Cidades

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Casos de dengue diminuem na Capital

Casos de dengue diminuem na Capital

Redação

16/03/2010 - 08h10
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Depois de duas semanas de estiagem (interrompida ontem) a epidemia de dengue já dá sinais de refluir e deve ir embora junto com o mês de março. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde aponta esta tendência. A nona semana de 2010 apresentou a média diária de 331 notificações, 27% menor que as 421 apuradas três semanas antes, abrangendo fevereiro, até aqui o mês que apresentou o pico do número de pacientes atendidos nas redes pública e privada de saúde, com sintomas da doença. Segundo o secretário de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, outros indicadores reforçam este cenário favorável. Caiu pela metade, de 80 para 40%, o índice de positividade. Ou seja, em fevereiro, de cada 10 casos que passaram por exame de laboratório, em oito, era positivo o diagnóstico de dengue. Hoje, esta proporção caiu para quatro. O número de solicitações de hemogramas diminuiu 30%. Indício de que os médicos diagnosticaram como virose, não dengue, os casos dos pacientes que atenderam com sintomas parecidos com os da doença. Este quadro, de estabilização e queda das notificações, que antes era só uma aposta (considerada otimista) do secretário Luiz Henrique Mandetta, agora tem o apoio de especialistas, como o infectologista Rivaldo Venâncio, que chegou a prever 40 mil notificações neste mês. Ele aponta outro fator determinante para o fim da epidemia (além da estiagem): a queda da temperatura à medida que se aproxima o inverno. Sem chuva, para renovar a água dos “reservatórios” de reprodução do mosquito e o calor mais ameno, elimina-se o ambiente adequado para ele atingir a idade adulta. Queda no movimento O movimento nos postos das regiões mais afetadas pela epidemia – bairros Tarumã, Coophavila, Aero Rancho, na saída para Sidrolândia – começa a entrar num ritmo de normalidade. “Nossa unidade 24 horas da Coophavila II, que entre as nove, era a que tinha o menor volume de atendimento, saiu do nono lugar para o primeiro, superando a da Coronel Antonino, do Nova Bahia e da Vila Almeida, que passaram a receber pacientes que normalmente eram atendidos no Guanandy e no Aero Rancho (outras unidades onde o movimento cresceu muito)”. Na unidade 24 horas da Coophavila II, que chegou a atender 350 pessoas por dia, desde sábado o movimento caiu pela metade. “Agora está até rápido”, revela Mari Moreira, residente no Bairro Tarumã, que depois de quatro dias de dores no corpo, febre e vômito começa a se recuperar. “Cheguei aqui na quarta-feira às 8h30min da manhã e só saí às 11 horas, depois de permanecer internada para reidratação. “Fui atendida logo porque o meu estado era considerado grave. Depois tive que vir todos os dias para fazer o acompanhamento das plaquetas”, revela, além de pegar o atestado para justificar a ausência do trabalho. Outra paciente que percebeu que o tempo de espera de atendimento diminuiu é a autônoma Maria Lemos dos Santos, que chegou há 15 dias de Ponta Porã já com os sintomas da dengue. A epidemia aumentou a demanda nos postos de saúde justamente num período – os meses de janeiro e fevereiro – em que o quadro de médicos da prefeitura (que tem defasagem de 300 profissionais) – foi desfalcado porque 60 médicos se licenciaram para prestar o serviço militar e outros porque vão fazer residência. Novos números O último boletim da Secretaria de Saúde, divulgado ontem, mostra que já são 21.889 notificações, sendo 3.018 em março. Agora são sete mortes confirmadas e cinco sob investigação.

Preso

Suspeito de oferecer R$ 25 mil para matar idoso é preso em MS

Investigação da DHPP aponta que homem de 51 anos prometeu R$ 25 mil e parte do gado da vítima aos executores; dois suspeitos de participação direta no crime já estão presos desde junho.

16/07/2026 18h29

Foto: Divulgação Policia Civil

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A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (16), Acrísio Jabra Paraguassu, de 51 anos, apontado pelas investigações como o mandante do assassinato do produtor rural Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, que desapareceu em junho e teve o corpo localizado dias depois em uma área de desova próxima ao Assentamento Conquista, situado na divisa entre os municípios de Campo Grande e Rochedo.

A prisão foi realizada durante uma operação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também cumpriu mandados de busca e apreensão ligados à investigação.

De acordo com a Polícia Civil, Acrísio Jabra Paraguassu é investigado por planejar o homicídio e contratar os executores do crime. Conforme as apurações, ele teria oferecido R$ 25 mil, além da divisão do gado pertencente à vítima, como recompensa pela execução

No entanto, conforme a Polícia Civil, a recompensa não chegou a ser entregue porque os envolvidos foram presos antes da conclusão do acordo.

O crime veio à tona após o desaparecimento de Antônio Ormondes Pereira, registrado no dia 20 de junho. Durante as diligências, equipes da DHPP localizaram o corpo da vítima em um ponto de desova, dando início a uma investigação que levou à identificação dos primeiros envolvidos.

