Cidades

ALERTA

Casos de dengue e chikungunya na fronteira deixa Ponta Porã em alerta máximo

Segundo boletim epidemiológico, Ponta Porã registra nove casos confirmados da doença e 188 casos suspeitos

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Os altos números de casos de dengue e chikungunya no Paraguai estão deixando os municípios fronteiriços em alerta máximo. Só em Ponta Porã, município que faz divisa com Pedro Juan Caballero, os números de casos da doença já superam o registrado em todo o ano de 2022.

De acordo com o Ministério de Saúde e Bem-Estar do Paraguai, desde o início do ano, o país já soma quase 9 mil casos de chikungunya. Em Ponta Porã, já foram registrados nove casos confirmados da doença e 188 casos suspeitos.

Em março deste ano, o governo do Paraguai lançou a campanha "Paraguay Sin Criaderos", uma campanha nacional de conscientização contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de diferentes tipos de arboviroses. 

A situação no país vizinho preocupa tanto a prefeitura de Ponta Porã como o Governo do Estado que vêm desenvolvendo uma série de ações para combater os altos índices da doença na região.  

Na última segunda-feira (20), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) recebeu uma visita técnica do Ministério da Saúde para discutir sobre ações estratégicas de enfrentamento às arboviroses, em especial a dengue e chikungunya, em Mato Grosso do Sul.

Até o momento foi apresentado e discutido, junto à equipe do Ministério da Saúde, o quadro situacional das doenças no Estado, assim como algumas visitas técnicas em alguns pontos da Capital. A visita se estenderá até sexta-feira (24). 

Para a diretora de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, a visita é importante para elaboração de estratégias e controle da redução de casos.

"A equipe vem no sentido de colaborar trazendo novas orientações e estratégias tanto para a equipe estadual como aos municípios, principalmente, os de fronteira, para que possamos conter os casos de Dengue e de Chikungunya".

Operações em Ponta Porã

Nesta terça-feira (21), a equipe do Ministério da Saúde viajou para Ponta Porã e se reuniu com representantes do município e da comissão técnica do Paraguai para discutir medidas de contenção do avanço da doença.

Segundo o coordenador estadual de Controle de Vetores, Mauro Lúcio Rosário, é necessário entender o que está faltando para alinhar as ações de enfrentamento e encontrar uma solução.

"Precisamos achar uma solução imediata para evitar que ocorram novos casos no Estado. A reunião permitiu a troca de experiência e que entendêssemos sobre o que cada um está fazendo para conter os casos, principalmente, no Paraguai. E saber sobre o que está faltando para a gente alinhar as ações de enfrentamento da chikungunya e também a dengue".

Outro ponto destacado pelo coordenador foi quanto a participação e colaboração da população, principalmente, dos municípios da região da fronteira.

"É importante que a população compreenda a importância do trabalho do agente de saúde, que ela receba não somente o servidor, mas que receba as orientações de prevenção que ele repassa. É importante que o agente de saúde faça uma visita domiciliar resolutiva".

Durante o encontro também foi criado um Comitê de Enfrentamento entre Brasil e Paraguai com objetivo de integrar as ações de combate dos países às arboviroses. Além disso, a SES instalou um Centro de Operação de Emergência (COE).

De acordo com o assessor militar na SES, coronel Marcello Fraiha, o COE deve auxiliar os 79 municípios em ações de enfrentamento às arboviroses no Estado.

"Corumbá faz divisa com a Bolívia e há registro de alta incidência de dengue no país vizinho. Na região do Paraguai, que faz divisa com Ponta Porã, há registros de aumento casos de chikungunya. Como existe fronteira seca entre esses países, muitos moradores saem em busca de atendimento médico nos municípios do Estado. Então, isto nos causa preocupação e nos coloca em alerta".

Segundo a SES, os agentes de saúde de Ponta Porã estão passando por capacitação técnica com a realização de prática em campo para conter os novos casos da doença. 

"Nós precisamos desenvolver ações de controle em toda a linha de fronteira. E para isto, estamos recebendo todo o apoio da equipe técnica do Ministério da Saúde".

Casos em MS

De acordo com o último boletim epidemiológico de dengue, Mato Grosso do Sul tem 5.550 casos confirmados e cinco óbitos. Segundo o documento, Três Lagoas, Campo Grande e Bonito são os municípios com maior número de casos confirmados.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado anteriormente, só nas 10 primeiras semanas de 2023, a SES já registrava 13.235 casos prováveis da doença no Estado. Esse número é sete vezes maior do que o registrado no mesmo período no ano passado, com 1.701 casos prováveis. 

Já em relação a chikungunya, o boletim registra 1.105 casos prováveis, 108 casos confirmados e nenhum óbito. Os municípios com maior número de casos confirmados são Ponta Porã, Amambai e Maracaju.

