo o salário, ainda não havia sido pago. O prazo para o repasse era até o dia 05. Para o salário, o prazo para pagamento era até hoje. 

A paralisação será feita de forma revezada, para não impactar de forma direta os atendimentos no hospital. Cerca de 50% da categoria aderiu ao movimento. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Siems), o repasse financeiro vem do Governo Federal sempre pontualmente, chega à Prefeitura Municipal onde é destinado ao setor financeiro do Hospital. 

No entanto, o setor de finanças da Santa Casa afirmou ainda não ter recebido o valor para o complemento do Piso Salarial dos trabalhadores. 

Nesta tarde, o presidente da Siems, Lázaro Santana, se dirigiu à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em busca de uma reunião para cobrar a liberação do recurso federal encaminhado ao município. O resultado do encontro ainda não teve atualizações. 

Atualmente, a Santa Casa conta com uma equipe de 1,4 mil enfermeiros. 

Em nota, a Sesau afirmou que o repasse deve ser feito aos funcionários ainda nesta terça-feira. 

"Conforme previsto na Portaria GM/MS nº 1.135, de 16 de agosto de 2023, o prazo para o repasse é de 30 (trinta dias) contados a partir do depósito. Contudo, devido ao feriado prolongado, não houve tempo hábil para finalizar os tramites legais para o repasse, o qual irá ocorrer ainda nesta terça-feira, quando o valor estará disponível aos profissionais", afirmou a nota.

 

*Matéria alterada às 17h52 para acréscimo do posicionamento da Prefeitura Municipal. 

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