Ainda durante a fase inicial da apuração, Ari Xavier Silva Araujo, de 55 anos, e José Viana da Silva, de 50, foram presos em flagrante, apontados como responsáveis pela execução do homicídio e pela ocultação do cadáver.

Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas, mantendo ambos detidos enquanto o inquérito avançava.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu novos elementos que reforçaram a hipótese de que o crime foi encomendado. Com base nas provas colhidas, a Justiça decretou a prisão preventiva de Acrísio Jabra Paraguassu, apontado como o suposto mandante do homicídio.

O investigado foi localizado em uma chácara situada nas proximidades do local onde o assassinato ocorreu. Além da prisão, os agentes cumpriram mandados de busca em imóveis vinculados ao suspeito em busca de materiais que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

Durante o interrogatório, Acrísio Jabra negou qualquer participação no homicídio.

Concluída a investigação policial, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul e ao Poder Judiciário, que darão sequência ao processo.

O preso deverá passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em tramitação.

Relembre o crime

Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, desapareceu no dia 20 de junho, após sair para negociar a venda de cabeças de gado. A ausência do idoso mobilizou familiares e deu início às investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dias depois, o corpo da vítima foi localizado em uma área de mata utilizada para desova, nas proximidades da região onde o crime ocorreu. A partir da análise de imagens, depoimentos e outras diligências, a Polícia Civil identificou os primeiros envolvidos no assassinato.

Segundo a investigação, Ari Xavier Silva Araujo, de 55 anos, teria participado diretamente da execução do homicídio.

Já José Viana da Silva, de 50 anos, é apontado como responsável por prestar apoio aos autores, auxiliando na ocultação do cadáver e na tentativa de dificultar o trabalho da polícia após o crime.

Os dois foram presos em flagrante durante as investigações iniciais. Posteriormente, a Justiça converteu as prisões em preventivas, e ambos permanecem detidos.

Com o aprofundamento das investigações, a DHPP concluiu que o crime teria sido encomendado. Segundo a Polícia Civil, Acrísio Jabra Paraguassu, de 51 anos, preso nesta quinta-feira (16), teria planejado o homicídio e prometido aos executores o pagamento de R$ 25 mil, além da divisão de parte do rebanho da vítima

O pagamento, porém, não chegou a ser efetuado porque os envolvidos foram presos antes da conclusão do plano criminoso.

Acrísio Jabra Paraguassu nega envolvimento no crime. Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

Oportunidade

Detran-MS abre cadastro para instrutores de trânsito; veja como se inscrever

Candidatos aprovados integrarão banco de cadastro com validade de dois anos

16/07/2026 17h51

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está com inscrições abertas para formar um cadastro de profissionais interessados em atuar como instrutores, coordenadores de cursos e colaboradores em ações de educação e segurança no trânsito. O prazo para participar segue até 31 de julho, e a inscrição deve ser feita exclusivamente por e-mail.

Os candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos, podendo ser prorrogado. O Detran-MS ressalta que até mesmo profissionais que já atuaram ou possuíam credenciamento anterior precisam realizar uma nova inscrição e apresentar novamente toda a documentação exigida.

Os interessados devem se inscrever por meio do ([email protected]), com todos os documentos digitalizados em formato PDF. Os interessados devem possuir: Carteira Nacional de Habilitação (CNH), currículo, diploma, histórico escolar e certificados de cursos, pós-graduações, palestras e eventos realizados nos últimos três anos.

O cadastro somente será efetivado após a confirmação do setor responsável por meio do e-mail encaminhado pelo candidato. A ausência de qualquer documento obrigatório impede a inclusão no banco de profissionais.

Para atuar como instrutor, é necessário ter idade mínima de 21 anos, ensino superior completo e formação compatível com a disciplina que pretende lecionar. Dependendo da área de atuação, também será exigida formação específica como Instrutor de Trânsito ou Instrutor Especializado.

Já candidatos com ensino médio completo poderão concorrer às funções de coordenação, apoio aos cursos e colaboração em programas, projetos e campanhas educativas promovidas pelo Detran-MS.

O cadastro contempla profissionais para ministrar cursos destinados a condutores de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, veículos de emergência, transporte de produtos perigosos e cargas indivisíveis. Também estão previstas atividades ligadas aos cursos de primeira habilitação, reciclagem de condutores infratores, formação de instrutores e capacitação de agentes de fiscalização de trânsito.

Cabe destacar que não há definição sobre a quantidade de profissionais que serão convocados, as cidades onde as atividades serão desenvolvidas nem os valores que serão pagos. As convocações ocorrerão conforme a necessidade do órgão e de acordo com a qualificação dos profissionais cadastrados.

Selecionados receberão incentivo financeiro pelas atividades desempenhadas. No entanto, a prestação dos serviços não gera vínculo empregatício com o órgão.

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