O número é 86% maior que o registrado em todo o ano de 2022, período em que Mato Grosso do Sul registrou 594 casos prováveis da doença. 

Segundo a SES, o motivo do aumento dos casos se dá pelas chuvas intensas registradas nos meses de janeiro, fevereiro e março, período propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, que, além da dengue, é responsável por transmitir zika e febre chikungunya. 

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JUSTIÇA

TJMS aprova proposta para isentar vítimas de violência doméstica de custas judiciais

Medida vale para processos ligados ao agressor, como divórcio, guarda, pensão alimentícia e partilha de bens, e ainda depende da Assembleia Legislativa

04/09/2026 09h30

Órgão Especial do TJMS aprovou anteprojeto que prevê gratuidade de custas para mulheres vítimas de violência doméstica em ações relacionadas ao agressor

Órgão Especial do TJMS aprovou anteprojeto que prevê gratuidade de custas para mulheres vítimas de violência doméstica em ações relacionadas ao agressor Divulgação

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Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em Mato Grosso do Sul poderão ficar isentas do pagamento de custas em processos judiciais relacionados ao agressor. A proposta que cria o benefício foi aprovada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça no Mato Grosso do Sul (TJMS), em sessão realizada nesta quarta-feira (2), e seguirá para análise do Poder Legislativo Estadual.

A mudança prevê a crianção de uma nova hipótese de isenção no Regimento de Custas Judiciais do Estado. Pela proposta, o benefício será destinado à mulher vítima de violência doméstica em ações e recursos diretamente relacionados ao agressor e que envolvam questões pessoais, familiares, patrimoniais ou assistenciais. 

Na prática, a gratuidade poderá alcançar processos decorrentes de situações que frequentemente acompanham o rompimento de uma relação marcada pela violência, entre eles o divórcio, separação, guarda dos filhos, pensão alimentícia, partilha de patrimônio e reconhecimento ou dissolução de união estável. 

A proposta foi elaborada pela Coordenadora de Supervisão de Custas e Distribuição do Primeiro Grau da Corregedoria-Geral de Justiça e altera o artigo 24 da Lei Estadual nº 3.779/2009, responsável por disciplinar as custas judiciais em Mato Grosso do Sul.

Um dos argumentos considerados na elaboração da medida é que a violência contra a mulher nem sempre se limita às agressões físicas ou psicológicas. Situações de dependência econômica, retenção de recursos e violência patrimonial também podem dificultar o afastamento da vítima do agressor. 

A intenção da mudança é evitar que a falta de recursos impeça ou retarde o acesso dessas mulheres ao Judiciário. 

Além disso, análise que embasou a proposta também indica que a criação da isenção não deverá provocar impacto relevante na arrecadação estadual. Isso porque o benefício será direcionado à vítima, sem afastar a possibilidade de cobrança das despesas processuais do agressor, conforme o caso.

A iniciativa sul-mato-grossense teve como uma de suas referências o Projeto de Lei nº 3.833/2024, em tramitação no Senado Federal. A proposta federal também trata da concessão de gratuidade da Justiça às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Com a aprovação pelo Órgão Especial do TJMS, o anteprojeto deverá agora ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), responsável por analisar a alteração da Lei nº 3.779/2009.

JUSTIÇA

Homem que atropelou mulher contra muro é condenado a 23 anos de prisão

Caso ocorreu em agosto de 2025, quando o condenado ficou inconformado com o fim do relacionamento, que durava cerca de dois meses

04/09/2026 08h40

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri

Caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri Foto: Arquivo

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Um homem foi condenado a 23 anos, um mês e dez dias de prisão por feminicídio tentado triplamente qualificado, ocorrido em agosto do ano passado. O caso foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. 

No dia 30 de agosto, o réu, inconformado com o fim do relacionamento, atropelou a mulher com um carro e prendeu contra o muro de uma casa na Vila Nossa Senhora das Graças, em Campo Grande.

O homem foi preso no final da mesma noite que ocorreu o crime. O casal mantinha um relacionamento de dois meses.

A mulher seguia para casa quando foi atingida pelo veículo. O homem dirigia um carro modelo Gol quando atropelou a vítima propositalmente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar os primeiros socorros, levando-a inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino. Ela sofreu cortes no rosto, fraturas na bacia e no quadril e precisou passar por cirurgias no pulso e no joelho na Santa Casa.

A condenação de feminícidio foi considerada como triplamente qualificado porque a vítima é mãe de uma criança. O juiz entendeu que o acusado agiu por motivo torpe e utilizou meios cruéis para tentar matar a mulher. Além da reclusão, o réu terá que pagar uma indenização de 10 salários mínimos.

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