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Casais buscam plataformas virtuais para discutir e rever relacionamentos

Casais buscam plataformas virtuais para discutir e rever relacionamentos

ESTADÃO CONTEÚDO

28/07/2019 - 06h00
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Em busca de praticidade e para conciliar agendas, cada vez mais casais têm recorrido à terapia online para resolver problemas de relacionamento. A regulamentação para o atendimento psicológico online no País é de 10 de novembro de 2018. E, entre dezembro e julho deste ano, a participação dos casais nos aplicativos que oferecem esse tipo de serviço aumentou até 33%.

Também cresceu o número de profissionais que passaram a oferecer consultas virtuais. Segundo levantamento do Conselho Federal de Psicologia, de 10 de novembro até o fim do ano passado, 1.340 profissionais pediram registro no Cadastro e-Psi, dos quais 1 083 foram aprovados. Neste ano, 9.242 psicólogos fizeram a solicitação e 7.648 obtiveram aprovação. No total, 346.062 psicólogos atuam no País. Segundo a regulamentação, os profissionais precisam realizar um cadastro e não há limites de sessões online.

De dezembro a julho, o número de casais da plataforma Telavita cresceu 12%. "Sempre tem muita desculpa para começar a terapia de casal, como problemas de agenda, e, geralmente, é um dos parceiros que toma a iniciativa. Alguns têm vergonha de fazer terapia de casal e o online quebra um pouco isso, porque pode ser feito dentro da residência", diz Milene Rosenthal, psicóloga e cofundadora da plataforma. Segundo ela, os problemas apresentados pelos casais no atendimento online não são diferentes. "Eles nos procuram quando estão com muito desgaste e já não têm tanta crença de que a relação vai continuar. A questão da comunicação é um problema frequente, assim como a falta de alinhamento sobre expectativas."

Há três meses, uma microempresária de 37 anos, que não quis se identificar, resolveu fazer sessões com o namorado. O relacionamento tem pouco mais de um ano e enfrentava problemas de confiança. "Faço terapia online há seis meses e perguntei a minha psicóloga se poderia colocar o meu namorado junto. Era mais uma questão de eu confiar nele, que criava muitos conflitos A gente estava brigando muito", conta. "Na primeira vez, já deu resultado e nos aproximou mais. Quando começamos a brigar, ela fez a mediação. É um passo maior na relação, porque a gente acaba falando o que não falaria um para o outro se fosse uma DR (discussão de relacionamento)."

Ela diz que continua realizando o atendimento individual, mas há momentos em que a sessão tem a presença do parceiro. "Quando é sobre o relacionamento, ele participa. A gente usa o celular e faz chamada de áudio. Optei pelo online porque minha vida é bem corrida."

Fundador da 99Psico, David Reichhardt diz que os casais não costumavam aparecer nos levantamentos internos do público da plataforma. Nos últimos seis meses, isso começou a mudar. "Aumentou a procura de todos os públicos. O casal não aparecia nas estatísticas e, agora, já é uma realidade." E ele traça o perfil. "Os casais têm até 30, 35 anos. Os mais velhos ainda preferem o presencial." Entre as vantagens, destaca não ser preciso discutir se o endereço do consultório é mais favorável a um dos parceiros ou dificuldades no horário. Mas também há desvantagens. "Se o casal começa a brigar, pode ser difícil controlar, mas há regras de funcionamento para isso."

A triagem do FalaFreud, app fundado em 2016, já considera possíveis problemas no relacionamento do usuário. "Se a pessoa falar que é casada, (o app) já pergunta se quer trazer o parceiro para a consulta", diz Yonathan Faber, fundador da plataforma, que contabilizou aumento de 33% na busca de casais.

Alternativas

O aumento da procura está fazendo com que a OrienteMe busque alternativas. "Atualmente, cada pessoa do casal tem o contato direto com o psicólogo via mensagens ilimitadas e videochamada. Por motivos de demanda constante, estamos criando planos de atendimento em conjunto para casais que devem estar disponíveis em poucos meses", prevê Renata Tavolaro, psicóloga e consultora técnica do APP.

Também há mais profissionais interessados. A psicóloga e terapeuta Sabrina Ferrer, de 40 anos, já realizou atendimentos presenciais para casais e, há quatro anos, trabalha em uma plataforma virtual. "As pessoas que procuram o atendimento online estão mais conectadas com a tecnologia e são mais ansiosas, querem tratar do problema naquele momento. Tem paciente que prefere o mais tradicional, quer dia e horário específicos. Mas há outros que marcam mediante a demanda."

