Campo Grande foi um dos alvos da 11ª fase da Operação Destroyer, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Na Capital sul-mato-grossense, um casal investigado por suposta participação em uma organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro foi preso durante o cumprimento de mandados judiciais.
A ação teve como foco principal uma residência localizada no Jardim Nhanhá, onde foram presos Adryelle Franco Ramos, de 32 anos, e Thiago Alves de Jesus, de 34 anos. Conforme a investigação, os dois teriam desempenhado funções ligadas à logística e ao transporte utilizados pelo grupo criminoso.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um Porsche Macan, um Renault Clio, um caminhão JAC, cinco aparelhos celulares e cadernos com anotações que passarão por análise.
Os veículos de alto valor encontrados no imóvel chamaram a atenção dos investigadores e reforçaram as suspeitas sobre a origem dos recursos movimentados pelo casal.
De acordo com relatórios financeiros anexados ao inquérito, Adryelle teria movimentado aproximadamente R$ 2,28 milhões em cerca de cinco meses, apesar de declarar renda mensal próxima de R$ 1,8 mil.
Já Thiago teria registrado movimentação de R$ 1,15 milhão no mesmo período, embora informasse rendimento de aproximadamente R$ 1,5 mil por mês.
Para a polícia, os valores identificados são incompatíveis com a renda declarada pelos investigados e indicam possível participação em atividades ilícitas relacionadas ao esquema investigado. A análise das movimentações financeiras foi um dos elementos que levaram à expedição dos mandados judiciais.
As investigações apontam ainda que o casal mantinha ligação com empresas do ramo de transporte de cargas.
Segundo a apuração, Adryelle atuaria na coordenação de transportes e na movimentação de cargas, enquanto Thiago teria participação na estrutura operacional utilizada pela organização criminosa.
A Operação Destroyer teve desdobramentos em municípios de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesta fase, denominada "Double Shot", foram cumpridas 40 medidas cautelares, entre elas 15 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, a investigação surgiu após a apreensão de cerca de 4,2 toneladas de maconha e 37,2 quilos de pasta-base de cocaína.
A partir da análise de celulares, dados telemáticos e movimentações bancárias, os investigadores identificaram uma rede suspeita de atuar no armazenamento, transporte e distribuição de drogas entre diferentes estados.
O balanço parcial da operação aponta 16 prisões, sendo três em flagrante, além da apreensão de veículos e outros bens considerados estratégicos para a continuidade das investigações.
Resultado parcial da operação:
- 16 prisões, sendo três em flagrante;
- Cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão;
- Apreensão de veículos de alto valor;
- Bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros.