Uma consulta virtual para casais custa em torno de R$ 100. A presencial, segundo tabela da Federação Nacional dos Psicólogos referente a dezembro de 2017, tem valor médio de R$ 236,19. Outra diferença é a possibilidade de dar retorno aos profissionais. "Mesmo depois que os psicólogos passam, são constantemente avaliados na plataforma, tanto pelos pacientes quanto pelas métricas básicas de engajamento, como tempo de resposta", afirma Bruno Haidar, CEO da Oriente-me. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

transporte coletivo

Justiça exige conta bancária exclusiva para intervenção no Consórcio Guaicurus

Decisão liminar considera que lei municipal que determina a criação de uma conta própria não está sendo cumprida e cobra mais transparência da comissão interventora

24/10/2026 10h54

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus Foto: Arquivo / Correio do Estado

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O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Eduardo Lacerda Trevisan, concedeu liminar que determina que obriga que a comissão interventora abra uma conta bancária exclusiva, separada das contas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Conforme a decisão, os interventores devem apresentar um plano para abertura de conta específica da intervenção em 10 dias, com prazo para implantação em 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O consórcio está sob intervenção municipal desde o dia 16 de junho deste ano, quando a prefeitura anunciou a decisão de tomar conta do transporte coletivo da Capital por um período de 180 dias. O advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira foi nomeado interventor.

Na ocasião, foi concedido a comissão interventora vários "poderes", dentre eles, a movimentação das contas da empresa pelos interventores.

O mandado de segurança foi impetrado pelo Consórcio Guaicurus, que pediu para que a comissão criasse uma conta exclusiva para uso dos interventores, separada da conta das empresas que fazem parte do consórcio, conforme determina o artigo 53, inciso I, da Lei Municipal nº 4.584/2007.

O artigo em questão dispõe que a equipe de intervenção deve "providenciar a abertura de conta-corrente própria em banco estabelecido na cidade de Campo Grande- MS, em nome da Prefeitura Municipal, vinculada, exclusivamente, à movimentação financeira decorrente da intervenção, a qual será administrada e conjunto com o interventor administrativo-financeiro".

A Procuradoria do Município chegou a argumentar que a lei que faz a exigência de conta específica em caso de intervenção era inconstitucional, mas a tese não foi acatada pelo juiz na decisão liminar, que deferiu o pedido do Consórcio.

Desta forma, os interventores devem apresentar, em 10 dias, um plano com a definição do cronograma para a criação da conta-corrente oficial da intervenção, que ainda não foi aberta mesmo sendo prevista em lei, separada daquelas sob a titularidade do operador do sistema.

A conta precisa ser aberta em banco público, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. O plano deverá conter ainda o detalhamento de como a transição de contas será feita para que não haja comprometimento dos pagamentos essenciais à continuidade do serviço de transporte de Campo Grande.

Após a apresentação do plano, a Comissão terá 30 dias para implantar a mudança a partir da intimação.

A Comissão também terá de entregar ao juiz a cópia integral do ato colegiado que aprovou as normas de governança e controle do processo de intervenção.

Segundo o magistrado, caso esse sistema de governança dos atos administrativos dos interventores não exista, a Comissão deverá declarar perante a Justiça a ausência de tais documentos e não poderá criar validações que sejam retroativas.

Na decisão liminar, a Justiça também exigiu que a comissão interventora exiba as autorizações e justificativas motivadas para todos os pagamentos de dívidas vencidas e que tenham caráter excepcional, realizados durante o período de intervenção.

Intervenção

Decretada pela prefeitura no dia 16 de junho deste ano, a intervenção no Consórcio Guaicurus divulgou no mês passado um relatório dos primeiros 90 dias à frente da empresa. Segundo o documento, neste período, os interventores descobriram R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na capital sul-mato-grossense.

Conforme matéria do Correio do Estado da época, no centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões no fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Imposto de Renda.

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO).

O acordo feito entre as empresas foi aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil, que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Após esta aprovação, a nova empresa deverá apresentar planos de melhorias para receber o aval da prefeitura.

Apesar de os valores ainda serem mantidos em segredo, fontes próximas ao negócio, que pediram sigilo ao Correio do Estado, indicam que a negociação da concessão e dos bens do Consórcio Guaicurus gira em torno de R$ 200 milhões.

Além dos veículos e dos imóveis, a venda também engloba os seis anos de contrato para administrar o transporte público de Campo Grande, tempo que pode ser estendido por mais 10 anos, conforme o acordo firmado em outubro de 2012 e que, no domingo, 25/10/2026, completará 14 anos.

Desde 2012, o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise, tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda no dia 8 de outubro de 2026. 

A Prefeitura da Capital, por sua vez, aguarda a apresentação de um plano de melhorias para o transporte coletivo antes de dar o aval para a nova empresa operar o serviço.

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